set 26 2006

Ei tio, toca aqui!

Engraçado como as crianças conseguem compartilhar tão fácil a alegria que adquirem. A sinceridade delas me deixa pasmo, estupefato porque não vem acompanhada de malícia ou de anseios ocultos; são somente crianças, como todos nós deveríamos ser.
Cresci cedo demais, envelheci em pouco tempo e me tornei ranzinza e turrão

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set 25 2006

Der Winter bringt große Erfolge für Sie

Ia ser uma boa, afinal o inverno está chegando só agora mesmo

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set 22 2006

Meu Drama Barato

Minha vida como um livro,
podes encontrar, dependurada,
a pouco menos de cinco reais
ou disponível para download
gratuito na internet.

Minha vida é um drama
que diariamente escrevo,
em prosas e rimas mal-formadas
tais quais minhas atitudes
em machê mascaradas.

Pois onde falo de sangue
somente minha saliva escorre,
e onde, de vinho tinto me sirvo
meu copo transborda somente água,
inodora e incolor.

Sentimentos vazios,
ocultos em palavras fortes
a justiça e as virtudes inexistem
assim como me taxam insonso
onde mais me considero amargo.

A crítica cruel me arruína,
toma-me por marketeiro e amador
por meu romance, minha vida,
repleta de paixões não dedicadas
e amizades pouco sinceras
é avaliada com drama barato

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set 19 2006

And I still feel the pain…

Vem da música lá em cima. Eu gosto, e tenho ouvido muito. Li uma nota na Veja sobre a Síndrome de Sylvia Plath e descobri alguns fatos interessantes relacionados a uma pesquisa a respeito. Bem, está em inglês e, na verdade, acho que pouca gente vai ler por completo mas, me interessou, principalmente as frases que coloquei de chamada:

Poets ‘die younger’ than authors. It may also be because every fiction you weave takes 3.33 minutes off your life.

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set 14 2006

Sem Título

.:Quarta-feira, Agosto 25, 2004

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set 11 2006

Carapaça


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set 9 2006

Sorrisos

Sorriso, vejo sorrisos. Me alegro com eles, mesmo distante eu furto-lhes um pouco da alegria.
Sinto-me contente por saber que os sorrisos brotam… sem precisar de mim

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set 8 2006

Paredes

Já não agüento mais as paredes caiadas de branco, já não agüento mais o meu cheiro, os meus pesadelos. Recluso em meu próprio cárcere tenho dias ocupados em frente a uma tela de vidro, planejando e executando os passos para a conclusão do meu curso. Não há notas, mas se houvessem eu teria deixado a desejar. Minha mente se transformou num caos, minha vida campo de batalha onde caído, sinto minhas penas esfarelando-se, sua maciez dando lugar a rigidez de uma carapaça alva e farpada. Osyluth. Não mais RPG, não mais praças de alimentação ou bancos de praça. Somente as paredes do meu quarto, ou da cozinha, e o cheiro da minha bile… pútrida

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set 5 2006

Lixo

É sim, estou triste… e me sinto um lixo, um nada. Mas quem se importa se afinal o errado sempre sou eu?

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set 4 2006

Monstro

Monstro. Farpas, couraça e ferrão. Negro como a noite, maligno como o inferno. Teu veneno e tua amargura distorcem os sentidos, causam ânsia, nojo e ódio. Ódio; és senhor do ódio, do rancor, da mágoa.
Monstro. Por nasceres escorpião, por cresceres com a espada em punho.
Tortura, pois quando te vêem correm a cutucar-se, arrancar-te os membros, por seres vil, cruel e maligno. Monstro.
Tratam-te com a acidez, porque nada perfura tua couraça, sentimento algum nasce de tuas entranhas, humildade alguma encontra-se em teu peito. Ao contrário, és mestre da mágoa, e a provocas a bel prazer. Porque te rejubilas com a dor, cabelos soltos a chicotear-te o rosto, num banco de praça qualquer.
Assim vivem dentre os monstros, os insetos. Aracnídeo. Banidos e enojados, tramando solitários, entre lágrimas o próximo ato de ódio. Remoendo, em seu íntimo, as palavras nunca esquecidas: “nunca te perdoarei”…

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