O passado ainda é vivo
em resposta a 27/10/2004
Novamente,
o reflexo distorcido mostra o que não desejo,
a armadura negra, farpas e sangue que não é meu.
Novamente,
elos e lâminas torcidos e partidos,
insígnias enferrujadas, tesouros perdidos.
Novamente,
deixo sobre o solo minha cota argêntea e opaca,
a túnica manchada, visto minha única capa negra.
Novamente,
pulsos e garganta marcados pelos grilhões
que aprisionam minha’lma,
distante de tudo aquilo que me é caro.