Radiância

um soneto pelos mortos

Pedra branca e reluzente,
estampa fria, flâmula amarga
que recobres os mais alvos ossos
em silenciosa solidão.

Tua face se confunde
dentre outras lápides que permeia
o campo esquecido da morte
coberto pelas cinzas do tempo.

Mas não eterno é teu lamento
pois de teu próprio sangue surgiria a doçura,
a gratidão e a honra.

Expressa em pétalas amarelas
que irradiam tal qual o sol sobre nuvens branca
delicada luminescência em reconhecimento.

– relembrado hoje por conta de uma pessoa muito especial que partiu; a gente nunca se conheceu muito bem mas sei que a outros ela vai fazer muita falta, como as flores amarelas ou o cheiro salgado do mar



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