Ópio

Inicia-se portanto o reinado do escorpião, e eu me sagro guerreiro e mercenário, repleto das farpas e mágoas, das garras e lágrimas, presas e veneno. O veneno, destilado de nosso próprio sangue, cruel, vil e maldito. E eu comemoro, sorrindo, ao receber as graças negras do corruptor, inebriado em álcool e coberto em ninfas.

Tal qual Álvaro de Campos, busco no oriente meu ópio, a cura para as comédias da minh’alma



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