Natal

Se eu pudesse um presente de Natal deixar ao mundo, gostaria de todas as mágoas apagar, aquelas causada pelo homem que eu fui, pelo homem que eu sou. Inicia-se um novo ano, e eu permaneço o mesmo, ciente das mágoas que ainda hei de provocar.
Desculpas? Acho que para certas coisas o pedido não é suficiente, pois as marcas permanecem profundas, de farpas encravadas.
Ouso sofrer silenciosamente minhas mãos cobertas de sangue…


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