Três Vezes

Três vezes, três vezes amaldiçoado
pela ira, pelo rancor e pela mágoa
imprime no ar o sorriso saudoso
em lábios que não são teus.

Dorme em meu peito o veneno mortal
que guia uma pós-vida miserável
da qual aguardo, segundo sábias vozes
o elixir curativo da fênix.

Qual elixir poderia restaurar-me as carnes,
a vontade e a força outrora existente
no cerne de um coração verdadeiro?

Torna-te puro e íntegro,
e ganharás por três vezes o sorriso
amargo e melancólico da infelicidade.

Falta criatividade ou dedicação ainda. Falta sentimento. Mas talvez, para que ele floresça em outras pradarias deva apodrecer por aqui, portanto tentarei mais uma vez cavar dentre os restos o adubo para um novo florescer. Trago as sementes do ópio comigo



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