ago 31 2007

O Baú

Mário Quintana (indicada pela Mari)

Como estranhas lembranças de outras vidas,
Que outros viveram, num estranho mundo,
Quantas coisas perdidas e esquecidas
No teu baú de espantos… Bem no fundo,

Uma boneca toda estraçalhada!
(isto não são brinquedos de menino…
alguma coisa deve estar errada)
mas o teu coração em desatino

te traz de súbito uma idéia louca:
é ela, sim! Só pode ser aquela
a jamais esquecida Bem-Amada

e em vão tentas lembrar o nome dela…
e em vão ela te fita… e a sua boca
tenta sorrir-te mas está quebrada!

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ago 30 2007

Resenha: Lolita, de Vladimir Nabokov

Ganhei o livro de presente da Mariko há alguns anos, embora ela só me tenha entregue na última visita, portanto eu posso afirmar que era bastante esperado. A leitura me tomou umas duas ou três semanas, nos meus intervalos de almoço. O romance foi escrito de um modo um tanto peculiar e supreende (e deve ter estarrecido muitas pessoas na época de sua publicação).
O livro narra as desventuras do “artista sem-obras” Humbert Humbert, que se vê envolvido por uma nymphet, como ele mesmo denomina as meninas por que se atraí. Dolores (Lolita) é uma garota impulsiva e de temperamento forte, que acabar por preocupar e torturar a vida do protagonista. Escrito em primeira pessoa, o livro me trouxe uma primeira impressão bastante asqueroza, conforme me eram revelados os pensamentos mais íntimos de Humbert, no entanto, com o desenrolar da história surgem outros aspectos em evidência, como sua insegurança e obsessão.
Esta última em especial me aproximou do personagem, ao notar-me características similares. Afora isto, alguns elementos macabros parecem inspirados no Poe. Eu aconselho a leitura, a todos aqueles a quem a miséria humana interessa, e reprovo a todos que esperam uma obra repleta de “situações picantes” ou diálogos “surfistinianos”.

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ago 21 2007

Como surpeender um(a) amigo(a)

1. Pesquise seu gosto musical, e faça-o com afinco;
2. Vá até a loja de CDs mais próxima e gaste uma meia hora revirando a prateleira específica de cabeça para baixo;
3. Acrescente um cartão de felicitações ou um pequeno chocolate como agrado para as moças;
4. Na hora de marcar um local para vê-lo(a), pise na bola e seja mal-interpretado, mas muito mal interpretado

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ago 12 2007

A Tua/Minha Cruz

A tua/minha cruz, que há muito pensava ter perdido,
descubro hoje a minha cabeceira, todo este tempo,
permanecera me observando.

E não só ela, pois meus/teus amigos ainda lembram
das coisas que esqueço ou me/te impeça
de acreditar.

Ah, senhorita das gavinhas; tal alcunha,
surgida em outros lábios não tão singelos
resume-te tão completamente.

Cingo-me novamente de tua/minha cruz,
finjo-lhe reverência ao polir-lhe o ventre e o dorso
e alço-lhe os braços ávidos

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ago 11 2007

Eu, que tantos fracassos colecionei

Eu, que tantos fracassos colecionei,
recebo minha primeira figurinha repetida
de outras mãos que não as suas

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ago 10 2007

Redenção

Não esperar nada em troca, desejar o bem e fazer o máximo pelos amigos.
Espero que minha dedicação seja suficiente para honrar a cura dos males que causei. Mas é uma esperança, e como todas elas, é vã

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ago 10 2007

Atualizações

Semana atribulada, corrida e tumultuada… altos, baixos e elos, muitos elos. Neste final de semana SCAM e dia dos pais

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ago 8 2007

Soneto Simples aos Amores Perfeitos

Plantou amores-perfeitos em minha janela.
Arroxeados, avermelhados e alaranjados,
florescem vagarosamente ao nascer do sol
inundando a vista em cores quentes.

Plantou amores-perfeitos em minha janela,
e é irônico que seja da casa o único quarto cinzento.
Talvez tenha um desejo, uma simpatia,
de que as cores voltem aos olhos meus.

Plantou amores-perfeitos em minha janela,
para que, como os gregos, abrandem minha ira;
ou curem-me as enxaquecas sazonais.

Plantou amores-perfeitos em minha janela,
sem saber, creio eu, que sua infusão e bálsamo
cicatrizam mesmo as feridas mais profundas

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ago 6 2007

Sorriso II

Na madrugada de ontem ganhei um segundo sorriso

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ago 4 2007

das Palavras Ditas

Surpreenderia ao dizer que estou contente? Por causa de meia dúzia de palavras doces que eu não proferi, sequer ouvi. Não eram para mim, mas as palavras me contentam; em saber que sorrisos ainda brotam

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