A Tua/Minha Cruz

A tua/minha cruz, que há muito pensava ter perdido,
descubro hoje a minha cabeceira, todo este tempo,
permanecera me observando.

E não só ela, pois meus/teus amigos ainda lembram
das coisas que esqueço ou me/te impeça
de acreditar.

Ah, senhorita das gavinhas; tal alcunha,
surgida em outros lábios não tão singelos
resume-te tão completamente.

Cingo-me novamente de tua/minha cruz,
finjo-lhe reverência ao polir-lhe o ventre e o dorso
e alço-lhe os braços ávidos


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