Resenha: Lolita, de Vladimir Nabokov

Ganhei o livro de presente da Mariko há alguns anos, embora ela só me tenha entregue na última visita, portanto eu posso afirmar que era bastante esperado. A leitura me tomou umas duas ou três semanas, nos meus intervalos de almoço. O romance foi escrito de um modo um tanto peculiar e supreende (e deve ter estarrecido muitas pessoas na época de sua publicação).
O livro narra as desventuras do “artista sem-obras” Humbert Humbert, que se vê envolvido por uma nymphet, como ele mesmo denomina as meninas por que se atraí. Dolores (Lolita) é uma garota impulsiva e de temperamento forte, que acabar por preocupar e torturar a vida do protagonista. Escrito em primeira pessoa, o livro me trouxe uma primeira impressão bastante asqueroza, conforme me eram revelados os pensamentos mais íntimos de Humbert, no entanto, com o desenrolar da história surgem outros aspectos em evidência, como sua insegurança e obsessão.
Esta última em especial me aproximou do personagem, ao notar-me características similares. Afora isto, alguns elementos macabros parecem inspirados no Poe. Eu aconselho a leitura, a todos aqueles a quem a miséria humana interessa, e reprovo a todos que esperam uma obra repleta de “situações picantes” ou diálogos “surfistinianos”.



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