mai 30 2008

Resenha: Umbra et Imago

Associar metal gótico à língua alemã já é bastante natural, e o Umbra et Imago (Sombra e Imagem) foi uma das bandas a fortalecer este estereótipo. Com influência das obras de Freud e Nietzsche, o Umbra abusa da sexualidade, das fantasias e sado-asoquismo como tema em suas músicas, com letras cínicas e críticas a mídia.
É fácil notar na sonoridade do Umbra aquele toque opressivo do Gothic, com evoluções lentas e um vocal profundo e claro, características herdadas de Mozart – vocal principal e compositor.  back vocal gutural e arranjos ficam a cargo de Lutz Demmler – baixista; e sintetizadores, teclados e distorções completam o arranjo.
Em resumo, o Umbra é uma banda para ser apreciada vagarosamente e com atenção, como uma boa taça de vinho tinto.
Resenha completa em All the Bangers.

mai 29 2008

Unidade

Quão belas são as asas,
as penas pelo chão espalhadas.
O branco sobre o cinza,
a trama sobre o asfalto.
Gotas viscosas e rubras
que unem toda a obra.
Quão belas e terríveis,
as verdades que dilaceram.

Pequenas tais quais as penas
entre cacos de vidro.
E sobretudo numerosas
embora formem um único pesar…

mai 28 2008

Arrumando a Casa

Foi a muito tempo, e tanto foi feito neste ínterim. Existem novidades, é claro e alguns novos objetivos começam a despontar conforme uns outros são deixados de segundo plano e outros são concluídos:

  1. Após minha formatura não consegui aprovar nenhum artigo, mas este ano, para minha surpresa fui aprovado para o WEI (Workshop sobre Educação em Computação);
  2. Meu nome também tem aparecido na internet vinculado a um outro blog, o Tomo 4ᵉ, onde publico teorias a respeito do D&D 4ª Edição;
  3. Junto a livraria Época e a Nikkori, estou organizando um evento de RPG, o D&D Game Day aqui em Itajaí; e
  4. Não menos importante, o Caindo ganha seu próprio endereço .com.br.

Estou tentando despertar um pouco de criatividade para minhas prosas e contos, mas não tem sido fácil. Estou prático demais nestes últimos tempos…


mai 14 2008

Voltando para Casa

[...] Simplesmente desembainhei Bafo de Serpente e instiguei meu cavalo. Mildrith gritou em protesto, mas ignorei-a. Oswald correu, e isso foi um erro, porque peguei-o com facilidade e Bafo de Serpente girou uma vez e abriu sua nuca. Pude ver miolos e sangue enquanto ele caía. Ele se retorceu no chão coberto de folhas. Girei o cavalo e cravei a espada na sua garganta.

[...] Naquela tarde, revistei a casa de Oswald e descobri 53 xelins enterrados no chão. Peguei a prata, confisquei suas panelas, a peneira, facas, fivelas e uma capa de pele de cervo, depois expulsei sua mulher e os três filhos de minhas terras. Eu tinha voltado para casa.
- O Cavaleiro da Morte, Crônicas Saxônicas, de Bernard Cornwell

Eu voltei para casa, depois de um hiato de seis meses, estou de volta. Abro novamente os portões do meu lar e encontro as coisas em desordem. Há muito trabalho a ser feito, poeira a varrer, cacos a limpar e muitas lembranças a guardar. Fora tudo isso trago comigo muitas novas coisas na bagagem que precisam de espaço.
E não será um retorno pacífico…