Resenha: Umbra et Imago – Die Welt Brennt

Banda: Umbra et Imago
DVD: Die Welt Brennt (O Mundo se Incendeia)
Estilo: Gothic Metal
Produtora: Skowronek Audiovisuell / Spirit Productions
Distribuidora: Hellion Records
DVD & CD Nacional
Ano: 2002
País: Alemanha
Conteúdo: DVD: Show em Dresden – Alemanha (Outubro de 2001), Extras (entrevista e faixa bônus). CD: Áudio do show em Dresden – Alemanha.

Home Page Oficial: http://www.umbraetimago.de/

Associar metal gótico a língua alemã já é bastante natural, e “Umbra et Imago” (Sombra e Imagem) foi uma das bandas a fortalecer este estereótipo. Com influência das obras de Freud e Nietzsche, o Umbra abusa da sexualidade, das fantasias e sado-masoquismo como tema em suas músicas, com letras cínicas e críticas a mídia.

Ao assistir o “Die Welt Brennt” é fácil notar na sonoridade do Umbra aquele toque opressivo do gothic, com evoluções lentas e um vocal profundo e claro, características herdadas de Mozart – vocal principal e compositor. O back vocal gutural e arranjos fica a cargo de Lutz Demmler – baixista – que é ponto forte no instrumental; a banda ainda conta com Freddy – guitarras – e Migge – bateria – que conseguem uma boa harmonia com o restante do conjunto, mas sem características marcantes. Sintetizadores, teclados e distorções completam o arranjo.

O show é cercado por uma atmosfera sombria e a aparência dos membros da banda – especialmente Mozart e Lurtz – contribuem neste aspecto. A presença de palco de Mozart é repleta por encenações teatrais, com a participação de duas modelos que constantemente aparecem ao fundo do palco realizando atuações sensuais de sado-masoquismo. Correntes, velas e roupas de couro são os acessórios comuns das moças, além da exposição despudorada de seus corpos.

O DVD conta com músicas de todas a carreira da banda, abrangendo os álbuns Gedanken eines Vampirs (1994), Machina Mundi (1997), Mea Culpa (1999), Dunkle Energie (2001) e Motus Animi (2004). Entre os hits posso citar Mea Culpa, Goth’ Music, Lieber Gott e Alles Schwarz. Fica o destaque para as interpretações de White Wedding (do Billy Idol) e Rock me Amadeus (música pop do Falco).

Apesar da locação pequena e escura, a qualidade de áudio está muito boa para um DVD ao vivo. Os extras incluem uma hora e meia de entrevistas, além de uma faixa bônus – uma participação no Crazy Clip Show. A falta de legendas nas entrevistas é um ponto negativo, a não ser que você entenda um pouco de alemão.

Em resumo, o “Die Welt Brennt” é um show para ser apreciado vagarosamente e com atenção, como uma boa taça de vinho tinto. Fica a recomendação para aqueles que curtem o gênero.


Deixar uma Resposta