jun 17 2008

Parentes e Amigos

Os versos não vejo mais,
inspiração que outrora me visitava
esqueceu-se, desapareceu.
E a poesia, tão amada,
me pede o divórcio, desgraçada
e foge com um conto meu.


jun 13 2008

Junho, Sexta-feira 13

Sou assombrado, é verdade,
por criaturas de minha própria criação;
que pequenas, aparecem sorrindo à janela
ou ligeiras, esgueiram-se ao canto do olhar.

Cogito a tese de ser eu mesmo
o fantasma de todos os meus assombros,
oculto aos olhares, tramando peças,
clamando e amaldiçoando.

Teço melodias para a noite,
arcordes dissoantes e notas ressoantes
libertam-me de minha dor e minha alegria.

Desço as cortinas para a platéia da vida,
envolto nas sombras desapareço
esperando que a maldição se cumpra
[ ou se vá.