nov
27
2008
A primeira percepção que tivemos ao abrir a porta,
o cheiro fétido, pútrido, estagnado no ar.
Esteve ali por dias e tomou a casa como se fosse sua,
tingiu os móveis, cobriu o chão e as paredes.
Considerando-se o uso medicinal de substâncias de similar odor,
a lama seria um bálsamo restaurador,
aliviaria os males da pele, da carne, e mesmo da mente,
mas nunca a seria para as efermidades olfativas.
Inversamente ao odor nostálgico da terra molhada,
a lama é repulsiva, impregna as roupas e a pele e,
ao final do dia, quando tudo começa a parecer limpo e liberto,
a alma ainda fede, ao cheiro da lama.
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nov
18
2008
Evitar pensar na morte parece ser o suficiente para evitá-la. É um pensamento comum nestes tempos. Não pense, não fale Nela, valha me Deus! Até prece que ela é atraída pelo simples mencionar de seu nome. › Continue lendo
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nov
6
2008
Outubro foi um mês de silêncio, que acredito agora ter findado. Houveram muitas coisas, fatos e histórias a serem contadas, mas poucas palavras para descrevê-las.
É certo somente que volto a escrever, pois há deveres a cumprir e anseios a sanar.
Estou lendo “As Intermitências da Morte” que de presente recebi da Thalita e do Ferio. Ainda estranho o modo de escrever do Saramago, não pelo rebuscado não-arcaico, mas pela falta de pontuações a qual estou acostumado. Farei uma resenha mais tarde.
Volto logo,…
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