Ao fim de Julho
- publicado originalmente em 29 de julho de 2008
Ela se foi; nas últimas horas de Julho partiu, levando consigo o frio e a paz. Silenciosamente, a noite se foi…
- publicado originalmente em 29 de julho de 2008
Ela se foi; nas últimas horas de Julho partiu, levando consigo o frio e a paz. Silenciosamente, a noite se foi…
em 16 de março de 2010, às 22:53 por Véxo
Em meio as névoas farejei meus fantasmas. Caminhavam mãos dadas sem perceberem minha presença, e eu lentamente os segui. O branco leitoso encobria a visão ou talvez os próprios fantasmas, alvos na névoa tornaram-se invisíveis. Mas ainda podia farejá-los. Ao menos assim o pensava.
Poucos metros tinha adentrado quando também o odor dissipou-se. Erguendo as narinas busquei um resquício de sua presença e não encontrei. Fora ludibriado, para a…
[ inacabado ]
Quase uma Era se foi. Para os elfos não pareceu mais que meia década, mas para os humanos toda uma geração envelheceu e partiu. Para a maioria dos humanos ao menos.
Apesar dos anos permaneço de pé, com as costas retas, a face altiva. A velhice me atingiu de sua maneira arrebatadora, tingindo em prata meus cabelos e ofuscando o brilho do olhar.
Mas a morte não veio, não levou consigo a vivacidade e o ardor de um guerreiro.
Mas isto porque, e somente porque, me nego a desistir, me agarrando aos últimos fiapos de esperança, às promessas e àquela vontade de vislumbrar o fim…

A nostalgia é, talvez, a maior de das mentiras que todos nós contamos a nós mesmos. É o lustro do passado a se adaptar às sensibilidades do presente. Para alguns, isso traz um certo consolo, um sentido de identidade e origem, mas outros, acho eu, exageram essas lembranças alteradas e, por causa disso, ficam paralisados diante da realidade.
Quantas pessoas anelam por aquele “mundo passado, mais simples e melhor”, eu me pergunto, sem jamais reconhecer a verdade de que talvez elas é que eram mais simples e melhores, e não o mundo ao seu redor?