Sobre a Morte, por Drizzt Do’Urden

Estou morrendo.

A cada dia, a cada sopro de ar que aspiro, mais me aproximo do final de minha vida. Pois que nascemos com um número finito de alentos, e cada uma de minhas inspirações conduz a luz do sol que é minha vida rumo ao inevitável crepúsculo.

(…)

Tanta gente, parece-me, se apega às mesmas rotinas, desempenhando os rituais do dia-a-dia com fervor quase religioso. Elas se tornam criaturas de hábitos simples. Em parte, o fazem pelo conforto proporcionado pela familiaridade, mas há outro aspecto atrelado a isso, uma crença profundamente enraizada de que desde que mantenham tudo como está, tudo continuará como está. Esses rituais são sua maneira de controlar o mundo que as cerca, o que, na verdade, não lhes é possível. Pois, ainda que sigam exatamente a mesma rotina dia após dia , a morte certamente irá encontrá-los.


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