out 24 2010

Outubro

Em 2009 não houve Outubro… houve trabalho, e muito. Este ano repetiu-se. Houve a inocência é claro, mas isto só me lembra que o tempo corre, ruge e nos alcança. Derruba-nos ao chão e crava suas garras e presas.

Mas minha carapaça permanece, mais forte com as eras. Cresce por dentro através dos ressentimentos contidos e me torna mais forte, rígido e bestial. Agora sou eu a derrubar o tempo e cravar nele minhas farpas.

Clamo a vitória que é minha…


out 8 2010

Inocência

Acompanhei a Inocência por breves períodos em minha vida. Quieta, surgia repentinamente, cruzava rapidamente meu caminho e se ia; ás vezes trocando uma ou duas palavras. Marcou meu ser, no entanto.

Inocência tem uma beleza vítrea, dificilmente compreendida. É frágil e inspira cuidados, uma observação silenciosa e distante. Os cabelos soltos acariciados pelo vento, um meio sorriso estampado em sua face e hoje um respeitável casaco branco. Beleza vítrea, distante.

Deixei a Inocência no alto de sua torre, envolta sob o abraço da noite e parti. Para não mais voltar. Trilho caminhos entre bosques escuros e vastidões a qual não ouse sua delicada consciência conceber.

Inocência permanece no alto de sua torre, envolta em vidro e proteção para que o mundo tenha a certeza de seu eterno sorriso.


out 7 2010

Sete Mentiras Solitárias

trecho da música The Misery – Sonata Arctica

Seven lonely lies written on Deadwinter’s night,
open the only book with the only poem I can read
In blood I sign my name and seal the midnight with a tear,
burn the paper, every line for them I cried…

If you fall I’ll catch, if you love I’ll love,
and so it goes, my dear, don’t be scared, you’ll be safe,
this I swear.
If you only love me back