jan 29 2011

Wolverine, um dos grandes pensadores


jan 28 2011

Sobre a necessidade da Guerra

O clamor da guerra surge no reino vizinho, na forma de colunas de fumaça e gritos de desespero.
Visto novamente malha e placas. Calço as botas, cubro-me com minha capa e selo meu cavalo.
Abro os portões e cavalgo para o oeste sob as chamas frias da manhã.
Avanço com aço em punho, deixando para trás toda cautela e bom senso.
Pois a batalha ferve em meu sangue, e é tudo o que preciso…

Meu anseio pela batalha é difícil de exprimir. Cinco linhas, poucos versos não são suficientes para absorver todo o rancor que é destilado em meu ser.


jan 26 2011

O Baluarte

Decidi-me por um novo bastião em minha já austera fortaleza. É certo que há muitas eras ela não experimenta incrementos ou fortificações e as muralhas gastas sofrem o peso das inúmeras batalhas que presenciou. Na face oeste, onde uma terrível cicatriz cobria-lhe de alto abaixo projetei a obra: unificar as muralhas noroeste e oeste por um único e rijo baluarte.

Despi-me primeiro da malha e as placas gastas nos ombros e braços. Em seguida calcei as luvas de construtor e uma longa manta para me proteger do frio noturno e, munido de um carro e pá fui atrás de novas pedras que pudessem compor meu baluarte. Encontrei-as poucas na vastidão, muitas grandes demais para que eu pudesse cortar ou mover. Não tive escolha a não ser recorrer a meus pais.

Tomei-lhes o mausoléu e derrubei. Pedra a pedra carreguei-o aos meus domínios. O carro suportou o flagelo com dificuldade, mas findou-me o trabalho meses depois, com eixos tortos e rodas partidas. Somente então removi as grades farpadas e pontas-de-lança que deixei a proteger a cicatriz. Começara então a edificação de meu projeto.

Fundei alicerces em madeira e pavimentei o espaço entre eles com as lages mais finas e seguras. Em seguida erigi a muralha externa, pedra acima de pedra. As maiores encontravam seus lugares abaixo e outras encaixavam-lhes por sobre, sobrando o mínimo de espaço entre elas. Seriam ainda calçadas por rochas menores e outros alicerces em madeira. Trabalhei durante as manhãs e noites, onde o clima era mais ameno, ainda coberto pela longa manta como a  ocultar-me do olhar reprovador das miríades celestes. Tomou-me outros meses. E o mesmo para a muralha interna.

Por fim, misturei a cal, pedras moídas e terra para fazer uma argamassa que pudesse resistir ao tempo. Adicionei cola de gordura de boi para unir melhor. Junto a isso uma infinidade de pedras pequenas extraídas das ruínas da fortaleza, pedaços de grades e espadas quebradas de batalhas passada e os ossos de meus antepassados.

É possível perceber as feições de uma pessoa em seus restos, é o que dizem. Mas olhando para os crânios vazios de minha mãe e meu pai antes de mergulha-lhos na massa eu não vi seus olhares atentos e as feições de reprovação, nem mesmo sorriso despretensioso e frequente dela. Apenas quem sabe, de um modo sutil, a altivez de meu pai. Não havia notado, até o momento, como ao aproximar-me de minha mãe me tornara parecido com ele.

Seu crânio afundou lentamente na mistura, empurrado e fraturado pela lâmina da pá. Por fim a massa preencheu e acentou o interior da muralha dupla. E finalmente concluído, meu recente baluarte de pedras cinzentas, lâminas partidas, pó e cinzas, ossos e ruínas.

Então reinei sobre meus pais, amparado e protegido por eles como nunca outrora.


jan 17 2011

Felling Miserable…


jan 3 2011

Nas entrelinhas

Trecho da música Cut Here, the Cure

“So we meet again!” and I offer my hand
All dry and English slow
And you look at me and I understand
Yeah it’s a look I used to know
“Three long years… and your favourite man…
Is that any way to say hello?”
And you hold me… like you’ll never let me go

(…)

It’s so hard to think “It ends sometime
And this could be the last
I should really hear you sing again
And I should really watch you dance”
Because it’s hard to think
“I’ll never get another chance
To hold you… to hold you… ”

(…)

But “If only….”
Is a wish too late…