Ó Noite

Quem dera ó noite você aqui,
Quem dera a noite você prá mim.
O sol nunca mais o céu raiar,
em dourado não mais traçar.

Quem dera ó lua teu toque frio,
encontrar-me sobre a mesa ébrio
a sorver da mágoa lentamente
o sangue, tão amargo aguardente.

Rasga-me a garganta, de afasia,
furta-me os versos, minha poesia
e deixa-me a cair.

Para o seio cálido da noite
onde enfim me faço amante
até a aurora surgir.


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