mar 31 2011

Futuro do Pretérito

Engraçado como às vezes o passado e o futuro parecem uma coisa só. Como tudo o que se é parece um mero reflexo, um fragmento de uma onda que começou há muito tempo lá atrás (ou lá na frente).

Voltaremos nós ao princípio, ou seguiremos rumo a um novo início? De qualquer maneira não será o futuro em breve o passado?

Filosofei.


mar 30 2011

Atacado

Entraria na DP exibindo as marcas do delito. Se me perguntassem se gostaria de prestar queixa, responderia: Não, só vim me gabar!


mar 10 2011

Ensinamentos de meu Pai

Quando criança, sempre que a necessidade de algum reparo doméstico surgia meu pai me convocava a ajudá-lo. Era comum que eu ficasse por perto, ao lado da caixa de ferramentas e alcançasse ou segurasse para ele qualquer artefato ou ferramenta que necessitasse: resistências de chuveiro, chaves de fenda, fita isolante, um pouco de tudo.

Pouco a pouco meu pai me ensinava lições importantes a respeito. Nunca me pediu para colocar uma peça em seu lugar, ou segurando minhas mãos me orientou a apertar um parafuso; ao contrário evitou em me fornecer técnicas ou ferramentas para a manutenção que ele mesmo podia fazer.

Me privando disto, poderia imaginar que de nada aprendi. Mas ao contrário, meu pai ensinou-me as lições mais preciosas sobre serviço, presteza e diligência; princípios e valores que guiam meus passos ainda hoje.

De modo consciente ou não, meu pai forjou-me numa forma que o mundo nunca será capaz de dobrar.


mar 9 2011

Obras em Vanaheim

Há um lar para os elfos chamado Vanaheim, o reino dos Vanir. É um lugar de prosperidade, de magia e beleza incrustado no seio verde de Asgard.

Por vezes mesmo os elfos precisam reconstruir suas moradas, expandir seu domínio e ocupar melhor os espaços. Fazem esta muda para que a prosperidade possa germinar ainda mais, amparada em sua dedicação e criatividade.

E é neste momento que os Æsir põe seus pés em Vanaheim, trazendo consigo martelos, trompas e seu notável vigor para o trabalho. Juntam-se as mãos e, mesmo que ao fim de uma era hajam cicatrizes e cansaço, o prêmio é imensurável.

Pois a palavra Vanir define a própria amizade.


mar 4 2011

Amar-te ia

Lembra quando nos vimos pela última vez?
Você me ofereceu um abraço e um beijo
e mesmo após longos anos sem nos falar
me convidou para beber contigo?

E eu todo ocupado respondi que gostaria,
mas não havia como, não tinha tempo.
“Talvez numa outra vez, talvez em junho”.
Mas junho nunca veio.

E você me olhou daquele jeito e eu percebi
que era o mesmo olhar que eu já conhecia.
E como se não quisesse que eu me fosse,
me abraçou.

É difícil pensar que iria acabar um dia,
e que aquele poderia ter sido nosso último café.
E me dói pensar que não terei outra chance
para abraçar você.

Eu deveria ter encontrado um tempo,
ter encontrado um jeito, ter parado de pensar.
Mas agora você se foi e aquela bebida é
muito tarde para aceitar.

Quantas vezes tentei corrigir meu erro,
e voltar àquele lugar, se você ainda estivesse lá
eu desejaria que não fosse tarde demais
para voltar.

Estes versos que eu tento escrever a meses são inspirados na partida de uma grande amiga minha em conjunto com a repetição quase incessante da música Cut Here, do the Cure.


mar 2 2011

Novidades

Nesta segunda recebi a notícia de minha aprovação no seletivo para o mestrado, acompanhado por um e-mail de minha orientadora questionando as disciplinas que eu gostaria de participar.

Enviei também um e-mail para uma amiga minha parabenizando-a pelo sucesso no Desafio Solar em que a equipe dela, estreante, ficou em quarto lugar. Recebi uma resposta bem-humorada e uma série de boas notícias.

E então me vi com novos objetivos, reavendo as amizades e animado novamente.

Obviamente não durou muito. Já ontem me deparei com a minha falta de vontade e o meu fatalismo exacerbado: não sei o porquê destes novos objetivos e pressinto que logo levantarei farpas contra os mais próximos novamente.