Amar-te ia

Lembra quando nos vimos pela última vez?
Você me ofereceu um abraço e um beijo
e mesmo após longos anos sem nos falar
me convidou para beber contigo?

E eu todo ocupado respondi que gostaria,
mas não havia como, não tinha tempo.
“Talvez numa outra vez, talvez em junho”.
Mas junho nunca veio.

E você me olhou daquele jeito e eu percebi
que era o mesmo olhar que eu já conhecia.
E como se não quisesse que eu me fosse,
me abraçou.

É difícil pensar que iria acabar um dia,
e que aquele poderia ter sido nosso último café.
E me dói pensar que não terei outra chance
para abraçar você.

Eu deveria ter encontrado um tempo,
ter encontrado um jeito, ter parado de pensar.
Mas agora você se foi e aquela bebida é
muito tarde para aceitar.

Quantas vezes tentei corrigir meu erro,
e voltar àquele lugar, se você ainda estivesse lá
eu desejaria que não fosse tarde demais
para voltar.

Estes versos que eu tento escrever a meses são inspirados na partida de uma grande amiga minha em conjunto com a repetição quase incessante da música Cut Here, do the Cure.


Uma Resposta para “Amar-te ia”

Deixar uma Resposta