Espera

Está sempre por perto, mas nunca me visita.
Se me encontra na rua não me cumprimenta,
desvia o olhar, sequer sorri.

Curiosa ronda nossos amigos, ás vezes,
visita suas casas e lá fala de mim, espero,
mas nenhum recado me entregaram.

Certa vez, por mensagens instântaneas
combinamos um café que nunca bebemos,
conversas sobre um futuro que não realizamos.

Me prolongo nas ruas em que passa,
saio mais cedo, permaneço até mais tarde,
mas me foge para um outro lugar.

Há uma semana espero a visita que não chega,
ansiedade que me corrói como úlcera, a espera,
da chegada de minha amada Morte.


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