abr 24 2012

Perfume, algodão e chocolate

Poucas coisas fazem tanta falta hoje quanto o perfume, o toque da camiseta contra o peito e o olhar de admiração.
Daquela admiração pura, simplesmente por se fazer presente e necessário.
Como chocolate ela disse.


abr 23 2012

Ignorância é Força

… prisões sem julgamento, escravização de prisioneiros de guerra, execuções públicas, tortura para extrair confissões, uso de reféns e deportação de populações inteiras -, não apenas voltaram a se tornar comuns como eram toleradas e defendidas até por pessoas consideradas esclarecidas e progressistas.

1984, de George Orwell


abr 21 2012

Sobre a relatividade na morte

As pessoas costumam pensar na morte como algo absoluto, imutável e derradeiro. Recentemente tenho ponderado muito sobre o assunto, lendo conceitos de outros autores e revendo os meus próprios conceitos.
Concluí que a morte é relativa – e bem relativa, diga-se afinal.

  1. A morte se apresenta em estágios; sendo o primeiro deles o de não-morte (undead). A maior parte de nós está passando neste momento por este estágio, sem prestar atenção a nossa própria mortalidade e ao estágio que virá a seguir.
  2. Alguns poucos de nós estão no estágio de ligeiramente mortos, já mais conscientes da verdade e do outro lado da moeda. Este estágio exige uma certa reflexão, melancolia e até mesmo alienação.
  3. O estágio de mortinho da Silva chega com conforto e descanso. Finalmente, após tanta reflexão e estafa psico-filosófica e mental, nos recolhemos ao nosso sono profundo e acreditamos que isto é tudo. É o estágio que os ignorantes tomam por derradeiro.
  4. Além disto vem o estágio da iluminação, que chamo tão morto como um prego de porta (como citado por Dickens).  Nesta etapa vemos o outro lado do espelho, e nos sentimos tentados a partilhar este discernimento com aqueles que estão ainda não estão lá.
  5. Finalmente, o renascido. Após uma eternidade preso as correntes, caixilhas e pregos no estágio anterior, o indivíduo se consome e desaparece. Perde então a consciência da morte e retorna ao estágio 1.


abr 20 2012

Resultado para o Concurso

Atualizando portanto o resultado da minha convocação para o Concurso de Contos, ficamos com a seguinte pontuação:

Ela e Familiar serão então enviados para o concurso. Eu ainda estava empolgado com Livre Enfim que estava na segunda posição quando, nesta última semana, Familiar e Últimos instantes… surpreenderam-me ao ganhar um novo fôlego.

Ela é muito bom, mas eu acho ele um tanto curto e previsível, especialmente para quem lê Neil Gaiman. O Monstro Liberto é uma seqüência de um outro conto e fica realmente estranho sem sua prévia.

Gostaria de agradecer ao amigos que me apoiaram nessa: Andréa, Amanda, Fernanda, Giovana, Jaqueline, Juliana, Maria Eduarda, Matheus, Priscilla, Ricardo e Stéfani.


abr 12 2012

O mundo dos mortos (per se)

– Vocês falam sobre os vivos e sobre os mortos como se fossem duas categorias mutuamente excludentes. Como se um rio não pudesse ser também uma estrada, ou como se uma música não pudesse ser uma cor.

Sr. Ibis, em Deuses Americanos, de Neil Gaiman


abr 9 2012

Concurso de Contos

Há algumas semanas, recebi da Cissa o anúncio de um concurso de contos da Livraria Catarinense. Decidi hoje cedo revisitar algumas das minhas prosas mais antigas e verificar se ela se encaixaria no proposto para o concurso. Tal foi o resultado:

Então, sem saber qual escolher, venho solicitar ao meus amigos que, se possível comentem aqueles que mais gostaram. Dentre os acima ou outros no blog.

Os dois selecionados serão revisados (é claro) para remover eventuais falhas e se adequarem às novas regras gramaticais da língua portuguesa. Se alguém se prontificar a revisar, fico muito agradecido.

Obviamente isto não garante que eu serei aprovado no concurso, até porque duvido que os avaliadores compartilhem comigo do apreço pela morte expresso nos textos.