Como não se pode ser…

Perfaço as curvas sinuosas de teus cachos,
percorro os vales estreitos dos teus lábios
e me perco no labirinto do teu encanto
almejando o suave descampado da tua tez.

Sou ludibriado pela sedução do teu olhar,
e levado a cair nos poços de crime e condenação
onde somente meus instintos mais básicos
meio ao caos conseguem sobreviver.

Galgo sozinho o caminho de volta ao topo,
trazendo comigo o arrependimento
de uma noite inteira de vinho, dança e suor.

E quando os instintos esmorecem,
dando lugar a razão e a sinceridade
me descubro no teu labirinto novamente…

– baseado em Refrão De Bolero, Engenheiros Do Hawaii


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