Barreiras

A Inocência me foi velada por lentes escuras; mas estava lá. Me observava com curiosidade, e delicada atenção. E parecia que a Suavidade escorria por entre suas ondas negras em filigranas delicadas.

Uma sombra do passado ao fundo, me observava com igual intensidade. Pouco posso lhe distinguir, mas além de curiosidade e atenção lhe sobressai uma desconfiança austera e cuidado para com os castanhos ocultos.

E na manhã que se segue, abandono a Esperança igualmente velada, ultrapasso-a a passos largos embora temerosos. Ela não me detém, mas imagino se não me observa com expectativas renovadas.

As barreiras que nos impomos nos separam, tanto aquelas físicas e negras, as distâncias geográficas, mas principalmente as vontades de nossas mentes e rigores de nossas almas.


Deixar uma Resposta