Havia gente que se podia abraçar,…

Nin estremeceu. Queria abraçar seu guardião, segurá-lo e lhe dizer que ele nunca o abandonaria, mas o ato era impensável. Ele não podia abraçar Silas mais do que podia abraçar um raio de luar, não porque seu guardião fosse insubstancial, mas porque seria errado. Havia gente que se podia abraçar, e havia Silas.

– O Livro do Cemitério, de Neil Gaiman

Um dos melhores livros do Gaiman que eu li até hoje, e imensamente recomendado por mim. Não vou falar muito para não estragar a leitura, e também porque não sei se conseguiria igualar ao sentimento que vivenciei ao lê-lo. Ah, e as ótimas ilustrações do Dave Mckean!


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