ago 25 2010

Percurso

Percorro as ruas de calçadas fragmentadas entre as quais cresce a erva daninha. Apesar do que o nome sugere, a planta não é verde, ao invés tão cinzenta quanto a calçada. Cinzento também o asfalto, os muros e os panfletos neles colados.

Grisalhos e opacos os cabelos e os olhares dos transeuntes, alheios ao germinar da erva e das árvores cinzentas. Nem mesmo o gato que atravessa a estrada em disparada é completamente negro.

Ao subir a ladeira me deparo com o único ponto colorido em meu universo: os céus, acima dos edifícios e telhados exprime uma suave cor púrpura que se mescla ao horizonte banhado pela suave radiância de nossa lua argêntea.


jul 29 2010

O Último dos Cinzentos

Quase uma Era se foi. Para os elfos não pareceu mais que meia década, mas para os humanos toda uma geração envelheceu e partiu. Para a maioria dos humanos ao menos.

Apesar dos anos permaneço de pé, com as costas retas, a face altiva. A velhice me atingiu de sua maneira arrebatadora, tingindo em prata meus cabelos e ofuscando o brilho do olhar.
Mas a morte não veio, não levou consigo a vivacidade e o ardor de um guerreiro.

Mas isto porque, e somente porque, me nego a desistir, me agarrando aos últimos fiapos de esperança, às promessas e àquela vontade de vislumbrar o fim…


mar 3 2009

O que o Futuro Reserva…

Início de março, início das aulas; e muitos dos meus amigos estão fazendo seus caminhos, abrindo passagens, buscando horizontes. Alguns terminaram seus estudos, alguns começam a estudar agora; uns ficam, outros partem.

A Mari fará Física na UFSC, o Grim também; o Jefferson foi para o seminário semana passada. Pedro não fará faculdade, mas continua com o chinês e o Matheus começará Design por aqui enquanto o Ferio o termina este ano. A Ruko se foi para Floripa também. Logo talvez o Paulo se decida.

Eu permaneço, sem saber se isto é bom ou ruim. Se desejo asas para voar para longe ou para estar sempre por perto.


ago 4 2008

Distante

Cada dia mais distante…

do ponto de partida.

set 15 2003

Fleeing

Everythin’ so strange… everything’ so gray…
I’m just a shadow again,
crawling in the ground,
running of the lights who created me.

Não sei o que houve, nem quando aconteceu… mas hoje de manhã havia novamente somente Lacrimosa e Lacuna Coil na minha playlist.
Estou me sentindo vazio, sabe. Não vejo vontade em voltar a escrever, desenhar, festar… viver! Sei que é só temporário, e que tem de acontecer de vez em quando.
Greywaste me lembrando que ainda pertenço a ele.
Me sinto caminhando sozinho para dentro da vastidão cinzenta, para os desertos de pedras enevoados… cansado e carregado… a armadura e a espada pesam. Poderia tirá-las, deixá-las para trás mas… porque? Não há sentido. Tudo o que restou foi o caminhar, o eterno caminhar.
Talvez haja um horizonte por entre as névoas.

› Continue lendo


jul 23 2003

Tarefas:

1. Desenvolver um review do Dungeons and Dragons 3.5 agora que já possuo todas as regras. E olha que tem novidade. Vai ser editado em algum lugar? Ao menos aqui.
2. Escrever outro trecho dos Cavaleiros do Reino do Horizonte. Este é fácil (nunca pensei que iria dizer isto).
3. Escrever o resumo da Pankeka. Tá atrasado já :
4. Escrever a Análise da Arte da Guerra segundo o Manual da Caça, pt 2.
5. Discutir os novos rumos da campanha de RPG.

Conclusão: haja tempo.

Não consigo parar de ouvir Within Temptation… o som é muito bom. In my heart there is a place, in my heart there is a trace. Of a small fire burning.
PS: para quem ainda não se tocou, reparem na música de topo, ás vezes ela fala mais de mim do que o post do dia.

› Continue lendo