ago 1 2010

5 Jahre lang

Du hast ihn getötet, hast ihn erstickt mit deinen Taten
Ihn verstoßen, ausgenutzt und sein Gefühl verraten
Er liebte doch so stark, wie ein Mensch nur lieben kann
5 Jahre lang, hab ich dich geliebt
5 Jahre lang, gegen alles, was es gibt
5 Jahre lang, meiner Liebe Untertan
zur Hölle fahr’n

- trecho de 5 Jahre, L’Âme Immortelle


jul 30 2010

Ao fim de Julho

- publicado originalmente em 29 de julho de 2008

Ela se foi; nas últimas horas de Julho partiu, levando consigo o frio e a paz. Silenciosamente, a noite se foi


jul 29 2010

O Último dos Cinzentos

Quase uma Era se foi. Para os elfos não pareceu mais que meia década, mas para os humanos toda uma geração envelheceu e partiu. Para a maioria dos humanos ao menos.

Apesar dos anos permaneço de pé, com as costas retas, a face altiva. A velhice me atingiu de sua maneira arrebatadora, tingindo em prata meus cabelos e ofuscando o brilho do olhar.
Mas a morte não veio, não levou consigo a vivacidade e o ardor de um guerreiro.

Mas isto porque, e somente porque, me nego a desistir, me agarrando aos últimos fiapos de esperança, às promessas e àquela vontade de vislumbrar o fim…


jul 28 2010

Sobre a Nostalgia, por Drizzt Do’Urden

Drizzt Do'Urden

A nostalgia é, talvez, a maior de das mentiras que todos nós contamos a nós mesmos. É o lustro do passado a se adaptar às sensibilidades do presente. Para alguns, isso traz um certo consolo, um sentido de identidade e origem, mas outros, acho eu, exageram essas lembranças alteradas e, por causa disso, ficam paralisados diante da realidade.

Quantas pessoas anelam por aquele “mundo passado, mais simples e melhor”, eu me pergunto, sem jamais reconhecer a verdade de que talvez elas é que eram mais simples e melhores, e não o mundo ao seu redor?

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fev 17 2010

Recordações

…vi seu recado colado junto a geladeira, dizendo que traria pizza e sprite para o jantar.


mai 17 2009

Folkie

São eras que se passam, milênios enfim,
sucedem-se  deixando um legado maior
que os monumentos em ruínas.

As histórias de um povo, contos de outrora,
são passados de pai a filho
como se meras recordações.

Mas são os fantasmas nas sombras,
a ouvir as histórias mais uma vez
que se regozijam pela lembrança.

 Nem mortos nem vivos,
desejam nada mais enfim
que reviver as eras que se foram.


nov 18 2008

Sorrisos para Ela

Evitar pensar na morte parece ser o suficiente para evitá-la. É um pensamento comum nestes tempos. Não pense, não fale Nela, valha me Deus! Até prece que ela é atraída pelo simples mencionar de seu nome. › Continue lendo


set 5 2008

Livre Enfim

Não estava atento quando Victória surgiu. Passou por ele como se não o reconhecesse e carregou seu sorriso na sacola de compras dela. Havia pães, leite e alguns indispensáveis femininos além do chocolate que levava nas mãos.

Sorria, imagino, sem saber o que ele planejava. Há tempos esperava a oportunidade e estava pronto para ela. Ergueu-se e, ajeitando-me o paletó, a seguiu. Não era longo o caminho até o prédio que morava, mas ele fez o possível para parecer discreto as pessoas que estavam na rua.
Quando soltou a porta do prédio, ele a segurou para que não fechasse. Ela não o viu ou ouviu. Estava com os fones de ouvido. Tinha os olhos fixos em seus cabelos e em seus passos. Obsessão.
A porta de seu apartamento parou. Não sabia como prosseguir, mas revelou lentamente a peça fria de metal em seu bolso interno. Cabeça baixa contra o batente, ouvindo os pequenos ruídos que vinham do cômodo, a sacola deixada sobre a mesa, o fone de ouvido sobre almofada ou sofá, o primeiro alô.
Tremeu ao ouvir sua voz, o peito se fez em farpas de gelo. E então a discussão começou. Não sabia o por quê, mas ouvia claramente os gritos e o choro. O outro falou que daria uma volta, para pensar. Ao tocar a maçaneta a porta voou a seu encontro.
Entrou com o revólver em mãos, queimando-lhe as entranhas. O outro estava cambaleando junto a parede. Atirou. A camiseta encharcou-se de sangue junto ao umbigo; ela gritava.
Voltou-se para ela, a vista borrada, a garganta seca. Ela olhava descrente, por indignação ou surpresa? Novamente olhou para o outro que segurava o ventre com as mãos, agonizando. Disparou novamente, mas errou o alvo e acertou-lhe a perna.
Num ato heróico a garota jogou-se contra ele e contra a porta, afastando-o de seu noivo. Os corpos estavam próximos novamente, os olhos fixos e ele pode ver nela o sentimento que os afastou. Raiva.
Sendo mais alto e mais forte, encurralou-a na parede, mas ela puxou o revólver contra si e colocou-o a altura do peito. Só um tiro – falou entre soluços. Ele ergueu a arma temeroso, jamais sentindo tamanho vazio e temor. Passou-o por entre seus cachos e junto ao seu lábio e então apontou para a boca aberta.
A grande luz o cobriu pouco depois que seu sangue e outros pedaços cobrissem a porta e o teto junto a entrada.

ago 4 2008

Distante

Cada dia mais distante…

do ponto de partida.

jul 31 2008

And I still feel the pain…

Relembrando o post em 19.09.2006 sobre o Anathema e a síndrome de Plath.

Eu deveria escrever mais, isso encurtaria o sofrimento. Por outro lado eu já não sinto a dor de outrora. Parece que algo se fechou aqui dentro. Talvez a morte tenha me alcançado enfim, deixado uma marca. O frio que não se vai, o pulso que eu não sinto. Não há sangue ou dores, só a imensa falta de ar…