mar 23 2009

Um Bárbaro entre Cavaleiros

Só porque eu encontrei esta imagem perdida por aí. Outras em: http://lutasmedievais.com.br/web/galeria.html


abr 13 2007

Braveheart

William: Sons of Scotland! I am William Wallace.
Soldier 2: William Wallace is seven feet tall!
William: Yes, I’ve heard. Kills men by the hundreds. And if HE were here, he’d consume the English with fireballs from his eyes, and bolts of lightning from his arse.
[Scottish army laughs]

William: I AM William Wallace! And I see a whole army of my country men, here, in defiance of tyranny. You’ve come to fight as free men, and free men you are. What will you do without freedom? Will you fight?
Soldier 1: Against that? No, we’ll run, and we’ll live.
William: Aye, fight and you may die, run, and you’ll live… at least a while. And dying in your beds, many years from now, would you be willin’ to trade ALL the days, from this day to that, for one chance, just one chance, to come back here and tell our enemies that they may take our lives, but they’ll never take… OUR FREEDOM!

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out 7 2003

Anseios de um Cavaleiro

recompilado de 4/03/01

Quero…
o vento golpeando-me os cabelos
quero…
sentir o odor da grama e do orvalho
quero…
rumar em direção as novas pastagens
a reinos que ainda não conheço

Quero…
ter comigo minha montaria,
meu mais fiel companheiro
quero…
correr com ele sem rumo ou direção
quero…
fugir de toda dor que me aflige a alma

Quero…
minha espada em punho
quero…
a rédea e a sela
quero…
no coração a coragem
e na alma a honra

Quero…
que a tempestade se aproxima
e traga com ela a guerra e a fúria
quero…
um beijo salgado pelas lágrimas
quero…
minha espada e minha grande guerra…

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ago 19 2003

Simples Constatação

O sangue jorra,
lentamente desce pelo braço
e escorre através do guarda-mão
manchando a lâmina alva

O braço caído,
a ponta afiada apoiada contra o sol
sustenta o corpo exausto
de um guerreiro ferido

As pernas tremem,
sua visão borra, a mente turva
e ele cambaleia

E cai,
como um anjo sem asas
tomba ao chão

PS: eles ainda marcham

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ago 5 2003

Num reino muito, muito distante…

O cavaleiro avançava resoluto, galopando velozmente sobre os prados. A sua frente surgiu um lanceiro vestindo as cores inimigas. Impetuosamente o cavaleiro se atirou sobre ele com a lança em justa, certo de que, como outros tantos que já enfrentara, este cairia frente a seu golpe poderoso.
Mas o verdadeiro golpe foi desferido pelo flanco, de um arqueiro oculto nos bosques que acertou o cavaleiro entre as costelas. A flecha não conseguiu penetrar a malha, mas provocou um latejar intenso e abrupto, que jogou o cavaleiro ao chão. Suas costas chocaram-se contra o solo com violência e a dor aumentara.
Logo aproximaram-se um trio de lanceiros que violentamente o golpeavam com achas de armas. A couraça forjada durante eras resistia bravamente, entortando a ponta das armas. Ainda assim, os golpes desferidos feriam o cavaleiro por sob a malha, provocando contusões e pequenos cortes.
Com dificuldade ergueu-se acima de seus oponentes, sustentando a espada um tanto desajeitadamente. Ouviu-se então um uivo distante, fraco e lamentoso que chegou aos ouvidos do cavaleiro como uma súplica. Ele ainda recordava, milhas distante sob a floresta, ele acorrentara um lobo. Jazia preso e enclausurado pela vontade do cavaleiro, e agora exigia sua libertação.
Ignorando-o, o cavaleiro firmou-se sobre os dois pés e desferiu um golpe violento contra as formas borradas a sua frente. Seu estômago latejava e em sua cabeça tudo estava confuso, distorcido. Ainda assim ele não queria libertar a força selvagem do lobo que uivava instigando-o.
Outro golpe acertou-o no flanco, forçando-o a recuar um passo. Sequer podia ver seus atacantes. Não importa quantos seriam, ele precisava vencê-los sem o auxílio do monstro. Mas neste momento o cavaleiro se pergunta se é possível.
E o lobo permanece uivando “liberta-me”.


mai 29 2003

Mepabá

Sim, sim… estou no lugar errado, na época errada, no universo errado. Sim, é isto mesmo o que eu penso.
Mas não é esta a questão, não hoje. Hoje a questão é “I promise to honour my faith, to protect my lady and to guard my kingdom”.
É isso, simples assim. Não há. Acorda para a vida real.

Alguém aí teria piedade de um ogro? Não deveriam… eles são grandes criaturas cruéis, malignas e muito traiçoeiras. Deixe ele dar o primeiro golpe e ele partirá sua coluna com as próprias mãos.

Mepabá… mepabá…

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abr 8 2003

Caído em Batalha

Surpreendido, sinto somente um golpe surdo no peito, um ruído oco. Os elos da malha se partem. Não há dor ou desconforto, somente a sensação de incômodo, uma farpa presa no peito.
Avanço decidido, fazendo a espada descer sobre o pescoço do oponente a minha frente em meu próximo passo. O seguinte já não se torna tão fácil quando a garganta seca repentinamente e a respiração não me traz o desejado oxigênio consigo, mas sim uma sensação de agonia e sufocamento.
Então eu sinto a dor, talvez retardada pela fúria da batalha, talvez por algum artifício do destino cruel. Ela força-me o peito, impedindo a respiração, enchendo meu pulmão de meu próprio sangue. As pernas fraquejam, o próximo passo não chega a findar-se. Ajoelho-me, apoiado na espada como a uma bengala.
Apoio-me totalmente em minha vontade e forço-me a erguer-me na força de meus braços. O gosto férrico e amargo sobe até minha boca, ardendo como fogo enquanto o sangue escapa-me entre os dentes. Minha força se esvai totalmente.
As pernas tremem enquanto, tentando respirar, começo a ter espamos. A visão se torna turva e escurece. O único odor que ainda distinguo é o de sangue que exala de meu próprio interior. Sinto o solo sob mim.
Mas não termina aí, não enquanto convulsionando, meu pulmão busca ainda o ar até que se sufoque totalmente em sangue. Não há o frio da morte, não a consciência ou a lucidez de um golpe fatal. Desesperado, meus gritos se abafam em minha própria garganta, enquanto morro afogado em meio à batalha.

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