Sinal e Ruído 3

Nos meus mundos as pessoas morriam.
Eu achava isso honesto,
Achava que estava sendo honesto.
Achava que estava dizendo a verdade.
Achava que…
Eles eram atores.
E fingiam estar mortos.
- Sinal e Ruído, Neil Gaiman e Dave McKean

Nos meus mundos as pessoas morriam.
Eu achava isso honesto,
Achava que estava sendo honesto.
Achava que estava dizendo a verdade.
Achava que…
Eles eram atores.
E fingiam estar mortos.
- Sinal e Ruído, Neil Gaiman e Dave McKean
I love you, Jim. You’re my son, and I always will love you. I used to think I could also say, ‘I’ll always be proud of you.’ But I can’t honestly say that anymore.
You’re walking down a dark path, Jim . A path I never could have forseen for you, and one I simply cannot respect. We love you, but we can’t take your money. That’s blood money, Son, and that’s not how you were raised.
Do you remember what I used to tell you, Son? A man is what he chooses to be. It’s not how he’s born, or how he’s raised, that makes the man. It’s his choices. Right now, you’re choosing to walk down a dark path I can’t condone. But a man can turn his life around with a single thought, a single decision. You can always choose to be something new. Never forget that.
- Trace Raynor’s final message recorded to his son.
A mortalidade é algo difícil de encarar.
“Aquilo que não nos mata nos fortalece.” Pode até ser. Mas o que nos mata nos mata, e isso é dureza…
- Sinal e Ruído, Neil Gaiman e Dave McKean
- O senhor diz que cria os filmes na sua cabeça antes de filmá-los.
- Sim.
- Já teve alguma surpresa agradável ao ver o filme terminado?
- Na verdade… não. Talvez por saber o quanto eles são diferentes do que eu tinha em mente. É lá que estão os verdadeiros filmes. Depois eu os coloco no papel e, por fim, tenho que filmá-los… para libertá-los de sua prisão.
Dave McKean é um gênio! Essa afirmação é irrelevante aqui, mas não poderia iniciar este pensamento sem isto. Porque ele soube expor em tão poucas linhas o que também penso a respeito dos meus escritos.
Eu crio personagens e histórias, que pouco a pouco adquirem vida, arbítrio e vontade. Deixam de ser pedaços de meu consciente (ou subconsciente) e se tornam sencientes por si só. Então eu escrevo, pois preciso libertá-los do cárcere minha mente.
Por sorte não os filmo. Acredito que não suportaria.
Nisso eu me pareço mais com o Alan Moore.
… prisões sem julgamento, escravização de prisioneiros de guerra, execuções públicas, tortura para extrair confissões, uso de reféns e deportação de populações inteiras -, não apenas voltaram a se tornar comuns como eram toleradas e defendidas até por pessoas consideradas esclarecidas e progressistas.
- 1984, de George Orwell
- Vocês falam sobre os vivos e sobre os mortos como se fossem duas categorias mutuamente excludentes. Como se um rio não pudesse ser também uma estrada, ou como se uma música não pudesse ser uma cor.
Sr. Ibis, em Deuses Americanos, de Neil Gaiman

“I was with her when she died,” Ned reminded the king. “She wanted to come home, to rest beside Brandon and Father.” He could still hear her at times. Promise me, she had cried, in a room that smelled of blood and roses. Promise me, Ned.
Eddard Stark sobre sua irmã Lyana
Guerra dos Tronos, as Crônicas de Gelo e Fogo, de George R.R. Martin.
O cão latiu e abanou a cauda. Era uma criatura enorme e hirsuta, pelo menos sessenta quilos de cão, mas amigável.
- A quem pertence? – o rapaz perguntou novamente.
- Ora, a si mesmo, e aos Sete. Quanto ao nome, não me diz qual é.
Chamo-lhe Cão.
Conversa entre o escudeiro Podrick e o septão Meribald, em O Festim dos Corvos, das Crônicas de Gelo e Fogo – George R. R. Martin
When you love someone, you open yourself up to suffering. That’s the sad truth. Maybe they’ll break your heart, maybe you’ll break their heart and never be able to look at yourself in the same way. Those are the risks. (…)
- from Bones, The End in the Beginning