maio 24 2016

Sobre um brinde solitário

Sometimes we lose what we are caring for
and then face the day without them

Sometimes we fail to say how hurt we are
When the word we fear speaks treason

– Tonight I Dance Alone, Sonata Arctica


maio 9 2016

E há tantos recortes dessa música…

Is something I cannot say
Is something I can’t explain […]

As palavras vão para o papel, ao invés de se dirigem a você. Preenchem as mesmas páginas amareladas que eu mantenho reservadas, observadas somente pelo tempo que escorre. Elas carregam as complexidades que eu não consigo expor, tão difíceis de representar pelo seu contínuo pulsar e espasmar.

Why I should (not) fall apart? […]

Partes de mim que eu preciso deitar ao chão. Ossos falsos, órgãos falidos que carregam um peso, mas pouco contribuem para a sobrevivência do organismo. A intervenção dói um pouco, mas me torna mais plano, e um pouco mais arguto.

Why I should (not) be at peace?

Pouco a pouco as partes no solo constituem um novo eu, orgânico mas não-vivo. E eu me percebo observando a mim mesmo, de fora da minha vida, de fora dos meus olhos. Silenciosamente a me assombrar…

  • baseado em Untouchable, Part 2 -Anathema

mar 21 2016

Sobre alonedom, loneless, solitude e outros conceitos pouco aceitos

Society is afraid of alonedom, like lonely hearts are wasting away in basements, like people must have problems if, after a while, nobody is dating them. But lonely is a freedom that breaths easy and weightless and lonely is healing if you make it…
 extrato de How to be Alone, by Tanya Davis.


nov 11 2015

Há tantas partes boas nessa música que nem sei o que citar…


mar 6 2015

A typical Rhyme

Stones Grow Her NameOnly the broken hearts make you beautiful
And one has got to be mine
Only a broken heart, turned cynical
Love lost, a typical rhyme

– Only the Broken Hearts (Make you Beautiful),
Sonata Arctica


fev 17 2015

Silêncio

When the silence beckons
And the day draws to a close
When the light of your life sighs
And love dies in your eyes
Only then will I realize
What you mean to me

– Inner Silence, Anathema


fev 10 2015

O Tempo

Assim mesmo como as ondas avançam para a praia de pedrinhas,
Assim mesmo nossos minutos correm para seus fins;
Cada qual trocando de lugar com aquele que vem antes.
Em seqüência laboriosa, tudo vai seguindo em frente,
A natividade, uma vez já esteve no apogeu da luz,
Se arrasta à maturidade, onde sendo coroada,
Eclipses maldosos lutam contra sua glória,
E o Tempo, que deu, agora arruina o seu presente.
O Tempo trespassa o florescer que havia colocado na juventude.
E imprime os paralelos na testa da beleza;
Se alimenta das raridades da verdade da natureza,
E nada há que se levante, exceto que sua foice vá podar,
E contudo, aos tempos em esperanças, meu verso se quedará,
Louvando teu valor, apesar de sua mão cruel.

– Soneto LX, William Shakespeare

PS: com alguma inspiração extra por Inbetween Days, the Cure


jan 13 2015

Through her Eyes

Clique para ouvir

She never really had a chance
On that fateful moonlit night
Sacrificed without a fight
A victim of her circumstance

Now that I’ve become aware
And I’ve exposed this tragedy
A sadness grows inside of me
It all seems so unfair

[…]

– Through her Eyes – Dream Theater


dez 2 2014

of the Angel of Sorrow

(…)Tristania: Beyond the Veil
An angel strays upon my door
so frail and lost within
To weep upon her days of yore
my decadent come in
Her stain and tears upon my floor
the sorrow that she brings
Devotion of a life outworn
in decadence come in
(…)

– A Sequel Of Decay, Tristania


out 15 2014

Havia gente que se podia abraçar,…

Nin estremeceu. Queria abraçar seu guardião, segurá-lo e lhe dizer que ele nunca o abandonaria, mas o ato era impensável. Ele não podia abraçar Silas mais do que podia abraçar um raio de luar, não porque seu guardião fosse insubstancial, mas porque seria errado. Havia gente que se podia abraçar, e havia Silas.

– O Livro do Cemitério, de Neil Gaiman

Um dos melhores livros do Gaiman que eu li até hoje, e imensamente recomendado por mim. Não vou falar muito para não estragar a leitura, e também porque não sei se conseguiria igualar ao sentimento que vivenciei ao lê-lo. Ah, e as ótimas ilustrações do Dave Mckean!