mai
15
2012
Na minha imagem preferida de você,
curvas negras e reflexos castanhos,
uma alma sedutoramente rubra,
uma mente altiva e melancólica.
Mas o destino derruba as cortinas
e lança uma luz sobre sua tez,
transformando o sonho em névoa
e trazendo a outrora distante realidade.
Evaporaram-se as águas que vertiam dos teus olhos
e banhando minhas mãos e pulsos,
me algemavam ao sonhar.
De escravo me vejo liberto, nu e sincero
o vermelho agora me escorre do peito
e o azul inunda minh’alma.
- inspirado em I’m Sorry, Evergrey
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mar
22
2012
A manhã me chega aos poucos, gélida,
com centelhas da aurora me despertando.
Devo ter adormecido por dias – penso,
e movendo os lábios, sussurro teu nome.
Meus olhos piscam repetidas vezes
antes de abrirem-se por completo.
Meu olhar desliza pelo teto à cama
e descubro-me sozinho novamente.
Abaixo de mim somente os lençóis revoltos
relembram a tormenta noturna
que roubou a única garota que eu amei
e a afogou dentro de mim.
- Inspirado por Just Like Heaven, the Cure
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jan
25
2012
- Tori Amos
Got a sister named Desire
They don’t let you
Like those little boys
By their house
On the backyard swing
I know of it ’cause
I thought we told
Some little sweet stories
In the parking lot
They say that girl lost her sway
The say that girl lost her sway
That day (…)
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jan
3
2012

(…)
I dont have the time for a drink from the cup
Let’s rest for a while ’til our souls catch us up
Bring on the wonder
Bring on the song
I pushed you down deep in my soul for too long
- Bring On The Wonder, by Susan Enan
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dez
22
2011
In my dreams I can see you
I can tell you how I feel
In my dreams I can hold you
And it feels so real
I still feel the pain
I still feel your love
- trecho de One Last Goodbye, Anathema
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dez
19
2011
A gaveta de madeira emitiu um som denso ao ser arrastada para fora. Estava abarrotada. Quando escriturário, adquiriu o hábito de coletar todos os papeis que parecessem meramente importantes. Diversas contas já pagas ou vencidas, algumas das quais protestadas; certificados de diversos cursos e aptidões, as cópias de certidões das duas filhas, de vacinação do gato, e no fundo, bem ao fim da gaveta um envelope pardo amassado envolvia um peso de papel incomum.
Era denso e pesado, e enquanto desembrulhava-o era possível sentir o frio do metal contra o papel. Mesmo sem vislumbrá-lo era possível sentir a ansiedade e desesperança que invocava. A empunhadura não era tão fria, em material que imitava madeira encaixava-se de modo débil na mão que tremia. Parkinson o doutor lhe dissera.
Algumas folhas voaram gaveta abaixo, espalhando-se pelo chão enquanto ele o puxava para fora. Papel contra a pele provoca o som arrastado e distinto, que lembrava o trovejar distante do prenunciar da tempestade. Mas não haveria chuva; a tempestade iminente tinha outra origem, num orifício de metal próximo de um centímetro de diâmetro que despeja pólvora, fogo e destruição.

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jun
25
2011
Algumas das garotas que passaram pela minha vida, como amigas, cúmplices ou amores, citadas nas músicas do the Cure que me fazem lembrar cada qual:
Flávia (Just Like Heaven):
Strange as angels dancing in the deepest oceans
Twisting in the water, you’re just like a dream
Juliete (Pictures of You):
Remembering you standing quiet in the rain
As I ran to your heart to be near
And we kissed as the sky fell in, holding you close
Marina (Cut Here):
It’s so hard to think “It ends sometime and this could be the last …”
Because it’s hard to think ”I’ll never get another chance To hold you…
to hold you… “
Ofélia (Charlotte Sometimes):
night after night she lay alone in bed her eyes so open to the dark
the streets all looked so strange they seemed so far away
but charlotte did not cry
Sarah (Why Can´t I Be You?):
You’re so wonderful, too good to be true
You make me, make me hungry for you
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abr
29
2011
Inspirada pela estréia do filme do
Deus do Trovão:
1 comentário | tags: norse | em música, quadrinhos
fev
9
2011
Twenty-twenty-twenty four hours to go I wanna be sedated
Nothin’ to do and no where to go-o-o I wanna be sedated…
- I Wanna be Sedated, Ramones
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jan
3
2011
Trecho da música Cut Here, the Cure
“So we meet again!” and I offer my hand
All dry and English slow
And you look at me and I understand
Yeah it’s a look I used to know
“Three long years… and your favourite man…
Is that any way to say hello?”
And you hold me… like you’ll never let me go
(…)
It’s so hard to think “It ends sometime
And this could be the last
I should really hear you sing again
And I should really watch you dance”
Because it’s hard to think
“I’ll never get another chance
To hold you… to hold you… ”
(…)
But “If only….”
Is a wish too late…
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