abr 1 2016

Flores de Plástico

Estas flores nunca irão morrer – você disse.

Somente entre você e eu – respondi – elas sempre vão morrer. Deixei as rosas se transformarem em sangue sobre a mesa e parti.

[ uma idéia extremamente curta, e um pouco inspirado por The Cure, Titãs e Ravenloft ]


fev 24 2016

Martha Jones

Martha Jones, interpretada por Freema Agyeman

Eu que outrora tive um estranho sentimento desperto por uma jurista, sou agora assaltado pelo o vigor e perspicácia refletido nos gestos de uma aspirante a residência hospitalar.

Lá estão os mesmos lábios delgados a sugerir o sorriso franco, o olhar crítico e curioso de sobrancelhas devidamente arqueadas; mas em vez dos cachos, os cabelos lhe caem soltos a emoldurar a face; todas as características a me recordar outra (ou a mesma) beleza ímpar.

Referência direta a Alesha Phillips (que encontrei a cinco anos atrás)


jun 8 2015

Um abraço que tenho para buscar…

Ontem um abraço me foi dado; tomado talvez
Quem o iniciou precisava mais dele
Do que eu acreditei que precisava

Apesar disso, o singelo ato me alegrou e desmoronou
Pois é o primeiro abraço que tenho em oito meses
E porque é o que tenho esperado todo esse tempo

Mas o anseio e o receio caminham de mãos dadas
Desde que naquela noite, 8 meses atrás, me disse
“Devia ter te abraçado bem forte”


ago 28 2014

Não há momentos, alegrias ou tristezas, que possam me ser apresentadas em quatro anos que eu já não tenha experienciado no passado.


jul 15 2014

Eu lembro de você!

Eu sou seu Simon. Sou maluco e não lembro mais de você.
Na verdade nem sei o que isso significa.
Ou seria o contrário?


jul 12 2014

Visitando a Imperatriz

Antes que meus dias venham, decidi visitar minha musa, a Imperatriz. Andei a sua sombra e escutei paciente os acordes da sinfonia de seu caminhar. Seus olhos estavam velados, distantes aos meus, alheia a transformação a que me exige. Mal sabe ela que é seu o fruto encrustrado em meu âmago, colado precariamente com sangue e bile. E este fruto, esta seta maldita e peçonhenta faz de mim um monstro. Cria de sua criatura.


jul 8 2014

Visitado pelo Rei

Por quatro dias não haverá nada mais de mim que possa cair-lhe a vista. Talvez não nada, mas com certeza pouco. Uma pena ocasional, quem sabe? E após quatro dias talvez eu não tenha mais asas, ou os pedaços estarão colados e unidos novamente. Em quatro dias abrirá minha couraça, operará meu âmago, minhas farpas e meus anseios. Serei ainda um monstro? Uma mantícora, um grifo, ou um homem?


fev 4 2014

Cumplicidade

Eu que me preocupo com suas dores e seus anseios,
que participo de teus esforços e objetivos.
Eu que me envolvo nas tuas lutas e sofro contigo;
me pergunto, quando eu estiver sofrendo, onde você estará?
Não aqui, imagino…


out 15 2013

Existem pessoas que ainda acham que goticismo é uma doença…


set 2 2013

Vítimas da Inocência

Há uma sensação difícil de explicar, na percepção da passagem de tempo. Ela me é ocasionada ao perceber que a Inocência já não é a mesma. Não que tenha perdido a graça em seu sorriso, ou a familiaridade de seu olhar. Mas de certo modo ela amadureceu. Tornou-se senhora de seu destino como outras princesas outrora.

Há uma certeza em Ivória, de que as princesas se tornam damas, que galgam seus medos e os superam. E quando você menos espera é salvo – ou destruído – por sua determinação e beleza. Isto só me fortalece a sensação, ao perceber que hoje a Inocência também destrói os corações incautos, dos bravos e destemidos.

Como também eu fui destruído um dia…