jul
29
2010
Quase uma Era se foi. Para os elfos não pareceu mais que meia década, mas para os humanos toda uma geração envelheceu e partiu. Para a maioria dos humanos ao menos.
Apesar dos anos permaneço de pé, com as costas retas, a face altiva. A velhice me atingiu de sua maneira arrebatadora, tingindo em prata meus cabelos e ofuscando o brilho do olhar.
Mas a morte não veio, não levou consigo a vivacidade e o ardor de um guerreiro.
Mas isto porque, e somente porque, me nego a desistir, me agarrando aos últimos fiapos de esperança, às promessas e àquela vontade de vislumbrar o fim…
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fev
18
2010
Me acostumei de tal forma aos fantasmas,
que não percebo mais quais são reais
e quais são os de minha própria criação.
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mar
5
2009
2015 parece um bom ano.
Mas para aqueles que amam a morte,
todo ano pode ser bom.
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jan
15
2009
Hoje o poeta é Silêncio;
e sua Ira, bem…
ela se foi junto ao Ódio.
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nov
18
2008
Evitar pensar na morte parece ser o suficiente para evitá-la. É um pensamento comum nestes tempos. Não pense, não fale Nela, valha me Deus! Até prece que ela é atraída pelo simples mencionar de seu nome. › Continue lendo
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ago
4
2008
Cada dia mais distante…
do ponto de partida.
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jul
31
2008
Relembrando o post em 19.09.2006 sobre o Anathema e a síndrome de Plath.
Eu deveria escrever mais, isso encurtaria o sofrimento. Por outro lado eu já não sinto a dor de outrora. Parece que algo se fechou aqui dentro. Talvez a morte tenha me alcançado enfim, deixado uma marca. O frio que não se vai, o pulso que eu não sinto. Não há sangue ou dores, só a imensa falta de ar…
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mai
14
2008
[...] Simplesmente desembainhei Bafo de Serpente e instiguei meu cavalo. Mildrith gritou em protesto, mas ignorei-a. Oswald correu, e isso foi um erro, porque peguei-o com facilidade e Bafo de Serpente girou uma vez e abriu sua nuca. Pude ver miolos e sangue enquanto ele caía. Ele se retorceu no chão coberto de folhas. Girei o cavalo e cravei a espada na sua garganta.
[...] Naquela tarde, revistei a casa de Oswald e descobri 53 xelins enterrados no chão. Peguei a prata, confisquei suas panelas, a peneira, facas, fivelas e uma capa de pele de cervo, depois expulsei sua mulher e os três filhos de minhas terras. Eu tinha voltado para casa.
- O Cavaleiro da Morte, Crônicas Saxônicas, de Bernard Cornwell
Eu voltei para casa, depois de um hiato de seis meses, estou de volta. Abro novamente os portões do meu lar e encontro as coisas em desordem. Há muito trabalho a ser feito, poeira a varrer, cacos a limpar e muitas lembranças a guardar. Fora tudo isso trago comigo muitas novas coisas na bagagem que precisam de espaço.
E não será um retorno pacífico…
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set
11
2007
Nas cinzas desenho círculos, elos e espirais, tais quais as de um bracelete de prata. Sagrado?
Passaram-se anos e eu não pude fugir, não pude escapar as memórias.
A chuva continua caindo sobre mim mas eu quero mais. Me livrar destas correntes e grilhões que queimam com o fogo dos deuses.
Pesar, teu nome é Jefferson
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set
4
2007
Dia desses me questionei o significado da palavra, afinal como pode-se diferenciar um amigo dos demais conhecidos? Amigo é aquele que talvez você divida momentos, ou aquele a quem você deseja toda a felicidade. Não, desejar é pouco, aquele a quem você esforça por fazer feliz. Sorrir? Não necessariamente. Parece tão difícil definir. Tem muito a ver com entendimento e apoio, com afinidade e aceitação.
Um amigo pode não te compreender, mas fará o possível para aceitar; e não importando a tua escolha ele dará seu apoio, mesmo que isto vá de encontro ao que ele acredita ser correto (ou não?); um amigo vai te acompanhar até a tua casa mesmo que depois ele tenha que fazer o dobro do caminho para chegar a casa dele e participará da tua partida de futebol de aniversário mesmo que não saiba jogar. Ele dividirá seus livros tanto quanto seus anseios, e quando tudo mais falhar, ele vai caminhar até você ás quatro horas da manhã.
A amizade é um sentimento recíproco, utopicamente falando é claro. E ás vezes me supreendo, em descobrir como é fácil ter amigos que não são meus amigos.
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