out
3
2011
… ou empatia, e dentre minhas habilidades é das mais superestimada. Há um aspecto dela pouco notável, aquele que me faz perceber as palavras não ditas, secretamente desejadas.
- Não é bom nos vermos hoje…
O pior é que, tendo consciência destas e faltando a coragem ou a sinceridade em expressá-las, acabo por eu mesmo narrar, por desferir o golpe que me fere.
- Você não voltará mais…
Parece-me que ela – minha intuição – somente se manifesta quando sou desprezado (fato não tão raro) e as coisas parecem embaraçosas demais para que o meu trato social possa lidar.
- Eu sei, existe outra pessoa…
Apesar disto, transformo as palavras duras numa brincadeira sem sentido e termino dizendo que tudo permanece bem. Mas ao virar as costas, são meus olhos a encontrar do chão as lajotas.
- É, eu acho que acabou.
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jul
26
2011
Me segue, esgueira-se pela noite buscando vingança. Sorri e morde os lábios em busca de sangue.
Mas ele não fala, sequer resmunga, não mais…
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abr
24
2011

Alesha Phillips, interpretada por Freema Agyeman
Normalmente não me interesso por juristas, sejam defensores ou contraditórios, mas o jeito com que ela atua, seu vigor e a contenda me despertaram um sentimento singular.
Claro, une-se a isso lábios delgados a demonstrar contrariada rebeldia ou o sorriso franco, o olhar questionador de sobrancelhas devidamente arqueadas e os cachos a emoldurar-lhe a tez; características que me recordam outra beleza ímpar.
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abr
13
2011
Este ano concluo minhas 3 primeiras eras, e com isso finda-se meu prazo de validade. A partir deste já não há garantia de que tudo vai funcionar como antes – e olha que meus pulmões nunca foram bons.
Nestes últimos dias idealizei que os todos homens, a partir de certa idade deveriam prestar um certo exame periódico para avaliar suas condições (físicas e psicológicas) de se manterem vivos. Não que deveriam ir para o fuzilamento aqueles que não obtivessem sucesso, mas seria interessante avaliar as deficiências de cada qual.
A idéia é meio louca, e talvez seja a gripe tomando conta do meu cérebro ou o peso dos anos se abatendo sobre a minha psiquê que tornam ainda mais interessante o projeto.
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abr
11
2011
“Não há como resgatar os que morreram, Nihal. Não há no mundo qualquer tesouro bastante precioso para resgatar uma única vida.”
- Ido, em A Garota da Terra do Vento, Cônicas do Mundo Emerso
Nesta manhã, enquanto questionava o meu valor, surpreendi-me com este trecho. Acredito ainda que minhas dúvidas acerca de mim mesmo são válidas, mas perdem e muito o sentido quando comparadas àquelas sobre as pessoas que eu sofri em ver partir.
Lembrei-me de minha amiga, tão cheia de vida e radiância e intui, que sua vida – principalmente agora – é muito mais valiosa do que a minha, e de que qualquer outro tesouro que eu ousasse conquistar para resgatá-la.
Me conforta somente o fato de que, um dia, valerá também a minha tal exorbitância. E por causa disto, não haverá ninguém capacitado a resgatá-la.
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abr
10
2011
Sometimes i realize that i’m not a enough valuable achievement…
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mar
31
2011
Engraçado como às vezes o passado e o futuro parecem uma coisa só. Como tudo o que se é parece um mero reflexo, um fragmento de uma onda que começou há muito tempo lá atrás (ou lá na frente).
Voltaremos nós ao princípio, ou seguiremos rumo a um novo início? De qualquer maneira não será o futuro em breve o passado?
Filosofei.
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mar
30
2011
Entraria na DP exibindo as marcas do delito. Se me perguntassem se gostaria de prestar queixa, responderia: Não, só vim me gabar!
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mar
10
2011
Quando criança, sempre que a necessidade de algum reparo doméstico surgia meu pai me convocava a ajudá-lo. Era comum que eu ficasse por perto, ao lado da caixa de ferramentas e alcançasse ou segurasse para ele qualquer artefato ou ferramenta que necessitasse: resistências de chuveiro, chaves de fenda, fita isolante, um pouco de tudo.
Pouco a pouco meu pai me ensinava lições importantes a respeito. Nunca me pediu para colocar uma peça em seu lugar, ou segurando minhas mãos me orientou a apertar um parafuso; ao contrário evitou em me fornecer técnicas ou ferramentas para a manutenção que ele mesmo podia fazer.
Me privando disto, poderia imaginar que de nada aprendi. Mas ao contrário, meu pai ensinou-me as lições mais preciosas sobre serviço, presteza e diligência; princípios e valores que guiam meus passos ainda hoje.
De modo consciente ou não, meu pai forjou-me numa forma que o mundo nunca será capaz de dobrar.
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mar
9
2011
Há um lar para os elfos chamado Vanaheim, o reino dos Vanir. É um lugar de prosperidade, de magia e beleza incrustado no seio verde de Asgard.
Por vezes mesmo os elfos precisam reconstruir suas moradas, expandir seu domínio e ocupar melhor os espaços. Fazem esta muda para que a prosperidade possa germinar ainda mais, amparada em sua dedicação e criatividade.
E é neste momento que os Æsir põe seus pés em Vanaheim, trazendo consigo martelos, trompas e seu notável vigor para o trabalho. Juntam-se as mãos e, mesmo que ao fim de uma era hajam cicatrizes e cansaço, o prêmio é imensurável.
Pois a palavra Vanir define a própria amizade.
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