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	<title>Caindo &#187; prosa</title>
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		<title>Sobre a relatividade na morte</title>
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		<pubDate>Sat, 21 Apr 2012 15:09:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Véxo</dc:creator>
				<category><![CDATA[pensamento]]></category>
		<category><![CDATA[prosa]]></category>
		<category><![CDATA[morte]]></category>

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		<description><![CDATA[As pessoas costumam pensar na morte como algo absoluto, imutável e derradeiro. Recentemente tenho ponderado muito sobre o assunto, lendo conceitos de outros autores e revendo os meus próprios conceitos. Concluí que a morte é relativa - e bem relativa, diga-se afinal. A morte se apresenta em estágios; sendo o primeiro deles o de não-morte (undead). [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>As pessoas costumam pensar na morte como algo absoluto, imutável e derradeiro. Recentemente tenho ponderado muito sobre o assunto, lendo conceitos de outros autores e revendo os meus próprios conceitos.<br />
<strong>Concluí que a morte é relativa -</strong> e bem relativa, diga-se afinal.</p>
<ol>
<li style="margin-bottom: 1em;">A morte se apresenta em estágios; sendo o primeiro deles o de <strong>não-morte</strong> (<em>undead</em>). A maior parte de nós está passando neste momento por este estágio, sem prestar atenção a nossa própria mortalidade e ao estágio que virá a seguir.</li>
<li style="margin-bottom: 1em;">Alguns poucos de nós estão no estágio de <strong>ligeiramente mortos</strong>, já mais conscientes da verdade e do outro lado da moeda. Este estágio exige uma certa reflexão, melancolia e até mesmo alienação.</li>
<li style="margin-bottom: 1em;">O estágio de <strong>mortinho da Silva</strong> chega com conforto e descanso. Finalmente, após tanta reflexão e estafa psico-filosófica e mental, nos recolhemos ao nosso sono profundo e acreditamos que isto é tudo. É o estágio que os ignorantes tomam por derradeiro.</li>
<li style="margin-bottom: 1em;">Além disto vem o estágio da iluminação, que chamo tão <strong>morto como um prego de porta</strong> (como citado por<em> Dickens</em>).  Nesta etapa vemos o outro lado do espelho, e nos sentimos tentados a partilhar este discernimento com aqueles que estão ainda não estão lá.</li>
<li>Finalmente, o <strong>renascido</strong>. Após uma eternidade preso as correntes, caixilhas e pregos no estágio anterior, o indivíduo se consome e desaparece. Perde então a consciência da morte e retorna ao estágio 1.</li>
</ol>
<p><img class="aligncenter" src="http://4.bp.blogspot.com/-qVNTSqFtY6E/TxtemG4evXI/AAAAAAAAAD8/UwqpnqbW3Hc/s1600/A-MORTE-INCOMODA.jpg" alt="" width="600" height="429" /></p>
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		<title>Concurso de Contos</title>
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		<pubDate>Mon, 09 Apr 2012 20:25:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Véxo</dc:creator>
				<category><![CDATA[pessoal]]></category>
		<category><![CDATA[prosa]]></category>
		<category><![CDATA[autoria]]></category>

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		<description><![CDATA[Há algumas semanas, recebi da Cissa o anúncio de um concurso de contos da Livraria Catarinense. Decidi hoje cedo revisitar algumas das minhas prosas mais antigas e verificar se ela se encaixaria no proposto para o concurso. Tal foi o resultado: Ela Familiar Livre Enfim Monstro Liberto Últimos instantes de um Guardião Então, sem saber [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignright" src="http://files.ecentry.com/?15735.22413.7b2e87" alt="" width="180" height="" />Há algumas semanas, recebi da Cissa o anúncio de um concurso de contos da Livraria Catarinense. Decidi hoje cedo revisitar algumas das minhas prosas mais antigas e verificar se ela se encaixaria no proposto para o concurso. Tal foi o resultado:</p>
<ul>
<li><a title="Ela" href="http://caindo.com.br/2003/08/29/ela-3/">Ela</a></li>
<li><a title="Familiar" href="http://caindo.com.br/2011/08/12/familiar/">Familiar</a></li>
<li><a title="Livre Enfim" href="http://caindo.com.br/2008/09/05/livre-enfim/">Livre Enfim</a></li>
<li><a title="Monstro Liberto" href="http://caindo.com.br/2011/02/14/monstro-liberto/">Monstro Liberto</a></li>
<li><a title="Últimos instantes de um Guardião" href="http://caindo.com.br/2003/10/10/os-ultimos-instantes-de-um-guardiao/">Últimos instantes de um Guardião</a></li>
</ul>
<p>Então, sem saber qual escolher, venho solicitar ao meus amigos que, se possível comentem aqueles que mais gostaram. Dentre os acima ou outros no blog.</p>
<p>Os dois selecionados serão revisados (é claro) para remover eventuais falhas e se adequarem às novas regras gramaticais da língua portuguesa. Se alguém se prontificar a revisar, fico muito agradecido.</p>
<p>Obviamente isto não garante que eu serei aprovado no concurso, até porque duvido que os avaliadores compartilhem comigo do apreço pela morte expresso nos textos.</p>
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		<title>Coletor de Migalhas</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Mar 2012 23:54:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Véxo</dc:creator>
				<category><![CDATA[prosa]]></category>
		<category><![CDATA[medieval]]></category>
		<category><![CDATA[perdas]]></category>
		<category><![CDATA[rainha]]></category>

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		<description><![CDATA[Segue a comitiva entre os cães. Traz consigo peças diversas de armaduras presas sobre o gibão. Malha e placas, uma no ombro, outra no punho, talvez um gorjal amassado. Parecem ter sido coletadas e unidas a partir de diversos conjuntos diferentes. Tem consigo um escudo sem brasão. Foi apagado, ou rasurado há muito tempo. A [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignright" title="Sword for Lineage II Game" src="http://www.eyesontutorials.com/images/Drawing/Sigma/tut46_Lineage2SwordItem/14.jpg" alt="" width="150" height="" />Segue a comitiva entre os cães. Traz consigo peças diversas de armaduras presas sobre o gibão. Malha e placas, uma no ombro, outra no punho, talvez um gorjal amassado. Parecem ter sido coletadas e unidas a partir de diversos conjuntos diferentes. Tem consigo um escudo sem brasão. Foi apagado, ou rasurado há muito tempo.</p>
<p>A barba por fazer é falhada junto ao queixo. A face encovada e mãos ossudas que tremem ligeiramente. Os olhos sem cor, seguem fixos ao chão. Por vezes encontra algo a que atribui algum valor, e coleta. Põe tudo numa grande sacola que enverga-lhe as costas. Não parece haver muito, mas é suficiente para reduzir-lhe as passadas.</p>
<p>Dizem alguns que são as sobras da comitiva real que coleta. Outros, que é menos que isto. Mas ele parece não se importar, ao contrário, baixa a cabeça as críticas dos senhores e seus cavaleiros. Dizem que ele mesmo foi cavaleiro outrora, e que a espada que carrega a bainha, o único e verdadeiro presente de uma rainha.</p>
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		<title>Bastet</title>
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		<pubDate>Mon, 26 Mar 2012 21:06:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Véxo</dc:creator>
				<category><![CDATA[prosa]]></category>
		<category><![CDATA[ophelia]]></category>
		<category><![CDATA[vanir]]></category>

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		<description><![CDATA[Chegara em casa cansada e abatida. Junto aos ombros, colo e nas pálpebras inferiores trazia a rastejarem pequenas mágoas. Cada qual possuía pequenas quelíceras, pedipalpos e ferrões que cavavam a pele e enterravam-se na carne. Assim que abriu a porta, a gata doméstica veio-lhe ao encontro, esfregando-se na barra da calça. Brincava, como que valsando com [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft noframe" title="Bastet" src="http://gatoschartreux.no.sapo.pt/bastet12.gif" alt="" height="270" />Chegara em casa cansada e abatida. Junto aos ombros, colo e nas pálpebras inferiores trazia a rastejarem pequenas mágoas. Cada qual possuía pequenas quelíceras, pedipalpos e ferrões que cavavam a pele e enterravam-se na carne.</p>
<p>Assim que abriu a porta, a gata doméstica veio-lhe ao encontro, esfregando-se na barra da calça. Brincava, como que valsando com seus sapatos e miando exigia veneração e oferendas.</p>
<p>Aproximou-se do sofá e desabou, espalhando ao chão as pequenas mágoas rastejantes. A gata parou por um momento a observá-los, mas por fim se lançou sobre elas, esviscerando, desmembrando e devorando-as todas.</p>
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		<title>Necrópsia</title>
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		<pubDate>Fri, 23 Mar 2012 15:01:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Véxo</dc:creator>
				<category><![CDATA[prosa]]></category>
		<category><![CDATA[anjo]]></category>
		<category><![CDATA[bones]]></category>
		<category><![CDATA[ossos]]></category>

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		<description><![CDATA[Morto, apodrece. Crânio fraturado em seu parietal e ocipital. Este último já quase não existe. A mandíbula jaz aberta, esgaçada, como se num grito silencioso. Coluna arqueada, costelas expostas e fraturadas parecem lâminas tortas a despontar por sob a pele e carne. Não há muita, decadente e putrefata. Tíbias se encontram, junto ao resto das mãos, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Morto, apodrece. Crânio fraturado em seu parietal e ocipital. Este último já quase não existe. A mandíbula jaz aberta, esgaçada, como se num grito silencioso. Coluna arqueada, costelas expostas e fraturadas parecem lâminas tortas a despontar por sob a pele e carne. Não há muita, decadente e putrefata. Tíbias se encontram, junto ao resto das mãos, distantes do corpo. Parecem ter sido puxadas num ímpeto de expor o tórax. Mas a ausência mais sentida é do segundo par de úmeros, ulna e metacarpos que os acompanham.</p>
<p><em>As asas se foram</em> &#8211; conclui o especialista.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://theunclean.com/gallery/wallpapers/skeletal-angel/1482/"><img class="aligncenter" title="Skeleton Angel by The Unclean" src="http://theunclean.com/wp-content/uploads/2009/02/skeleton-angel.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a></p>
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		<title>Coxo, porém Abençoado</title>
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		<pubDate>Thu, 22 Mar 2012 20:25:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Véxo</dc:creator>
				<category><![CDATA[prosa]]></category>
		<category><![CDATA[gatos]]></category>

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		<description><![CDATA[Pondo o gato sobre a mesa de madeira velha, prende-o entre os grossos dedos e com uma velha faca rasga-lhe o pescoço e abdômen. Recolhe o sangue do animal e sua bile em um prato fundo, e adiciona um perfume suave e uma maçã embolorada. Esmaga-os. Por fim, banha o amuleto negro na infusão recitando as antigas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft" src="http://www.asnc.cam.ac.uk/personalnames/images/home_img.gif" alt="" width="150" height="" />Pondo o gato sobre a mesa de madeira velha, prende-o entre os grossos dedos e com uma velha faca rasga-lhe o pescoço e abdômen.<br />
Recolhe o sangue do animal e sua bile em um prato fundo, e adiciona um perfume suave e uma maçã embolorada.<br />
Esmaga-os. Por fim, banha o amuleto negro na infusão recitando as antigas palavras em frente ao espelho.<br />
A maldição virá, trará com o tempo rugas, talvez um tornozelo quebrado e decepção.<br />
E cobrará seu preço, na medida de três vezes mais&#8230;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Encontro Marcado</title>
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		<pubDate>Mon, 27 Feb 2012 13:09:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Véxo</dc:creator>
				<category><![CDATA[prosa]]></category>
		<category><![CDATA[lembranças]]></category>

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		<description><![CDATA[Volto a te procurar após meu longo exílio. Bato a porta mas ninguém atende. Sei que está aí, sei que se esconde. Eu a vi enquanto me seguia naquela madrugada. Semana passada deixei um recado avisando que voltaria. Mas você não está, ou finge que não. Eu sei. Vejo os panfletos turísticos acumulados na entrada. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Volto a te procurar após meu longo exílio. Bato a porta mas ninguém atende. Sei que está aí, sei que se esconde. Eu a vi enquanto me seguia naquela madrugada. Semana passada deixei um recado avisando que voltaria. Mas você não está, ou finge que não. Eu sei.</p>
<p>Vejo os panfletos turísticos acumulados na entrada. Anunciam tua breve partida. Seria uma fuga, ou uma oportunidade que surgiu? Você não me deixaria desta forma, eu sei. Não posso culpar-te. Tentei obedecer todas as regras, mas estou aqui a sua porta novamente.</p>
<p>As correspondências chegam toda quarta-feira. Reconheço nisso tua mensagem. Voltarei bem cedo na quarta, e quando você abrir a porta estarei aqui. Combinado? E veremos novamente sentido em tudo isso. Eu sei!</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Mais duradouro que a eternidade&#8230;</title>
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		<pubDate>Fri, 17 Feb 2012 18:25:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Véxo</dc:creator>
				<category><![CDATA[pensamento]]></category>
		<category><![CDATA[prosa]]></category>

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		<description><![CDATA[Disse que me amava, no passado, presente e vindouro. Encontrei as palavras rascunhadas numa pequena nota, abandonada enquanto a perdia dentro de mim. Aquele pedaço de papel transcendeu os limites do próprio tempo e imortalizou um sentimento encrustado em sua superfície. Ainda lembro de como suas garras escaparam ao beiral e mergulhou na escuridão. Somente o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft" title="Anathema - Eternity" src="http://www.svartrecords.com/shoppe/723-817-large/anathema-eternity-2lp-black-vinyl.jpg" alt="Anathema - Eternity" width="120" height="120" />Disse que me amava, no passado, presente e vindouro. Encontrei as palavras rascunhadas numa pequena nota, abandonada enquanto a perdia dentro de mim.</p>
<p>Aquele pedaço de papel transcendeu os limites do próprio tempo e imortalizou um sentimento encrustado em sua superfície.</p>
<p>Ainda lembro de como suas garras escaparam ao beiral e mergulhou na escuridão. Somente o silêncio e a marca dos arranhões, que demoraram a desaparecer. Sob a crosta, no entanto, outras lembranças pelas quais não posso sequer agradecer-te, pois não a encontro novamente.</p>
<p>Já tão inserida em meu âmago que desfaz todas as tentativas em percebê-la, separá-la de minha psiquê. Acredito que enlouqueceria se te encontrasse novamente, e perderia-me contigo. Permaneço são portanto, na busca que perdura além da eternidade.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>A Contenda</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Jan 2012 11:02:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Véxo</dc:creator>
				<category><![CDATA[prosa]]></category>
		<category><![CDATA[medieval]]></category>
		<category><![CDATA[vanir]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma flâmula azul tremulando no horizonte foi o que me chamou atenção naquela tarde. Havia, é claro, nuvens de poeira e o clamor do aço contra o aço mas o cisne argênteo sobre o campo l&#8217;azure capturou meu olhar. Conhecia o estandarte, conhecia seu portador. Saltei de sobre as muralhas e corri a seu resgate, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma flâmula azul tremulando no horizonte foi o que me chamou atenção naquela tarde. Havia, é claro, nuvens de poeira e o clamor do aço contra o aço mas o cisne argênteo sobre o campo l&#8217;azure capturou meu olhar. Conhecia o estandarte, conhecia seu portador.</p>
<p>Saltei de sobre as muralhas e corri a seu resgate, temendo pelo pior. Mas sequer poderia se comparar ao que eu veria em campo: o cavaleiro, portando completa armadura de placas conduzia seu garrano violentamente contra um oponente idêntico a si.</p>
<p>O choque das lanças arremessava lascas de freixo, algumas tão extensas quanto meu antebraço, ao ar. Escudos tinham as tinturas gastas pelo embate e as placas aqui e ali apresentavam deformações diversos. Em lastimável estado se apresentavam os cavaleiros, ofegantes e exaustos da batalha.</p>
<p>Eu não podia ver suas faces e a falta de discernimento não permitiu-me tomar partido embora, nos movimentos de olhos e gestos de ambos os reconheci o guerreiro sob a armadura. Meu amigo duelava contra si, indeciso sobre desistir ou subjugar a si mesmo. De imediato, larguei a espada e adotei meu papel na contenda: seria eu a confortar o derrotado.</p>
<p><img class="aligncenter" title="Medieval Knights Jousting" src="http://karenswhimsy.com/public-domain-images/medieval-knights-jousting/images/medieval-knights-jousting-1.jpg" alt="" width="500" height="311" /></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Doom Metal</title>
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		<pubDate>Mon, 19 Dec 2011 12:36:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Véxo</dc:creator>
				<category><![CDATA[música]]></category>
		<category><![CDATA[prosa]]></category>
		<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[doom]]></category>

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		<description><![CDATA[A gaveta de madeira emitiu um som denso ao ser arrastada para fora. Estava abarrotada. Quando escriturário, adquiriu o hábito de coletar todos os papeis que parecessem meramente importantes. Diversas contas já pagas ou vencidas, algumas das quais protestadas; certificados de diversos cursos e aptidões, as cópias de certidões das duas filhas, de vacinação do gato, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A gaveta de madeira emitiu <strong>um som denso</strong> ao ser arrastada para fora. Estava abarrotada. Quando escriturário, adquiriu o hábito de coletar todos os papeis que parecessem meramente importantes. Diversas contas já pagas ou vencidas, algumas das quais protestadas; certificados de diversos cursos e aptidões, as cópias de certidões das duas filhas, de vacinação do gato, e no fundo, bem ao fim da gaveta um envelope pardo amassado envolvia um peso de papel incomum.</p>
<p>Era <strong>denso e pesado</strong>, e enquanto desembrulhava-o era possível sentir o frio do metal contra o papel. Mesmo sem vislumbrá-lo era possível sentir <strong>a ansiedade e desesperança que invocava</strong>. A empunhadura não era tão fria, em material que imitava madeira encaixava-se de modo débil na mão que tremia. Parkinson o doutor lhe dissera.</p>
<p>Algumas folhas voaram gaveta abaixo, espalhando-se pelo chão enquanto ele o puxava para fora. Papel contra a pele provoca <strong>o som arrastado e distinto</strong>, que lembrava o trovejar distante do prenunciar da tempestade. Mas não haveria chuva; a tempestade iminente tinha outra origem, num orifício de metal próximo de um centímetro de diâmetro que despeja pólvora, fogo e <strong>destruição</strong>.</p>
<p><img class="aligncenter noframe" title="Revolver by *draigon666" src="http://fc05.deviantart.net/fs70/i/2011/002/e/3/revolver_by_draigon666-d368hp8.jpg" alt="" width="300" /></p>
]]></content:encoded>
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