mai
24
2005
Findei o Drácula neste final de semana, e posso dizer que gostei muito. O livro tem um clima opressivo e angustiante típico de um filme de terror, mas deixa a imaginação livre para criar as cenas como quiser. Os personagens são fortes e, sem exceções, extremamente virtuosos.
Existem alguns pontos ruins é claro; como o livro é narrado em cartas, algumas surpresas ficam inexpressivas por serem registradas após o impacto do autor (fictício); o clima se torna um pouco repetitivo em alguns momentos; e o desfecho é um tanto rápido e simplório demais, sem o impacto do filme. Este, dirigido pelo Coppola e composto de grande elenco é uma pérola do cinema que eu pretendo rever em breve.
Voltando ao livro; eu destaco o capítulo escrito em diário de bordo pelo comandante do navio que transporta o conde para a Inglaterra. O terror se torna praticamente pálpavel neste trecho
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mai
17
2005
Assisti a Cruzada (Kingdom of Heaven no original) neste domingo com a minha namorada. A minha avaliação do filme é muito boa e eu recomendo a todos aqueles que gostam de ambientações medievais e alguns questionamentos filosóficos ou teológicos. Claro que existem batalhas, sangue e espadas, mas isto é inerente da ambientação; e pouco se destacam diante do desenvolvimento da trama. As tramas por detrás do trono e da atuação das ordens são as características mais marcantes.
Como pontos falhos ficam o nome do filme na versão nacional, que pouco condiz com o sentido da trama; e a visão unilateral dos conflitos da época, na qual (no filme) os Templários são os responsáveis por todo o mal e as outras ordens (Hospitalários, Teutônicos e afins) permanecem como os “mocinhos” da história. Ao menos para aqueles que acreditam que “todos são inocentes até que se prove o contrário”, esta generalização acaba soando falsa, taxando toda uma ordem pelo erro de dois homens.
Algum de vocês pode considerar isto um pouco protecionista demais, como uma defesa aos “terroristas medievais” mas, eu acredito que todo ser humano deve ter julgamento justo, mas bem… isto já é uma outra história
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abr
26
2005
Sinceramente o livro me decepcionou um bocado. Tratando-se do célebre Mark Twain eu esperava mais da narrativa, mas ao contrário ela se tornou chata e enfadonha. A história é boa, com certeza, e até bem desenvolvida mas falta uma identificação com o leitor, ou uma linguagem mais cativante. Se fora escrito para crianças, ele nem de perto se compara a Saint-Éxupery ou JM Barrie; e, se ao contrário, como imagino ele o escreveu para adultos, está bem distante de Dumas ou de Conan Doyle.
Mas é um livro diferente, de linguajar e apelos próprios a uma época e situação que não se encaixam na realidade de hoje. Twain merece seus méritos mas as Aventuras de Tom Sawyer minaram a minha vontade de ler Huckberry Finn, pelo qual eu estava bastante empolgado
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abr
13
2005
Eu vi Metropolis ontem, ao menos tentei e é muito bom. Eu sempre curti muito o Katsuhiro Otomo e durante o filme torna-se óbvio que o roteiro é dele; por outro lado nunca gostei do traço do Osamu Tezuka, mas não posso dizer que não surpreendeu, e de uma maneira muito boa, vejam só.
Por outro ângulo, finalizei o Condenado hoje durante a manhã. Uma ficção e tanto do Bernard Cornwell que deixa muito pouco a desejar próximo a Busca do Graal e as crônicas de Artur. O final poderia ser melhor, eu acredito, mas ele conseguiu deixar aque gostinho de “quero mais!”
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mar
4
2005
Peter Pan e Wendy – versão integral
James Matthew Barrie
Um clássico, mas com certeza é muito mais do que isso. Conta a história da pequena Wendy, uma garotinha que ansiava as responsabilidades de uma mulher adulta e a aparição de um garoto fantasioso, o jovem Peter Pan, menino birrento e dono-de-si que não deseja crescer. Junto a seus irmão, aos meninos perdidos, e a minúscula Sininho, Wendy e Peter vivem várias aventuras na Terra do Nunca, desafiando índios, feras e piratas.
O livro surpreende pelos comentário de Barrie sobre a atitude das crianças e a conseqüência que geram no mundo dos adultos. Nisto, muito se assemelhou ao Pequeno Príncipe; mas com a visão invertida: Barrie é um adulto discurssando sobre a psicologia infantil. E nisto ele é ótimo.
Destaco ainda o final do livro, um tanto dramático e surpreendente; que normalmente não é apresentado nas versões resumidas, filmes e peças teatrais; e ainda, a iniciativa da corte britânica de não retirar os direitos autorais sobre a obra decorridos 50 anos da morte do autor. Porque? Barrie doou os direitos, enquanto vivo, a um hospital infantil de Londres.
Zoologia Fantástica
Jorge Luis Borges
Um breve tratado sobre criaturas mitológicas e fantasiosas em geral; é pouco abrangente e bastante vago. O tal do Borges não tem um método muito bom de escrever e tenta compensar isto nas citações de outras fontes, que ele não cita com eficácia. Valeu o conhecimento da mitologia oriental, mas de resto nada além do que eu já conhecia.
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fev
16
2005
1. A Busca do Graal, de Bernard Cornwell
O livro relata a viagem (e o grande desafio) do jovem Thomas de Hookton, que após a morte de seu pai, parte numa busca pelo sagrado Graal, que supostamente pertenceu a ele durante scerta época. Esta aventura o leva da França á fronteira da Escócia, e descreve seus amores e amizades, as batalhas e dúvidas de um arqueiro que recebe uma incubência divina.
2. Roverandom, de J. R. R. Tolkien
Mas sobretudo o livro surpreende por ser um conto infantil, tão diferente de livros como o Senhor dos Anéis e o Silmarillion. E Tolkien se mostra um ótimo contador de histórias. Destaque para os vários detalhes da vida do autor inseridos na obra, que pude acompanhar através de notas no fim do livro.
Desejo agora conhecer o Mestre Gil de Ham.
E no momento: Peter Pan e Wendy, de J. M. Barrie
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jun
30
2004
“I am the last born of my race; born of a human mother and elven sire, mine was the first birth for many, many years. The elven race is dying, son of Man.
But… but, what do you need to survive?
Faith! And the elven lord walked down the side of the fort into the swirling mist, and was gone.”
- The Last Outpost, do Irish Folk and Fairy Tale
Terminei de ler o livro ontem. Este trecho é o final do útlimo conto. Por um momento um sorriso surgiu nos meus lábios, mas em instantes uma estranha sensação de frio me percorreu a espinha e um estranho vazio invadiu o meu ser.
Vocês vão achar engraçado, mas eu sinto muito. Sinto a partida do Povo Belo e de toda a magia que existia neste mundo. Sinto os portais de Arcádia terem-se fechado para o mundo dos Homens. Sinto uma estranha tristeza nisto tudo.
A fantasia foi devorada pelo marketing e pelo consumismo, e hoje as crianças nem sabem mais o que é uma fada, ou um gnomo, a não ser pelos filmes da Xuxa.
A fantasia se foi na Irlanda. E se lá ela não existe, que dirá aqui.
Entristeço
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abr
14
2004
Findei Eu e Outras Poesias ontem. Augusto dos Anjos é realmente muito bom, embora eu acho que ele se apegue demais aos sonetos. Eu gosto do estilo mas,… quase todas as poesias são em sonetos, e no entanto, outras delas são bastante grandes. Mas são boas. Um destaque especial para “A Meretriz”, a mulher morta de cabelos vermelhos.
Mas eu acho a poesia dele sangue e terra demais. como eu poderia resumir sua obra numa palavra? Putrefação!
Talvez meu conto de ontem tenha sido um pouco inspirado nos textos dele.
E agora começo a ler contos de fadas e outros contos populares Irlandeses. Bem, devemos esperar textos falando sobre glória, honra e coragem agora? Talvez. Eu não sei o quanto ainda estou disposto a lutar.
Longa vida a Tuatha De Danann e aos filhos de Fionn!
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mar
23
2004
Assisti Sobre Meninos e Lobos neste final de semana. O filme me surpreendeu demais. Eu realmente não esperava o clima em que fui envolvido.
A história é tão simples e crua quanto o concreto do asfalto, e quase tão cruel.
Porque temos que crescer? Porque os amigos se vão? E porque eles se voltam?
Me sinto um lobo das estepes, solitário e amargurado, perguntando se não sou eu mesmo o caçador e a presa.
Talvez nem um nem outro… mas acho que nunca me senti tão só. Bem diferente do solitário de meses atrás
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ago
17
2003
das Margaridas: ótimo texto, interpretação perfeita, tão bom quanto o que o Ferio havia me comentado. Até mesmo o Trevisan gostou. Tem o melhor do Crepúsculo, com certeza.
A Lu acabou não aparecendo em nenhum dos espetáculos. Perdeu.
Matei a saudade da minha segunda família.
Bem, o final de semana geralmente me faz muito bem.
Mas o frio, ou a solidão me jogaram novamente contra o abismo. Eu olhei para baixo e ele olhou para mim… só que desta vez quem sorriu fui eu. Como pode alguém caminhar tão próximo do precipício. Por quanto tempo ainda será que eu consigo desafiá-los?
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