dez
22
2011
In my dreams I can see you
I can tell you how I feel
In my dreams I can hold you
And it feels so real
I still feel the pain
I still feel your love
- trecho de One Last Goodbye, Anathema
nenhum comentário | tags: anathema, dreams, pain | em música, pessoal
jul
12
2011
Ontem foi um bom dia para fugir, ligar o carro e dirigir até a beira-mar. Lá, sentar sobre o capô e vislumbrar os navios deslizando no horizonte enquanto o vento frio nos traria o inverno aos narizes, orelhas e os dedos desprotegidos das mãos.
Ontem, o celular poderia tocar, mas o rugir das ondas contra a baía afastaria todos os outros sons para longe. Seríamos nós, eu e você, o vento a cruzar o cinzento do céu erguendo as pipas do solo, afastando as nuvens e criando a espuma das ondas.
Ontem foi um bom dia para fugir, mas hoje eu me descubro sozinho em frente a um mar revolto que a maré deixou. Levou embora meu vento e trancou suas lembranças fundo em mim.
Se ainda fosse ontem, eu fugiria. Voaria contigo ao sabor do vento, para onde a vida não pudesse nos alcançar.

nenhum comentário | tags: anathema, bela, cura, frio, lembranças | em prosa
jul
31
2008
Relembrando o post em 19.09.2006 sobre o Anathema e a síndrome de Plath.
Eu deveria escrever mais, isso encurtaria o sofrimento. Por outro lado eu já não sinto a dor de outrora. Parece que algo se fechou aqui dentro. Talvez a morte tenha me alcançado enfim, deixado uma marca. O frio que não se vai, o pulso que eu não sinto. Não há sangue ou dores, só a imensa falta de ar…
nenhum comentário | tags: anathema, frio, lembranças, plath | em pensamento
jul
2
2008
É julho.
Pode-se notar pelo céu,
nas estrelas mais vivas,
na noite mais fria.
Morto a três dias,
não sinto mais o frio,
não percebo a noite
que não é mais minha.
Somente a lua,
me sorri serena
na noite que é nossa.
Até quando será noite?
Agumas horas a mais
e Agosto novamente.
nenhum comentário | tags: anathema, lembranças, lua | em música