mar
23
2012
Morto, apodrece. Crânio fraturado em seu parietal e ocipital. Este último já quase não existe. A mandíbula jaz aberta, esgaçada, como se num grito silencioso. Coluna arqueada, costelas expostas e fraturadas parecem lâminas tortas a despontar por sob a pele e carne. Não há muita, decadente e putrefata. Tíbias se encontram, junto ao resto das mãos, distantes do corpo. Parecem ter sido puxadas num ímpeto de expor o tórax. Mas a ausência mais sentida é do segundo par de úmeros, ulna e metacarpos que os acompanham.
As asas se foram – conclui o especialista.

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jul
26
2011
Me segue, esgueira-se pela noite buscando vingança. Sorri e morde os lábios em busca de sangue.
Mas ele não fala, sequer resmunga, não mais…
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jul
13
2007
O inverno trouxe sua rainha, lembranças de anos passados, e também meu anjo da guarda
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nenhum comentário | tags: anjo, rainha | em pessoal
jun
22
2007
…
E ainda pedem para que eu os deixe em paz. E quanto a mim, quando eu poderei ter a minha parcela de paz?
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nenhum comentário | tags: anjo | em pessoal
abr
18
2007
Já matei muitos anjos,
mas agora minha força se esvai,
e foge de minhas mãos
sem precisar voar.
Ri de minha impotência,
regozija-se ao me torturar
brincando com meus temores
maldito Eros dos olhos radiantes
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nenhum comentário | tags: anjo | em versos
out
5
2006
Finco no chão minha lança, e coloco a mochila em apoio contra as rochas. Não faz frio o suficiente para que eu precise acender uma fogueira, e eu prefiro assim. Outra noite no exílio e eu ainda não me acostumo aos ruídos. Passos que me seguem rastejados, tentando ocultar, disfarçar sua intenção. É meu anjo da guarda que me segue, me protege.
Certa vez abri sua garganta com uma faca, fundo o suficiente para que a ponta da lâmina raspasse em sua coluna. Ainda assim ele continua a me perseguir, buscando vingança talvez, motivado por rancor ou uma estranha gratidão.
Não permite que as pessoas se aproximem, durante a noite ele se esgueira a minha volta, surpreende os incautos e os sufoca com mãos fortes. Me guarda, tortura meus sentidos, testa minhas virtudes, corrompe meus atos. Devo permanecer distante de tudo, alheio num mundo somente nosso, meu e de meu guardião.
Era belo no início, o brilho que refulgia nas profundezas de seu olhar, mas a paixão, a obsessão transformaram-no num monstro, o qual corajoso tentei eliminar. Desde então me persegue, me assombra, mas contra mim nada faz, a não ser observar com deleite a minha fragilidade.
E novamente amanhã, encontrarei as manchas de sangue da ferida que nunca cura no pescoço do meu anjo da guarda…
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set
3
2004
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jun
8
2004
Mandamentos difícieis… é, eu acho que sim.
Ainda assim eu acho necessário. Para mim. Para o meu caminho. Para a minha ânsia de cavalgar honrosamente.
Esta noite eu tive um sonho, e não foi um sonho bom. Magoava novamente uma pessoa que me importa muito. Devo fugir, me afastar? Devo permanecer e esperar não repetir o fato?
Quero fazer por merecer… minha armadura, minha espada, meu título.
Talvez uma princesa ou uma pequenina boneca de porcelana.
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