Sinal e Ruído 3

Nos meus mundos as pessoas morriam.
Eu achava isso honesto,
Achava que estava sendo honesto.
Achava que estava dizendo a verdade.
Achava que…
Eles eram atores.
E fingiam estar mortos.
- Sinal e Ruído, Neil Gaiman e Dave McKean

Nos meus mundos as pessoas morriam.
Eu achava isso honesto,
Achava que estava sendo honesto.
Achava que estava dizendo a verdade.
Achava que…
Eles eram atores.
E fingiam estar mortos.
- Sinal e Ruído, Neil Gaiman e Dave McKean
- O senhor diz que cria os filmes na sua cabeça antes de filmá-los.
- Sim.
- Já teve alguma surpresa agradável ao ver o filme terminado?
- Na verdade… não. Talvez por saber o quanto eles são diferentes do que eu tinha em mente. É lá que estão os verdadeiros filmes. Depois eu os coloco no papel e, por fim, tenho que filmá-los… para libertá-los de sua prisão.
Dave McKean é um gênio! Essa afirmação é irrelevante aqui, mas não poderia iniciar este pensamento sem isto. Porque ele soube expor em tão poucas linhas o que também penso a respeito dos meus escritos.
Eu crio personagens e histórias, que pouco a pouco adquirem vida, arbítrio e vontade. Deixam de ser pedaços de meu consciente (ou subconsciente) e se tornam sencientes por si só. Então eu escrevo, pois preciso libertá-los do cárcere minha mente.
Por sorte não os filmo. Acredito que não suportaria.
Nisso eu me pareço mais com o Alan Moore.
Atualizando portanto o resultado da minha convocação para o Concurso de Contos, ficamos com a seguinte pontuação:
Ela e Familiar serão então enviados para o concurso. Eu ainda estava empolgado com Livre Enfim que estava na segunda posição quando, nesta última semana, Familiar e Últimos instantes… surpreenderam-me ao ganhar um novo fôlego.
Ela é muito bom, mas eu acho ele um tanto curto e previsível, especialmente para quem lê Neil Gaiman. O Monstro Liberto é uma seqüência de um outro conto e fica realmente estranho sem sua prévia.
Gostaria de agradecer ao amigos que me apoiaram nessa: Andréa, Amanda, Fernanda, Giovana, Jaqueline, Juliana, Maria Eduarda, Matheus, Priscilla, Ricardo e Stéfani.
Há algumas semanas, recebi da Cissa o anúncio de um concurso de contos da Livraria Catarinense. Decidi hoje cedo revisitar algumas das minhas prosas mais antigas e verificar se ela se encaixaria no proposto para o concurso. Tal foi o resultado:
Então, sem saber qual escolher, venho solicitar ao meus amigos que, se possível comentem aqueles que mais gostaram. Dentre os acima ou outros no blog.
Os dois selecionados serão revisados (é claro) para remover eventuais falhas e se adequarem às novas regras gramaticais da língua portuguesa. Se alguém se prontificar a revisar, fico muito agradecido.
Obviamente isto não garante que eu serei aprovado no concurso, até porque duvido que os avaliadores compartilhem comigo do apreço pela morte expresso nos textos.
Doces e rubras as palavras,
mentira, amargor e veneno
que consomem-me em saudade
de teus lábios, teus afagos,…
Atormentam-me silenciosas,
impondo sua áspera presença
tal qual pena que com força marca
páginas amareladas do passado.
Malditas sejam as palavras
cúmplices de minha dor,
patrocinadoras de meu tormento.
Amo-as enfim
por conterem em si toda a falsidade,
de minhas outrora doces lembranças.
Busque também por 23 Julho sexta . 30ª semana
Eu costumava freqüentar um pub enquanto boêmio. Coisa de poeta – dizia. Era um ambiente soturno e úmido sob um teto esburacado onde jogávamos cartas e atirávamos dardos. E bebíamos, é claro, como bebíamos.
MeloDrama tenta erguer-se novamente, por iniciativa do Ferio e do Coelho. Acho uma ótima, mas não sei mais se é meu lugar. Falta inspiração e sobretudo já não me sinto em casa.
Os versos não vejo mais,
inspiração que outrora me visitava
esqueceu-se, desapareceu.
E a poesia, tão amada,
me pede o divórcio, desgraçada
e foge com um conto meu.
(…)
Existem autores meio “anêmicos” no mundo que andam confundindo o apresentar simples retratos da vida real com ter um estilo contemporâneo, assim como outros que escrevem novelas praticamente “autistas” de tão egocêntricas, achando que estão produzindo um retrato da atualidade.
(…) acredito que eu também tenha vivenciado algo que chamo de “a experiência do Lobo Solitário”. Em outras palavras, foi uma verdadeira “catarse” (purificação). Muito obrigado, Kazuo Koike e Goseki Kojima. Essa foi uma experiência realmente excepcional.
- Katsutoshi Hirayama (Editor Original de Lobo Solitário em seu volume final)
Aqui é meu lugar, minha cratera, meu canto
onde escrevo minhas gothiquisses,
palavra que não existe,
termo que tomei a liberdade de criar
para descrever meus pensamento
sobre almas que caminham sós,
almejando destinos impossíveis
alheios a um mundo
ao qual não pertencem