jun 4 2014

Poe tirou-me de mim…

[…] Fez eu pensar sobre como eu poderia motivar os outros, e me preocupar menos comigo. Ele me fez decidir tornar-me um escritor.
– atribuído a Sylvester Stallone


jun 3 2012

Resultado do Concurso de Contos

Por mais que a torcida por Ela (e por Familiar, espero) tenha sido grande, não fui selecionado no IV Concurso de Contos ler&Cia. Afinal, além de concorrer com outros 864 textos, apresentei um tema que desconfio não se encaixar na preferência dos jurados.

Para quem quer saber mais sobre os vitoriosos, segue a lista abaixo:

  • Nilton Silveira – Pois é, comadre… (Porto Alegre-RS)
  • Luís Roberto de Souza – Sobre o não-dito (Porto Alegre-RS)
  • Franco Caldas Fuchs – Casca Grossa (Curitiba-PR)
  • Sérgio Bernardo – Fora de concentração (Nova Friburgo – RJ)
  • Rafael Budni – A condição humana (Curitiba-PR)
  • Murilo Bevervanso Lense – Dórian (Curitiba-PR)

Engraçado que o fato de participar de um concurso resgatou uma série de comentários acerca d’eu escrever um livro. Continuo resistente a idéia, especialmente pelo fator atentado acima.

E mais, por mais que sejam verdadeiros, estes comentários partem de amigos meus. Sem uma visão crítica e imparcial eu não ouso sequer dar créditos a tais.

Mas o futuro a nós descabe…


maio 17 2012

Sinal e Ruído 3


Nos meus mundos as pessoas morriam.
Eu achava isso honesto,
Achava que estava sendo honesto.
Achava que estava dizendo a verdade.
Achava que…
Eles eram atores.
E fingiam estar mortos.

– Sinal e Ruído, Neil Gaiman e Dave McKean


maio 10 2012

Sinal e Ruído 1

– O senhor diz que cria os filmes na sua cabeça antes de filmá-los.

– Sim.

– Já teve alguma surpresa agradável ao ver o filme terminado?

– Na verdade… não. Talvez por saber o quanto eles são diferentes do que eu tinha em mente. É lá que estão os verdadeiros filmes. Depois eu os coloco no papel e, por fim, tenho que filmá-los… para libertá-los de sua prisão.


Dave McKean é um gênio! Essa afirmação é irrelevante aqui, mas não poderia iniciar este pensamento sem isto. Porque ele soube expor em tão poucas linhas o que também penso a respeito dos meus escritos.

Eu crio personagens e histórias, que pouco a pouco adquirem vida, arbítrio e vontade. Deixam de ser pedaços de meu consciente (ou subconsciente) e se tornam sencientes por si só. Então eu escrevo, pois preciso libertá-los do cárcere minha mente.

Por sorte não os filmo. Acredito que não suportaria.
Nisso eu me pareço mais com o Alan Moore.


abr 20 2012

Resultado para o Concurso

Atualizando portanto o resultado da minha convocação para o Concurso de Contos, ficamos com a seguinte pontuação:

Ela e Familiar serão então enviados para o concurso. Eu ainda estava empolgado com Livre Enfim que estava na segunda posição quando, nesta última semana, Familiar e Últimos instantes… surpreenderam-me ao ganhar um novo fôlego.

Ela é muito bom, mas eu acho ele um tanto curto e previsível, especialmente para quem lê Neil Gaiman. O Monstro Liberto é uma seqüência de um outro conto e fica realmente estranho sem sua prévia.

Gostaria de agradecer ao amigos que me apoiaram nessa: Andréa, Amanda, Fernanda, Giovana, Jaqueline, Juliana, Maria Eduarda, Matheus, Priscilla, Ricardo e Stéfani.


abr 9 2012

Concurso de Contos

Há algumas semanas, recebi da Cissa o anúncio de um concurso de contos da Livraria Catarinense. Decidi hoje cedo revisitar algumas das minhas prosas mais antigas e verificar se ela se encaixaria no proposto para o concurso. Tal foi o resultado:

Então, sem saber qual escolher, venho solicitar ao meus amigos que, se possível comentem aqueles que mais gostaram. Dentre os acima ou outros no blog.

Os dois selecionados serão revisados (é claro) para remover eventuais falhas e se adequarem às novas regras gramaticais da língua portuguesa. Se alguém se prontificar a revisar, fico muito agradecido.

Obviamente isto não garante que eu serei aprovado no concurso, até porque duvido que os avaliadores compartilhem comigo do apreço pela morte expresso nos textos.


mar 19 2012

19 Março segunda . 12ª semana

Doces e rubras as palavras,
mentira, amargor  e veneno
que consomem-me em saudade
de teus lábios, teus afagos,…

Atormentam-me silenciosas,
impondo sua áspera presença
tal qual pena que com força marca
páginas amareladas do passado.

Malditas sejam as palavras
cúmplices de minha dor,
patrocinadoras de meu tormento.

Amo-as enfim
por conterem em si toda a falsidade,
de minhas outrora doces lembranças.


Busque também por 23 Julho sexta . 30ª semana


jul 24 2008

Os Velhos Boêmios

Eu costumava freqüentar um pub enquanto boêmio. Coisa de poeta – dizia. Era um ambiente soturno e úmido sob um teto esburacado onde jogávamos cartas e atirávamos dardos. E bebíamos, é claro, como bebíamos.

Eu sentava sempre na mesa do lado do Fernando e do Edgar e, por maiores que fossem suas diferenças, sempre tinham um assunto para discutir em inglês; e George, contrariado, bebia vinho numa taça mórbida de crânio humano. Éramos um grupo distinto, você deve saber.

John e o irlandês nos contavam coisas sobre as fadas, e os irmãos Jacob e William quase sempre discordavam. Havia um novato sempre de olho, um americano louco que dizia ver deuses e profetas. Augusto jogava dados com um tal de Destino, que era companhia constante do americano.

E tantos outros passavam a noite naquelas mesas, rabiscando fantasias em guardanapos de papel ou delirando com o fundo do copo de uma strong ale ou, no meu caso, uma lager.

Eu dividia minha mesa com outros desconhecidos que como eu compartilhavam os petiscos (e os delírios) dos veteranos. Bebíamos da mesma fonte. Coisas de poeta.


Estive doente, pneumonia disseram, talvez tuberculose. Mas melhorei, ou algo próximo disto. O pub também esteve fechado, o proprietário ausente ao que parece.

E quando voltei nada era mais como antigamente. As mesas pequenas receberam cadeiras plásticas e coloridas, com apoios arredondados para não machucar as cabeçinhas dos infantes. Os quadros de dardos foram substituídos por pôsteres publicitários com splashes e números grandes.

A cerveja foi substituída por shakes de chocolate e baunilha, cobertos por um malte não-escocês e nos tentaram empurrar pequenos complementos alimentares enclausurados em caixinhas de isopor.

O que mais me faz falta são os velhos boêmios. A maioria se foi, para outros pubs neste lado ou além, mas alguns poucos permanecem, tentando se adequar a nova geração, de cabelos cobertos por brilhantina, tênis e calças listradas.

E eu, acho que perdi meu lugar na mesa ao lado do Fernando e do Edgar.


jul 10 2008

Falta drama ou falta cerveja?

MeloDrama tenta erguer-se novamente, por iniciativa do Ferio e do Coelho. Acho uma ótima, mas não sei mais se é meu lugar. Falta inspiração e sobretudo já não me sinto em casa.

Melodramático isto, certo?
Escritores e interessados, acessem: www.melodrama.com.br/portal.

jun 17 2008

Parentes e Amigos

Os versos não vejo mais,
inspiração que outrora me visitava
esqueceu-se, desapareceu.
E a poesia, tão amada,
me pede o divórcio, desgraçada
e foge com um conto meu.