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	<title>Caindo &#187; escuridão</title>
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		<title>É junho e faz frio&#8230;</title>
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		<pubDate>Thu, 04 Jun 2009 22:54:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Véxo</dc:creator>
				<category><![CDATA[prosa]]></category>
		<category><![CDATA[escuridão]]></category>
		<category><![CDATA[família]]></category>
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		<description><![CDATA[É junho e faz frio, finalmente o frio. Tive saudades e temi que ele não viesse outra vez, mas cumpriu o prometido. Ano sim, ano não, me faz tirar do armário o sobretudo, minha segunda pele e sentir novamente prazer em caminhar pela noite. A lua, meio encoberta pelas nuvens (ou seria névoa?) me observa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É junho e faz frio, finalmente o frio. Tive saudades e temi que ele não viesse outra vez, mas cumpriu o prometido.<br />
Ano sim, ano não, me faz tirar do armário o sobretudo, minha segunda pele e sentir novamente prazer em caminhar pela noite.</p>
<p>A lua, meio encoberta pelas nuvens (ou seria névoa?) me observa curiosa, atenta. Sua luz argêntea não chega a tocar-me na escuridão. Pertenço a ela, creio. E ao frio, e me criaram como pai e mãe pouco zelosos, arremessando-me para o seio da vida. Dolorosa e doce vida.</p>
<p>Filha da escuridão também a morte. Minha irmã, minha cara-metade, anseio dos meus dias, fonte do meu desejo. Se esgueira pela noite e foge, correndo por vielas que não aquelas que freqüento. Certo dia ainda a encontro, ou me encontra, não sei ao certo.</p>
<p>Enquanto isso a noite avança vagarosamente, cobrindo de lágrimas brilhantes o negrume da escuridão e trazendo o toque do pai para junto de meu peito. Dedos como adagas, sopro como o hálito de um dragão; sua voz me perturba e atordoa. Pai.</p>
<p>Renasço do frio&#8230;.</p>
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