jul 31 2008

And I still feel the pain…

Relembrando o post em 19.09.2006 sobre o Anathema e a síndrome de Plath.

Eu deveria escrever mais, isso encurtaria o sofrimento. Por outro lado eu já não sinto a dor de outrora. Parece que algo se fechou aqui dentro. Talvez a morte tenha me alcançado enfim, deixado uma marca. O frio que não se vai, o pulso que eu não sinto. Não há sangue ou dores, só a imensa falta de ar…

jul 26 2007

Queria sair

Queria sair, mas acho que o mundo não vai me acolher lá fora.
Fico aqui, ouvindo Navarrete

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maio 8 2007

De volta

Meus dias frios, chuvosos e cinzentos;
de volta

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mar 29 2007

Ofélia

Ela estica as garras e alcança o céu,
rasga o firmamento sem esforço
e faz vazar leite das estrelas
que cascateiam por seus cabelos
tingindo de argêntea sua tez
legando uma cicatriz leitosa,
evidenciando os seus castanhos
com o radiar distante de Sadalsud

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mar 15 2007

Ás Vezes

Carlota Joaquina ás vezes aparece
e me faz sorrir sem motivo algum
quando meus olhos repousam sobre ela
qualquer dúvida ou mágoa desaparece

Pouco caso faz de mim doce Carlota
em seus olhos vislumbro desprezo
embora altiva em seu pedestal minha dama
não encontre alma mais devota

Ás vezes Carlota tem outro nome,
outros olhos, lábios e outra voz
mas surge sempre da mesma maneira
com cheiro de canela e olhos de betume

Veste costuras finas repletas de renda
um espartilho negro embora eu creia
que vestida em veludo roxo e anágua
a beleza secreta se desvenda

Em suas mãos, flores de esperança
que Carlota colhe ávida dos corações
como o meu, pouco afortunado
que a tem viva, somente em lembrança

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mar 5 2007

Sentido

Está chovendo um bocado aqui dentro e isto lava e carrega muita coisa. Uma água preta e suja escorre. O problema é que cada vez escorre mais.
Mas eu tenho a certeza que assim, pouco a pouco, um dia tudo será limpo, toda aquela craca acumulada por anos e que tornou parte de minha armadura.
E eu não sei se quero que chova, mas é preciso, como é preciso que eu volte a escrever e que finalmente um dia eu reencontre a esperança, noutros olhos, noutro sorriso, talvez mais infante, talvez com outro sentido. Dar sentido a alguma coisa

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out 9 2003

Deusa do Véxo

Continuando com a seção de arquivos, aqui vai o desenho da Nina para a série das namoradas perfeitas. Eu adorei. Sabe, se eu continuar olhando para ela cada dia antes de dormir e quando acordo, eu posso acabar me apaixonando mesmo.
Mas eu tenho ciência que não é disto que eu estou precisando… sim, estou na fase de carência novamente e as noites têm sido frias e solitárias. Ás vezes tudo o que eu queria era um abraço. Noutras eu penso que estou brincando com a sorte… que a Fortuna já foi generosa suficiente comigo para que eu fique me queixando. Eu não tenho ninguém de que eu possa sentir falta realmente, ninguém que eu clame.
E a manhã amanheceu chuvosa e cinzenta e me trouxe melancolia na minha solidão. E ela não quer me deixar.
Apaixonado? Pela noite talvez.

Quem dera teus lábios gélidos tocassem minha boca só uma vez.

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set 26 2003

Cinzento

O dia amanheceu satisfatoriamente cinzento

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set 10 2003

Veio a chuva

Veio a chuva

e ela veio…
arrancando as barreiras,
destronando o ócio
arremessando longe
meus sentimentos

eu tentei fugir, tentei correr…
mas onde ia ela me alcançava,
caía sobre mim
como pequenas farpas gélidas
que me arrancavam a força
o calor e a vida

pânico e desonforto,
os óculos embaçados,
o cabelo sobre os olhos,
os passos trôpegos,
o chão… molhado

então, em meio a chuva
uma pequena e delicada mão
me toma e me puxa de volta
traz de volta o calor,
o toque da vida
e me tira da chuva

quero ver seu rosto,
garota das mãos macias

Depois disso vou ter que me redimir com as minhas senhoras… a chuva, a lua, a dama do vento e a rainha do frio.

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ago 18 2003

Facing the Horizon

E não sou o único com problemas, e chegou Video Girl Ai, e ganhei beijo da Julia, e saudade dos amigos, e mensagem saudosa da maninha, e preocupação com o sumiço da cunhada, e ótima interpretação do espinho e do moxego, e novas aventuras por vir.

O que eu quero? O frio, a noite e o vento. E Walhalla!
Voltar a encarar o abismo,… e escrever.

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