jul 8 2005

Duelo

– um conto de Glenn d’Leene

Então Glenn tomou em suas mãos a espada e o escudo; já havia vestido a longa malha que lhe chegava até os joelhos e uma calça de couro reforçado. Sobre tudo isto um peitoral e ombreiras de aço e uma longa túnica negra, a qual haviam bordado, ás pressas, um dragão prateado. O fio era metálico e reluzente, e espelhou os primeiros raios que escaparam pela fresta da porta que se abria. Era manhã de domingo e o sol já se erguia alto.
Deu um passo a frente e foi ofuscado pela luz vinda de fora. O grito da multidão lhe chegava aos ouvidos como o trovejar de uma tormenta, e causava uma confusão semelhante. Aos poucos tornaram-se escuras as muralhas da arena, as árvores por sobre o muro, o balcão onde se posicionava a corte e enfim, seu oponente. Seus contornos tornavam-se pouco a pouco mais distintos, a túnica leve sobre uma malha semelhante a própria cota de Glenn, a espada estendida. Se não fosse pelo cabelo jogado sobre os olhos e pelo porte um pouco mais baixo, teria pensado ser um reflexo seu.
Mas não era. Hoje Usko era seu oponente; era forte e ágil e além disto destemido, sobretudo era jovem. Glenn já não brandia a espada a anos e estavam despontando em seus cabelos os primeiros cachos acinzentados. Ainda assim ele não temeu; aproximou-se de seu oponente, e com firme resolução estendeu-lhe; não a espada, mas a mão aberta

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jun 9 2004

O Monolito da Honra

– uma crônica de Sir Glenn d’Leene

Escalei as escarpas rumo ao topo do pequeno planalto. Era pouco mais largo do que o forte ao qual me encontrara hospedado dias atrás. Lembrava-me do caminho entre as rochas ainda, um caminho estreito e íngreme, um caminho para poucos. E definitivamente não para os cavalos.
O topo era verdejante e vivo, agraciado por uma suave brisa que erguia as folhas de visgo e as pétalas das flores do campo. Não haviam árvores ou grandes arbustos. Tudo o que se erguia no centro do planalto era o objetivo de minha busca: o Monolito da Honra.
Tratava-se de um grande dente de pedra cinzenta que se erguia duas vezes e meia mais alto do que eu, bem no centro do planalto. Fora colocado ali há muitas eras por algum santo ou mesmo pelos pais das árvores diziam as lendas. Elas diversificavam em vários pontos, mas todas concordavam em um ponto crucial: a função do monolito.
Para homem algum o monolito apresentava-se de maneira igual, pois espelhava-se na honra e nos ideais de seu observador. Eu já o conhecia, mas precisava ter certeza de sua magia. Diziam que deveria ser o objetivo almejado de todo cavaleiro, uma rocha a erguer-se altiva para aqueles que soubessem onde procurar auxílio e inspiração.
Desembainhei a espada e rumei para o centro da formação, mas não avistei guardião algum. Somente uns pássaros pequenos que brincavam ao vento. Parecia exatamente igual ao que eu havia visto da primeira vez, anos atrás, mas em verdade não estava. Haviam meia duzia de pequenas marcas, arranhões ao seu redor e próximo ao topo uma lasca havia sido retirada. Olhei para ele com pesar, comparando-o a mesma visão de anos atrás. Haviam pequenas runas lapidadas em sua face, representando a honra, virtude, fé e outros ideiais de um cavaleiro.
Pus a mão sobre a pedra fria e fui tomado de uma rapida visão. Os campos de Leene, minha terra natal, avistados de sobre o Monte do Ente, cortados pelo correr ruidoso do riacho prateado que erguia jorros de água ao chicotear as rochas. Avistei as crianças correndo sobre os campos com espadas de madeira, saltando sobre as cercas, seguidas de perto por seus cães. Um vento repentino acordou-me de minha visão, tragando-me de volta ao presente e prolongando-se como um calafrio em minha espinha.
Eu era inocente, era puro e cheio de vigor. E agora, havia marcas em meu monolito, embora nenhuma das runas houvesse sido apagada, sequer rasurada. Por um momento senti-me orgulhoso. Tracei um dos arranhões com a ponta do meu dedo, lembrando-me da provação que provocara aquela ferida. Havia sido uma grande provação, e causou-me somente um pequeno arranhão.
Pensei em quantos cavaleiros deparavam-se com ruínas de pedra sobre o planalto, ou avistavam seus monolitos partidos e deteriorados pelo tempo. Tomado de súbita tranquilidade, deitei-me aos pés do monolito, despindo-me da armadura e largando longe a espada e escudo. Era belo ao erguer-se contra o céu azul e as nuvens que desfilavam muito acima. Era belo e vigoroso.
E eu orgulhava-me dele

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jan 3 2004

Continuam Marchando

Os Cavaleiros continuam marchando…
Passei três ótimos dias em Porto Belo, na companhia de amigos. Foi muito bom e por isso eu deixei de aparecer. Sequer atendi algumas ligações. Estava de folga. Folga de mim.
Mas estou voltando, para o bem ou para o mal.

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dez 12 2003

Fatos

O túnel continuava imerso na escuridão e Nagen avançava, a passos lentos, com uma das mãos erguida contra a parede…

Ás vezes eu me pego pensando o quanto posso ser um mal amigo. Eu fico esperando que eles me procurem, que se lembrem de mim, e eu mesmo não correspondo a altura. Melhor amigo? Nunca quis classificar um amigo como melhor ou pior, e na ânsia de agradar a mim mesmo e aos meus “mais chegados”, separei-os em categorias.
E os círculos se quebram, e as palavras, que outrora tiveram significado, se tornaram sombras esquecidas no passado.
Tenho medo que se repita, com minha sváss também.
Fadado ao abandono?

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out 2 2003

Lançamo-nos ao proibido

os Cavaleiros do Reino do Horizonte: I.14

Lançamo-nos ao proibido

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set 16 2003

Cavalo dado…

uma história de Glenn d’Leene

Glenn era um jovem rapaz que trabalhava numa estrebaria. Ele lavava os cavalos, escovava-os, limpava as ferraduras, trançava as crinas, alimentava e cuidava dos restos indesejáveis. Sempre havia trabalhado com afinco e dedicação. Certo dia, durante a tarde, o dono da estrebaria chamou-o para uma conversa.
– Você sempre foi um funcionário digno Glenn, e todos gostam de você. Eu gostaria de recompensá-lo por isto.
E lhe ofereceu um potro de coloração cinzenta, um pequeno cavalinho de pernas finas e altas e olhar curioso.
Mas Glenn recuou por um momento, pois havia naquele animal mais do que Glenn gostaria, talvez mais do que pudesse lidar. Sabia que se o alimentasse e cuidasse, como havia feito com todos os outros, ele cresceria e provavelmente se tornaria um belo alazão de porte altivo e de trote ligeiro.
Mas aquele presente era tal qual uma prisão, pois teria que ser responsável por ele, se adoecesse ou se fizesse alguma travessura. Teria que criá-lo como se cria um filho.
E Glenn teria de permanecer a seu lado para isto, e não poderia aventurar-se nas montanhas e curzar os mares, como gostaria. Cavalgaria os campos como o vento, mas seria limitado a eles. E havia um mundo inteiro de horizontes desconhecidos que ele almejava.
Então, o jovem cavalariço teve que fazer sua escolha…

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set 12 2003

Crá

Hoje tem festa a fantasia. Consegui o sobretudo emprestado com o Carl ontem (conversamos por quase hora), e vou vestir as penas negras e a máscara de base branca novamente.
Estou bastante ocupado e negligente com as minhas coisas: estrelinha, os Cavaleiros do Reino do Horizonte (que parece ninguém mais lê), O.C.Q.N.P.A.M.Q.Q.PA, desafio, background para a campanha de terça-feira, campanha de Falkenstein…. muitas coisas iniciadas que eu preciso concluir. E tantas outras idéias na cabeça.
Preciso parar, pensar, procurar, priorizar… perder-me em teus braços talvez.
Preciso viver, mas eu sou muito desajeitado (e medroso também).

só um grande pássaro desajeitado.

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jul 29 2003

marching

os cavaleiros do reino do horizonte

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jul 13 2003

The knights

are still marching…

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jul 2 2003

Tão dolorido quanto?

Não é o dilacerar dos sentimentos do coração e o despadaçar da alma algo tão dolorido quanto cortar-te o dedo?
– por eu mesmo

Hrodlid desperta.

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