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	<title>Caindo &#187; lembranças</title>
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		<title>É chamada intuição,&#8230;</title>
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		<pubDate>Tue, 04 Oct 2011 02:21:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Véxo</dc:creator>
				<category><![CDATA[pensamento]]></category>
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		<description><![CDATA[&#8230; ou empatia, e dentre minhas habilidades é das mais superestimada. Há um aspecto dela pouco notável, aquele que me faz perceber as palavras não ditas, secretamente desejadas. - Não é bom nos vermos hoje&#8230; O pior é que, tendo consciência destas e faltando a coragem ou a sinceridade em expressá-las, acabo por eu mesmo narrar, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8230; ou empatia, e dentre minhas habilidades é das mais superestimada. Há um aspecto dela pouco notável, aquele que me faz perceber as palavras não ditas, secretamente desejadas.<br />
<em>- Não é bom nos vermos hoje&#8230;</em></p>
<p>O pior é que, tendo consciência destas e faltando a coragem ou a sinceridade em expressá-las, acabo por eu mesmo narrar, por desferir o golpe que me fere.<br />
<em>- Você não voltará mais&#8230;</em></p>
<p>Parece-me que ela &#8211; minha intuição &#8211; somente se manifesta quando sou desprezado (fato não tão raro) e as coisas parecem embaraçosas demais para que o meu trato social possa lidar.<br />
<em>- Eu sei, existe outra pessoa&#8230;</em></p>
<p><em></em>Apesar disto, transformo as palavras duras numa brincadeira sem sentido e termino dizendo que tudo permanece bem. Mas ao virar as costas, são meus olhos a encontrar do chão as lajotas.<em><br />
- É, eu acho que acabou.</em></p>
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		<title>I see her&#8230;</title>
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		<pubDate>Thu, 25 Aug 2011 18:13:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Véxo</dc:creator>
				<category><![CDATA[citação]]></category>
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		<description><![CDATA[I don&#8217;t need to talk about her or look at pictures&#8230; &#8217;cause the truth is, a lot of times, I see her&#8230; on the street. I walk down the street, I see her in someone else&#8217;s face&#8230; clearer than any of the pictures you carry with you. I get that you&#8217;re in pain, but you [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em><img class="alignleft" title="Charlie Fineman, protagonizado por Adam Sandler" src="http://www.monologuedb.com/wp-content/uploads/2011/05/Adam-Sandler-Charlie-Fineman-Reign-Over-Me-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></em>I don&#8217;t need to talk about her or look at pictures&#8230; &#8217;cause the truth is, a lot of times, I see her&#8230; on the street. I walk down the street, I see her in someone else&#8217;s face&#8230; clearer than any of the pictures you carry with you. I get that you&#8217;re in pain, but you got each other. You got each other! And I&#8217;m the one who&#8217;s gotta see her and the girls all the time. Everywhere I go! I even see the dog. That&#8217;s how fucked up I still am! I look at a German shepherd, I see our goddamn poodle. All right&#8230; All right&#8230;</p>
<p><em></em><br />
- Charlie Fineman, em Reign over Me</p>
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		<title>Encanto</title>
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		<pubDate>Wed, 17 Aug 2011 14:32:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Véxo</dc:creator>
				<category><![CDATA[prosa]]></category>
		<category><![CDATA[dor]]></category>
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		<category><![CDATA[realidade]]></category>

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		<description><![CDATA[There&#8217;s nothing like a broken childhood O pai chegava religiosamente ás 3:12 da manhã, considerando a caminhada trôpega desde o bar na esquina que acabara de fechar. Acordava a esposa aos berros quando ela mesma não o esperava de pé. Batia nela. Batia muito. E depois subia a seu quarto, os passos errantes ressoando pelo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>There&#8217;s nothing like a broken childhood</em><br />
O pai chegava religiosamente ás 3:12 da manhã, considerando a caminhada trôpega desde o bar na esquina que acabara de fechar. Acordava a esposa aos berros quando ela mesma não o esperava de pé. Batia nela. Batia muito.<br />
E depois subia a seu quarto, os passos errantes ressoando pelo assoalho enquanto galgava os degraus. Entrava no quarto puxando da calça o longo cinto de couro. Os gritos se faziam ouvir na madrugada.</p>
<p><em>There&#8217;s nothing like a broken home</em><br />
Certo dia ela fugiu. Não aguentava mais as surras, pensou, sem considerar o envelope com o carimbo da clínica sobre a mesa da cozinha. Soube quando encontrou as roupas recolhidasdo varal sobre o sofá da sala. Não a culpou.<br />
E então eram somente os dois, as brigas mais frequentes, embora ele agora revidasse. Muitas vezes o pai já não voltava para casa, ou quando voltava, passava as madrugadas em frente a TV, chorando baixinho.</p>
<p><em>There&#8217;s nothing like a tale from your hood</em><br />
Destacou-se no colégio, ganhou uma bolsa e foi para a universidade. Tornou-se uma lenda na vizinhança e só aparecia nas vezes que o pai tinha crises. Contratou uma babá e esqueceu-se. Mais do que ele merecia, na verdade.<br />
Conheceu-a numa conferência. Ela era ainda estudante e tinha nos olhos aquela admiração ostentosa da juventude. Os cabelos cheiravam a chocolate. Deu-lhe duas filhas e casou-se no dia de São Miguel.</p>
<p><em>There&#8217;s nothing like a record of restriction orders</em><br />
Levou as meninas embora. Grazi tinha uma mancha negra no braço e ela o culpava. A mais velha já o odiava há anos e a puberdade tornava tudo pior. Sua atenção era voltada agora para celulares e garotos. O pai perdera o posto de herói quando enjoou de chocolate e começou a beber.<br />
Recebeu a intimação em casa, das mãos da oficial de justiça que o recriminava com o olhar. Era de sua antiga vizinhança, ele supunha, mas não queria perguntar. Guardou-a na mesma gaveta onde haviam os papéis não assinados do divórcio, o contrato da babá e o envelope com o exame sua mãe. Pensou em emoldurar.</p>
<hr />
<p>A idéia veio de uma série de influências externas: seriados (Lie to Me, Big Bang, CSI), filmes (Finding Forrester, entre outros), contos (Neil Gaiman especialmente) e mesmo algumas lembranças pessoais. Atraídas juntas recentemente pela música Spitfall, do Pain of Salvation.</p>
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		<title>O sétimo Amanhecer</title>
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		<pubDate>Mon, 01 Aug 2011 20:31:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Véxo</dc:creator>
				<category><![CDATA[prosa]]></category>
		<category><![CDATA[lembranças]]></category>

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		<description><![CDATA[O sétimo dia amanheceu chuvoso e frio, tal qual a noite que o precedeu. Você deveria ter retornado no quinto dia, como o disse e, mesmo sem acreditar, desejei que fosse verdade. Mas você não veio. Lembro-me claramente do dia que você partiu, de como virei as costas para não ver tua silhueta desaparecer contra [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignright noframe" title="Misty Morning Bird, por Donncha O Caoimh" src="http://inphotos.org/files/2008/06/bird_on_a_misty_morning.jpg" alt="" width="150" />O sétimo dia amanheceu chuvoso e frio, tal qual a noite que o precedeu. Você deveria ter retornado no quinto dia, como o disse e, mesmo sem acreditar, desejei que fosse verdade. Mas você não veio.</p>
<p>Lembro-me claramente do dia que você partiu, de como virei as costas para não ver tua silhueta desaparecer contra o horizonte<a style="color: #777; text-decoration: none;" title="." href="http://caindo.com.br/2005/08/01/279/">.</a> Talvez temesse o momento, talvez temesse o que ainda viria. O primeiro dia foi repleto de <a style="color: #777; text-decoration: none;" title="and I still feel the pain..." href="http://caindo.com.br/2006/09/19/and-i-still-feel-the-pain/">visões e delírios</a>, pareceu-me um sono inquieto ao qual recusava-me a despertar.</p>
<p>Mas na manhã seguinte despertei preocupado. Mantive-me por perto da colina, mantendo <a style="color: #777; text-decoration: none;" title="Amarguras que Semeamos" href="http://caindo.com.br/2006/08/18/amarguras-que-semeamos/">teu legado</a> tanto quanto pude. Mas no terceiro dia, o abrigo começou a desmoronar. Trave sob trave, fora arrastado para o solo imposição do <a style="color: #777; text-decoration: none;" title=" She’s dead but still I love her (in some way)" href="http://caindo.com.br/2007/07/12/shes-dead-but-still-i-love-her-in-some-way/">tempo</a> e do clima.</p>
<p>O quarto dia trouxe um <a style="color: #777; text-decoration: none;" title="Ao fim de Julho" href="http://caindo.com.br/2008/07/29/ao-fim-de-julho/">brilho melancólico</a>, leitoso, que despontou dentre as nuvens. Trouxe também a consciência de minha situação. Não houve chuva no <a style="color: #777; text-decoration: none;" title="5 Jahre lang" href="http://caindo.com.br/2010/08/01/5-jahre-lang/">quinto dia</a>, quando você achou que voltaria. Talvez o sol a tenha encontrado e você decidiu se estabelecer ou a tempestade levou-a ainda mais para longe.</p>
<p>O fato é que você não retornou, creditando-me as palavras que respondi naquele dia derradeiro. Também não houveram sinais no sexto dia e a apreensão fez de mim seu lar novamente. <a style="color: #777; text-decoration: none;" title="Ao Sexto Dia" href="http://caindo.com.br/2011/07/13/ao-sexto-dia/">Já não almejo</a> tanto o teu retorno, mas me pergunto onde teus passos te levaram, onde eles se desviaram dos meus.</p>
<p>Empacoto minhas coisas na mochila logo pela sétima manhã e decido, talvez, seguir teus passos uma vez mais. Espero que isto me leve a suportar melhor tua ausência. Não quero pensar que terei que lidar com esta ausência um dia mais.</p>
<p>Torço, rezo, para que a oitava manhã traga como bênção a ausência do despertar; pois passei a prefirí-lo a ter meu juízo repetidamente torturado a cada novo dia&#8230;</p>
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		<title>Saudosismo</title>
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		<pubDate>Thu, 28 Jul 2011 20:37:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Véxo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[- Minha mãe perguntou qual o livro você estava lendo. É bom ser reconhecido pelos meus hábitos novamente, sejam os literários, poéticos ou boêmios. Isto me remete a uma época em que o frio imperava durante as manhãs e as noites e eu poderia ser visto vagando em silêncio, com um livro em mãos, imerso [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>- Minha mãe perguntou qual o livro você estava lendo.</em></p>
<p>É bom ser reconhecido pelos meus hábitos novamente, sejam os literários, poéticos ou boêmios. Isto me remete a uma época em que o frio imperava durante as manhãs e as noites e eu poderia ser visto vagando em silêncio, com um livro em mãos, imerso em um mundo que não o vosso.</p>
<p>E hoje a lembrança se aviva: há novamente um livro com páginas marcadas ao meu lado e um agasalho para as manhãs mais gélidas. Enquanto sigo errante para ou do trabalho leio contos do Neil Gaiman em Coisas Frágeis ao som melódico do Sonata Arctica.</p>
<p><img class="aligncenter" title="Coisas Frágeis" src="http://www.outracoisa.com.br/wp-content/uploads/2008/06/coisas-frageis-neil-gaiman-outracoisa.jpg" alt="Coisas Frágeis" width="540" height="233" /></p>
<p><em>- Ela disse que você estava bonito em claro.</em></p>
<p><em></em>Nunca me admirei em verdade. Não me acho narcisista ou devotado a aparência e, neste caso não acredito que era ao meu cabelo desgrenhado e barba por fazer que se referia. Mas vestia uma camisa de flanela branca e cinzenta e acredito seguramente, que o elogio se deve a meu porte e a aura que irradio quando confronto esse saudosismo envergando minhas cores cinzentas, o branco sobre negro, as virtudes sobre meus ressentimentos&#8230;</p>
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		<title>Ao Sexto Dia</title>
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		<pubDate>Wed, 13 Jul 2011 14:06:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Véxo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Vejo as luzes e percebo que já estamos em Julho. Ao final deste, terei o fim do sexto dia e me pergunto quanto tempo mais eu contarei&#8230; I see the bright lights e realize that&#8217;s already July. At its end, there will be the 6th day and I wonder how longer I&#8217;ll count&#8230;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft noframe" title="6th day" src="https://lh4.googleusercontent.com/-p6dJdZBbW00/Th2kaqLEOII/AAAAAAAAD34/QvJYaxAcS5Q/s288/1249782839377_f.jpg" alt="" width="173" height="130" /></p>
<p>Vejo as luzes e percebo que já estamos em Julho.<br />
Ao final deste, terei o fim do sexto dia e me pergunto quanto tempo mais eu contarei&#8230;</p>
<p><em>I see the bright lights e realize that&#8217;s already July.</em><br />
<em>At its end, there will be the 6th day and I wonder how longer I&#8217;ll count&#8230;</em></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Um bom dia para Fugir</title>
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		<pubDate>Tue, 12 Jul 2011 18:29:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Véxo</dc:creator>
				<category><![CDATA[prosa]]></category>
		<category><![CDATA[anathema]]></category>
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		<description><![CDATA[Ontem foi um bom dia para fugir, ligar o carro e dirigir até a beira-mar. Lá, sentar sobre o capô e vislumbrar os navios deslizando no horizonte enquanto o vento frio nos traria o inverno aos narizes, orelhas e os dedos desprotegidos das mãos. Ontem, o celular poderia tocar, mas o rugir das ondas contra a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ontem foi um bom dia para fugir, ligar o carro e dirigir até a beira-mar. Lá, sentar sobre o capô e vislumbrar os navios deslizando no horizonte enquanto o vento frio nos traria o inverno aos narizes, orelhas e os dedos desprotegidos das mãos.</p>
<p>Ontem, o celular poderia tocar, mas o rugir das ondas contra a baía afastaria todos os outros sons para longe. Seríamos nós, eu e você, o vento a cruzar o cinzento do céu erguendo as pipas do solo, afastando as nuvens e criando a espuma das ondas.</p>
<p>Ontem foi um bom dia para fugir, mas hoje eu me descubro sozinho em frente a um mar revolto que a maré deixou. Levou embora meu vento e trancou suas lembranças fundo em mim.</p>
<p>Se ainda fosse ontem, eu fugiria. <a title="O sorriso de Isabela" href="http://caindo.com.br/2006/06/29/o-sorriso-de-isabela/">Voaria contigo ao sabor do vento</a>, para onde a vida não pudesse nos alcançar.</p>
<p><img class="aligncenter" title="Wave" src="http://clf.uua.org/quest/2006/07/wave.gif" alt="" width="100%" /></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Eclipse Lunar</title>
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		<pubDate>Tue, 21 Jun 2011 15:00:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Véxo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#8230; Queria que você pudesse ter a certeza disto tudo, especialmente que quando longe, eu estiver pensando somente em você. Pois eu vou estar. E quando finalmente puder pousar minha cabeça ao travesseiro a noite estarei imaginando o teu colo novamente a me embalar e tua voz a me encantar. Assim dormirei tranquilamente, embora ansioso. Ansioso [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignright" title="Lua" src="http://etc.usf.edu/clipart/4100/4143/moon_2_sm.gif" alt="" width="200" height="202" />&#8230;</p>
<p>Queria que você pudesse ter a certeza disto tudo, especialmente que quando longe, eu estiver pensando somente em você. Pois eu vou estar. E quando finalmente puder pousar minha cabeça ao travesseiro a noite estarei imaginando o teu colo novamente a me embalar e tua voz a me encantar. Assim dormirei tranquilamente, embora ansioso. Ansioso pelo retorno.</p>
<p><em>- originalmente em 3/jul/09</em></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Recordações</title>
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		<pubDate>Wed, 15 Jun 2011 14:24:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Véxo</dc:creator>
				<category><![CDATA[prosa]]></category>
		<category><![CDATA[lembranças]]></category>
		<category><![CDATA[princesa]]></category>

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		<description><![CDATA[A campainha tocou logo cedo. Ainda de pantufas e com a escova de dentes na mão corri até a porta, mas não havia ninguém no corredor. Ouvi uma risadinha marota e me voltei para as escadas, mas somente um vulto escuro passou pelos meus olhos. Mas diante da porta havia uma pequena cesta de vime [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A campainha tocou logo cedo. Ainda de pantufas e com a escova de dentes na mão corri até a porta, mas não havia ninguém no corredor. Ouvi uma risadinha marota e me voltei para as escadas, mas somente um vulto escuro passou pelos meus olhos.</p>
<p>Mas diante da porta havia uma pequena cesta de vime coberta por papel de seda. Ergui cuidadosamente e fechando a porta com o pé, levei-a até a mesa da cozinha. Sob a cobertura de papel haviam dezenas de lembranças, congeladas em papel brilhante.</p>
<p>Algumas eram alegres e amareladas, laranjas ou vermelhas, mas também haviam aquelas verdes e as azuis&#8230; ah, as azuis&#8230; grandes panoramas celestes que continham o brilho dos nossos olhos. Haviam as velhas lembranças em sépia, e os dias melancólicos impressos em preto e branco, nebulosos e desfocados. Fotografias de tudo quanto é tipo e gênero.</p>
<p>Eram figuras de tempos que eu nem lembrava mais, de pessoas que mal recordava e que nunca imaginei haverem sido fotografadas.</p>
<p>Uma velha imagem de meu pai e mãe comigo ao ventre, e outra de meus irmãos rolando sobre a relva do sítio de meu tio-avô. Uma fotografia do Cristiano nos tempos de primário, e as velhas rachaduras do meu quarto. Havia uma da noite estrelada vista de sob a cortina e uma das primeiras imagens do meu cachorro. Figuras dos meus canários, do meu primeiro amor não correspondido, das quedas e dos passeios de bicicleta, dos almoços de família e da pose de coralista com gorro de natal.</p>
<p>Tantas e tantas recordações&#8230; e dentre as últimas, uma foto sua. Agarradinha ao meu braço, sorrindo com aqueles imensos olhos brilhando da maneira que você disse que somente eu sabia fazer. Senti saudades e vi seu recado colado junto a geladeira, dizendo que traria pizza e sprite para o jantar.</p>
<hr />
<p><em>Publicado inicialmente em algum momento de 2004.<br />
Omiti aqui o último parágrafo, pois este trata-se hoje de um rumo diverso a esta realidade&#8230;</em></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Sentenciados ao Inverno</title>
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		<pubDate>Sat, 16 Apr 2011 18:07:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Véxo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O inverno se aproximava e dentro da velha casa as lembranças me irritavam durante todo o dia. Tomei-as todas de uma vez e atirei-as porta afora, arremessando uma garrafa de vinho para espantar as que tentavam voltar. Houve uma algazarra lá fora enquanto descobriam a neve recém caída. Voltei a gasta poltrona junto ao fogo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O inverno se aproximava e dentro da velha casa as lembranças me irritavam durante todo o dia. Tomei-as todas de uma vez e atirei-as porta afora, arremessando uma garrafa de vinho para espantar as que tentavam voltar. Houve uma algazarra lá fora enquanto descobriam a neve recém caída.</p>
<p style="text-align: left;">Voltei a gasta poltrona junto ao fogo e adormeci por boa parte da tarde. Somente quando a noite chegou e os murmúrios cessaram que minha curiosidade despertou. Fui a janela afim de olhar o pátio e encontrei as pequeninas a sofrer com o frio.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" title="Catinka Knoth" src="http://catinkacards.tripod.com/coloring_pages/fox_hare_owl_juncos_md.gif" alt="" width="291" height="223" /></p>
<p>Os sentimentos mais nobres haviam se aninhado em rebanhos e buscavam pelo ponto mais quente, onde a luz do sol ainda atravessava as muralhas altas. Mas os rancores permaneciam a beira de seu caminho; haviam derrubado um dos nobres e banqueteavam-se em seu pescoço e colo. Vísceras e sangue cobriam a neve, suas garras e lábios.</p>
<p>As lembranças mais frágeis e furtivas acomodaram-se nos cantos escuros, e sofriam o frio da minha solidão, batendo queixo em medo ou por congelamento. Os bravos, reduzidos a poucos, duelavam entre si numa rinha improvisada e seus pés já haviam cavado a neve até tornar-se lamacenta.</p>
<p>As lembranças mais preciosas eram tomadas por resgate e trocadas por proteção, calor ou alimento, enquanto a sátira caçoava incessantemente do infortúnio destas. O orgulho permanecia no alto de uma ameia, eventualmente assaltado pela geada que agora caía com vigor.</p>
<p><img class="alignright" title="racoon in the snow - louvelex" src="http://assets.artspots.com/image_sizes/0001/1449/raccoon_in_the_snow_by_luve_thumb_400.jpg?1281928655" alt="" width="168" height="138" />Em meio a todo o caos, pequenos olhos escuros encontraram os meus. Uma lembrança pequenina e sutil passava despercebida pelas outras, intocada e solitária. Parecia que todos os outros ignoravam inconscientemente sua presença, mas ela percebia a todos e a tudo. Olhava diretamente para mim com digna atenção, como que aguardando meu veredito.</p>
<p>Fechei as cortinas e deixei-as ao relento. O inverno chegara ao meu reino e não seriam todas as lembranças que sobreviveriam a ele&#8230;</p>
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