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	<title>Caindo &#187; lobo</title>
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		<title>O Corvo e o Lobo</title>
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		<pubDate>Tue, 15 Feb 2011 17:57:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Véxo</dc:creator>
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		<category><![CDATA[prosa]]></category>
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		<description><![CDATA[Tive um pesadelo; nele o grande lobo era perseguido por um corvo que tinha em seus olhos a sabedoria de Odin. O lobo corria pela liberdade, mas a velocidade do pássaro suplantava seu vigor. Em poucos instantes alcançou-o em um vôo rasante. Prendeu-se em seu pescoço com as garras afiadas e alçou a haste que brotava [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignright" title="O Corvo e o Lobo" src="http://tn3-1.deviantart.com/fs18/300W/f/2007/125/2/f/The_Wolf_and_The_Raven_by_EclipseSiren.jpg" alt="" width="210" height="211" />Tive um pesadelo; nele o grande lobo era perseguido por um corvo que tinha em seus olhos a sabedoria de Odin. O lobo corria pela liberdade, mas a velocidade do pássaro suplantava seu vigor.</p>
<p>Em poucos instantes alcançou-o em um vôo rasante. Prendeu-se em seu pescoço com as garras afiadas e alçou a haste que brotava em seu peito. Em meu inconsciente o lobo tremeu pela sua liberdade. E revidou.</p>
<p>Abocanhou a asa da valquíria com rancor e ambos os animais se debateram em agonia. E então acordei suado, temendo o significado de minha visão&#8230;</p>
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		<title>Monstro Liberto</title>
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		<pubDate>Mon, 14 Feb 2011 18:34:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Véxo</dc:creator>
				<category><![CDATA[prosa]]></category>
		<category><![CDATA[ethrü]]></category>
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		<description><![CDATA[- Crônicas de Ethrü Cacei-o por anos a fio; rastreei suas marcas e segui sua trilha de devastação até que um dia, sem menor aviso desapareceu. Não haviam mais pegadas pelos campos ou trilhas de sangue entre as árvores. Desapareceram os temores noturnos e as lendas deixaram de ser contadas a sussurros. Soube então que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>- Crônicas de Ethrü</em></p>
<p><img class="alignright" title="Fenris" src="http://cdn.okcimg.com/php/load_okc_image.php/images/0x0/0x0/0/15508204904365777338.jpeg" alt="" width="200" height="250" />Cacei-o por anos a fio; rastreei suas marcas e segui sua trilha de devastação até que um dia, sem menor aviso desapareceu. Não haviam mais pegadas pelos campos ou trilhas de sangue entre as árvores. Desapareceram os temores noturnos e as lendas deixaram de ser contadas a sussurros.</p>
<p>Soube então que outro caçador cruzara os campos de caça; empunhava a lança dos nórdicos e cavalgava um garanhão de pelagem branca; seus cabelos cinzentos eram emoldurados por asas de gaivotas. Uma mulher, uma valquíria. Levara o lobo dali e consigo minha liberdade presa ao peito do monstro.</p>
<p>Rumei para sua fortaleza e durante a noite tomei de assalto. Despindo-me da armadura e escudo saltei por sobre a muralha para o pátio interno. De imediato reconheci o ronco trovejante da criatura. Pé sobre pé rumei para ela com espada em punho movido pela ganância.</p>
<p>O prêmio deveria ser meu &#8211; pensei &#8211; e amaldiçoei a valquíria por tê-o tomado. Dividiria a caça com Jarl que depositara a maldição em seu peito, mas reclamaria para mim sua morte e faria de suas presas meu espólio.</p>
<p>Mas o monstro despertou com facilidade, como da vez anterior. A mesma astúcia e maleficência se denunciavam no rubor de seu olhar. Ergueu-se rapidamente mas foi detido por um pedaço de fita preso em seu pescoço. Ele testou o grilhão como deveria ter feito tantas vezes antes. Havia marcas de mordida na seda, mas nada fora capaz de destruí-la.</p>
<p>O braço esquerdo reclamou na presença da criatura e tive que consolar a espada em minha mão direita. Subi a lâmina sobre o tecido, rompendo-lhe as fibras tal qual rompia o destino traçado pelas Nornas. Por um momento pude ouvir as montanhas ruindo tão alto quanto o passo de um gato. Fazia parte de uma magia antiga, de deuses e anões e temi.</p>
<p>Temia pela fera agora liberta, que rapidamente saltou por sobre o portão e mais uma vez estava solta pelos campos. Distribuiria, sem distinção, fúria e selvageria sobre a terra, fazendo novos órfãos e viúvas. Mas apesar do meu pecado, teria de volta a esperança de liberdade, ou de morte.</p>
<p>- com base no <a title="Monstro Agrilhoado" href="http://wp.me/pq3vT-1V" target="_self">Monstro Agrilhoado</a></p>
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		<title>Sobre meu túmulo</title>
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		<pubDate>Wed, 18 Feb 2009 01:20:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Véxo</dc:creator>
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		<category><![CDATA[corvo]]></category>
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		<category><![CDATA[soneto]]></category>

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		<description><![CDATA[Noite passada tive um pesadelo, onde um lobo e um corvo negro juntos montavam guarda junto a meu túmulo posto no alto de uma  colina fria. Pouco além, a oeste da laje branca, duas árvores altas cresceram entrelaçadas: a primeira era verdejante e coberta de musgo e a segunda, cinzenta e estéril. Fato mais surpreendente [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Noite passada tive um pesadelo,<br />
onde um lobo e um corvo negro juntos<br />
montavam guarda junto a meu túmulo<br />
posto no alto de uma  colina fria.</p>
<p>Pouco além, a oeste da laje branca,<br />
duas árvores altas cresceram entrelaçadas:<br />
a primeira era verdejante e coberta de musgo<br />
e a segunda, cinzenta e estéril.</p>
<p>Fato mais surpreendente no entanto,<br />
a imensidão de pequenas gaiolas penduradas<br />
que continham as mais variadas fadas e sprites.</p>
<p>Umas debatiam-se, outras há muito silenciaram,<br />
sabe-se aguardando um fim ainda vindouro<br />
ou velando uma alma outrora derrotada?</p>
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		<title>Self-Judgement</title>
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		<pubDate>Tue, 26 Jun 2007 12:50:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Véxo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[E muitas vezes me critico, me julgo e me condeno. Por preferir isto a fazê-lo a outros, tento em vão domar o raivoso lobo em meu peito. Que meu lobo se cale quando prestar as devidas homenagens aos oponentes caídos em batalha, porque merecem-na tanto quanto os companheiros que sepultei, respeitosamente como gostaria também ser [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>E muitas vezes me critico, me julgo e me condeno. Por preferir isto a fazê-lo a outros, tento em vão domar o raivoso lobo em meu peito.<br />
Que meu lobo se cale quando prestar as devidas homenagens aos oponentes caídos em batalha, porque merecem-na tanto quanto os companheiros que sepultei, respeitosamente como gostaria também ser tratado.<br />
E, se justiça houver na morte, talvez eu não mais seja criticado, julgado ou condenado<br />
</p>
<p><span id="more-38"></span><br /></p>
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		<title>Sobre a Admiração (e quanto injusta pode ser)</title>
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		<pubDate>Mon, 18 Jun 2007 22:31:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Véxo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[1. Ás vezes fico indignado como as pessoas que eu admiro podem ter momentos fúteis, e me critico como se elas não fossem humanos como eu. Mas é estranho pensar que alguém que valoriza tanto os sentimentos e virtudes dos outros possa argumentar a favor de &#8220;ficar com quatro na mesma noite&#8221;. Eu sou muito [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>1. Ás vezes fico indignado como as pessoas que eu admiro podem ter momentos fúteis, e me critico como se elas não fossem humanos como eu. Mas é estranho pensar que alguém que valoriza tanto os sentimentos e virtudes dos outros possa argumentar a favor de &#8220;ficar com quatro na mesma noite&#8221;. Eu sou muito antiquado, creio.<br />
2. Um amigo admitiu me admirar antes mesmo de me conhecer, por tudo que falavam de mim. Eu fiquei agradecido por um momento, mas por um momento somente,&#8230; pois sabendo que dando razão aos meus atos ele condenava outros pelas suas escolhas; outros a quem eu não ouso condenar, outros a quem ouso eu admirar<br />
</p>
<p><span id="more-35"></span><br /></p>
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		<title>Pagando pelos meus pecados</title>
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		<pubDate>Fri, 01 Jun 2007 14:56:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Véxo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[leia-se ouvindo Unia &#8211; Sonata Arctica It&#8217;s hard for me to love myself right now, I&#8217;ve waited, hated, blamed it all on you]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>leia-se ouvindo <a href="http://www.sonataarctica.info/site07/index.php" target="_blank">Unia &#8211; Sonata Arctica</a><br /><i><br />
It&#8217;s hard for me to love myself right now,<br />
I&#8217;ve waited, hated, blamed it all on you<br />
</i></p>
<p><span id="more-33"></span><br /></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Errado</title>
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		<pubDate>Mon, 12 Feb 2007 12:14:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Véxo</dc:creator>
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		<category><![CDATA[sentimentos]]></category>

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		<description><![CDATA[Afinal, o que é que está errado?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Afinal, o que é que está errado?<br />
</p>
<p><span id="more-57"></span><br /></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Encarcerado</title>
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		<pubDate>Fri, 10 Nov 2006 00:02:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Véxo</dc:creator>
				<category><![CDATA[prosa]]></category>
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		<description><![CDATA[E hoje, só saio de casa quando sei que não há ninguém mais na rua. Quando todos os monstros estão aprisionados em meu próprio ser e as pessoas encarceradas no conforto das suas casas. Só então eu saio, para curtir a noite entre os faunos e dríades, tocando flautas aos deuses e demônios, dançando meu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>E hoje, só saio de casa quando sei que não há ninguém mais na rua. Quando todos os monstros estão aprisionados em meu próprio ser e as pessoas encarceradas no conforto das suas casas. Só então eu saio, para curtir a noite entre os faunos e dríades, tocando flautas aos deuses e demônios, dançando meu próprio sortilégio entre as árvores de pedra e vidro da cidade deserta. Hoje eu só saio de casa&#8230;</p>
<p><span id="more-87"></span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>O Monstro Agrilhoado</title>
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		<pubDate>Wed, 09 Aug 2006 15:51:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Véxo</dc:creator>
				<category><![CDATA[prosa]]></category>
		<category><![CDATA[ethrü]]></category>
		<category><![CDATA[lobo]]></category>

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		<description><![CDATA[- Crônicas de Ethrü Há três dias percorríamos os campos do norte em busca dos sinais do lobo, quando finalmente o encurralamos numa clareira. Parecia cansado ou tinha sono, Jarl não sabia ao certo, mas foi o primeiro a vê-lo, a grande massa de pêlos cinzentos caída por sobre a relva. Nos aproximamos cautelosos, mas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>- Crônicas de Ethrü</em></p>
<p><em></em>Há três dias percorríamos os campos do norte em busca dos sinais do lobo, quando finalmente o encurralamos numa clareira. Parecia cansado ou tinha sono, Jarl não sabia ao certo, mas foi o primeiro a vê-lo, a grande massa de pêlos cinzentos caída por sobre a relva. Nos aproximamos cautelosos, mas não o suficiente, pois o monstro nos farejou. Ergueu-se de um salto exibindo suas grandes presas.<br />
A astúcia em seus olhos denunciou que nos esperava. Ele confiava demais em sua fúria. Ele rugia ameaçadoramente e tentava nos amedrontar. Confiei minhas costas a Jarl e saquei a espada a tempo de tê-lo saltando sobre mim. O golpe foi rápido, ligeiro demais para que meu amigo disparasse uma flecha. A bocarra do monstro já envolvia meu braço esquerdo enquanto eu inutilmente tentava estoca-lhe a espada no pescoço. Arranhei-o algumas vezes, mas isto só parecia incitá-lo ainda mais.<br />
E então, num movimento súbito ergui-o sobre mim e foi então que a flecha o acertou. Jarl disparou precisamente em seu peito ferindo-lhe no coração. Mas a criatura não caiu, ao contrário, ergueu-se novamente arfante e voltando-se para o lado contrário disparou por entre as árvores.<br />
Ergui-me para acompanhá-lo, mas o elfo deteu-me pelo braço.<br />
- Sete anos, Glenn; por sete anos aquela seta irá torturá-lo em seu peito. E ao final do sétimo ano ele morrerá, se não houver um toque suave o suficiente para arrancá-la dali.<br />
Eu realmente odiava profecias ou maldições, mas especialmente as élficas, pois vinham carregada de verdade além do próprio entendimento. Então eu esperaria, por sete anos, pela morte ou pela liberdade</p>
<p><span id="more-119"></span></p>
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		<title>Fenris</title>
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		<pubDate>Tue, 29 Nov 2005 16:00:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Véxo</dc:creator>
				<category><![CDATA[prosa]]></category>
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		<category><![CDATA[monstro]]></category>
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		<description><![CDATA[Estendeu para mim sua mão, calejada do trabalho, uma mão nobre, de um homem correto, integro, honrado. E eu a agarrei, porque precisava de ajuda para me erguer e galgar as escarpas rumo a superfície, o que era difícil e penoso. A mão amiga era tudo que eu tinha. Agarrado com força eu a machuquei, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Estendeu para mim sua mão, calejada do trabalho, uma mão nobre, de um homem correto, integro, honrado. E eu a agarrei, porque precisava de ajuda para me erguer e galgar as escarpas rumo a superfície, o que era difícil e penoso. A mão amiga era tudo que eu tinha.</p>
<p>Agarrado com força eu a machuquei, senti o gosto do sangue descendo por entre as presas, era quente, suave e amargo. E ele sentiu a dor por aproximar-se a um monstro imundo e cruel. Assim eu era.</p>
<p>Assim que meus olhos avistaram os campos a volta senti o peso da confiança nos grilhões frios que me ataram ao pescoço. Numa corrente em aço enegrecido me prenderam, a uma grande rocha me ataram; de modo a vislumbrar toda a beleza da vida ao meu redor, tendo somente a rocha árida por lar.</p>
<p>E eu era assim, um monstro imundo e cruel, um Fenris agrilhoado&#8230;</p>
<p><span id="more-216"></span></p>
]]></content:encoded>
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