out 18 2013

Elogio

Infelizmente estou longe. Mas… Precisava sair sim. Conversar. Acho que ninguém conversa tão bem sobre a morte quanto você…


ago 31 2012

Glossário

Véxo s. m.

Animal cinzento e estranho, que possui cicatrizes pelo corpo. São pacíficos, gostam de tecnologia, mas não de excesso de socialização.

Têm a tendência de permanecer fiéis a sua matilha, mas são ariscos com outras espécies. Suas matilhas possuem apenas um exemplar, pois têm o costume de escolher matilhas de espécies diferentes, mas desprovidas de outros véxos. Também não trocam de matilha, e por isso a hostilidade com outras espécies.

– definição por Amanda Onishi


mar 27 2012

Coletor de Migalhas

Segue a comitiva entre os cães. Traz consigo peças diversas de armaduras presas sobre o gibão. Malha e placas, uma no ombro, outra no punho, talvez um gorjal amassado. Parecem ter sido coletadas e unidas a partir de diversos conjuntos diferentes. Tem consigo um escudo sem brasão. Foi apagado, ou rasurado há muito tempo.

A barba por fazer é falhada junto ao queixo. A face encovada e mãos ossudas que tremem ligeiramente. Os olhos sem cor, seguem fixos ao chão. Por vezes encontra algo a que atribui algum valor, e coleta. Põe tudo numa grande sacola que enverga-lhe as costas. Não parece haver muito, mas é suficiente para reduzir-lhe as passadas.

Dizem alguns que são as sobras da comitiva real que coleta. Outros, que é menos que isto. Mas ele parece não se importar, ao contrário, baixa a cabeça as críticas dos senhores e seus cavaleiros. Dizem que ele mesmo foi cavaleiro outrora, e que a espada que carrega a bainha, o único e verdadeiro presente de uma rainha.


jan 4 2012

Mármore, pt.1

Queen… By aaronpocockHá algo especial na maneira que sorri,
e uma beleza lacrimosa em seu olhar.
Há um jeito todo particular de me reger,
que envolve orgulho, responsabilidade
[ e pesar.


dez 17 2010

Versos calados

Uma florzinha pálida e sem cor,
pétalas descoloridas despencando,
um choro reprimido, coração acuado.

Tentam arrancá-la de seu lar,
romper seu elo com o mundo
e eu não sei como segurá-la.

Ela se aninha em meus braços
buscando a cumplicidade
que somente a amizade dispõe.

Nesta noite chora minha rainha,
e nenhuma estrela há de brilhar
quando até a poesia se cala.


dez 3 2010

A Æthelflæd

… Eu havia escapado de Alfredo e sentia apenas alívio pela liberdade encontrada, mas agora sua filha me convocava. E Pyrlig estava certo. Alguns juramentos são feitos com amor, e esses não podemos voltar.

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jul 13 2007

O que o inverno trouxe

O inverno trouxe sua rainha, lembranças de anos passados, e também meu anjo da guarda

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jul 3 2007

Il Valpolicella

Il colore è rosso rubino carico, il profumo vinoso, gradevole, caratteristico, che ricorda talvolta le mandorle amare, il sapore asciutto o vellutato, di corpo, amarognolo, sapido armonico.

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jul 28 2006

Damas da Saudade II

Amanda é uma rainha; ela me critica pelos meus defeitos e raramente me elogia pelas qualidades, mas quando o faz é de uma maneira tal que eu não posso sequer negar. Ela canta (e encanta) quando canta clássicos doces e infantis da Disney e aquelas canções que sabe, instintivamente, representarem muito para mim. Ela se preocupa comigo e isso é estranho, porque deveria ser eu a cuidar dela, não contrário. Espero que ela encontre seu caminho, embora saiba que este possivelmente irá levá-la para longe

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jun 21 2005

Crônicas Noturnas

Frio; ela ainda sentia o frio. Era estranho, e inesperado, mesmo porque não havia pele para tremer, ou nervos para sentir, nem mesmo carne ou ossos ela possuía. Somente um bloco rígido de vidro opaco que ostentava uma aura alva fantasmagórica; especialmente durante as noites de lua clara.
A rainha de vidro permanecia de pé no centro do jardim, cercada por cravos vermelhos e brancos. Na base rochosa crescia lentamente uma trepadeira de folhas pequeninas e muito verdes. O inverno já vinha avançando e o jardim ainda não havia perdido suas cores, como que uma corte, que não se dissipa antes da despedida de sua rainha. Esta, por nunca haver temido o frio, não possuía motivos para abandonar seu esquife cristalizado.
Mas hoje a rainha sentiu o frio; um frio estranho que partia de dentro, crescendo pela coluna invisível e arrepiando-lhe a nuca. Um frio muito mais palpável do que uma mera sensação; muito mais aterrador do que um simples pressentimento

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