ago 3 2010

Sobre a Morte, por Drizzt Do’Urden

Estou morrendo.

A cada dia, a cada sopro de ar que aspiro, mais me aproximo do final de minha vida. Pois que nascemos com um número finito de alentos, e cada uma de minhas inspirações conduz a luz do sol que é minha vida rumo ao inevitável crepúsculo.

(…)

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jul 28 2010

Sobre a Nostalgia, por Drizzt Do’Urden

Drizzt Do'Urden

A nostalgia é, talvez, a maior de das mentiras que todos nós contamos a nós mesmos. É o lustro do passado a se adaptar às sensibilidades do presente. Para alguns, isso traz um certo consolo, um sentido de identidade e origem, mas outros, acho eu, exageram essas lembranças alteradas e, por causa disso, ficam paralisados diante da realidade.

Quantas pessoas anelam por aquele “mundo passado, mais simples e melhor”, eu me pergunto, sem jamais reconhecer a verdade de que talvez elas é que eram mais simples e melhores, e não o mundo ao seu redor?

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maio 28 2008

Arrumando a Casa

Foi a muito tempo, e tanto foi feito neste ínterim. Existem novidades, é claro e alguns novos objetivos começam a despontar conforme uns outros são deixados de segundo plano e outros são concluídos:

  1. Após minha formatura não consegui aprovar nenhum artigo, mas este ano, para minha surpresa fui aprovado para o WEI (Workshop sobre Educação em Computação);
  2. Meu nome também tem aparecido na internet vinculado a um outro blog, o Tomo 4ᵉ, onde publico teorias a respeito do D&D 4ª Edição;
  3. Junto a livraria Época e a Nikkori, estou organizando um evento de RPG, o D&D Game Day aqui em Itajaí; e
  4. Não menos importante, o Caindo ganha seu próprio endereço .com.br.

Estou tentando despertar um pouco de criatividade para minhas prosas e contos, mas não tem sido fácil. Estou prático demais nestes últimos tempos…


abr 30 2007

Ás vezes as coisas não vão tão bem

leia aqui

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ago 16 2004

Adeus, meu Amigo

Uma estranha sensação de dever cumprido, foi o que senti quando a lâmina fria de minha espada trespassou a garganta do monstro. Meus braços foram empurrados uns contra os outros e podia ouvir minhas costelas estalando, mas a luz que furtivamente escapou do ferimento me trouxe tranqüilidade e paz.
Eu sabia que eles estavam lá fora, e lutavam também por mim. Sabia que eles não deixariam meu sacrifício em vão. Sabia, sem saber porque, que tudo ficaria bem novamente. Eu havia triunfado.
O sorriso de Katheryne brilhou outra vez no escuro, lembrando-me de porque eu lutara. O reino estava ameaçado, meus amigos eram caçados, mas diante disto tudo protegê-la ainda era minha prioridade.
Era mais do que dever ou devoção, era amor.

E, no final de anos de campanha, terminou-se. Estes foram os últimos pensamentos do meu personagem. Sinto um orgulho estranho dele, pois sei que ele é um vitorioso, mas sinto não poder mais vê-lo novamente.
Adeus, Harold Audrey, amigo. Que os céus te conservem em paz e que teus feitos durem a eternidade de um reino, um reino de fantasia.

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set 30 2003

Novidades?

  • Anderson me liga ontem no meio da tarde: chegou tua encomenda. DragonQuest. Bons velhos tempos.
  • Jackson com namorada longe, longe… todos já sabem o que eu acho.
  • Terminei os canais, mas tem outras coisas a consertar nas presas.
  • Ah, sim… Glenn aceitou o presente.Isto quer dizer,

Bem, isto significa que dentro em breve eu serei sócio do grupow, a empresa onde trabalho (ou trabalhava, em certos sentidos).
Queria aproveitar e agradecer a todos os vanires que me auxiliaram na minha decisão, aqueles que me disseram que eu deveria ou não deveria, aqueles que não deixaram claras suas opiniões, mas me estenderam uma luz e mesmo aquela que tenho que confiar cegamente… coisa que nem precisava me pedir.
Obrigado mesmo.
Novos caminhos, novas trilhas, novas batalhas… Estarei pronto? 

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set 25 2003

Tempo de Mártires, parte 2

O sentinela galgou os degraus que conduziam ao patamar mais alto da vila erguida sobre as árvores. Por onde caminhava, uma vasta quantidade de cordas finas entrelaçadas sustentava as plataformas e pontes, com seus vastos pilares esculpidos na madeira ainda viva, com pequenos detalhes semelhantes a folhas e minúsculos animais que pareciam rastejar por todos os lados.
Ele caminhou decidido até o centro da plataforma, onde um elfo ruivo erguia com força um arco, demonstrando aos jovens a maneira correta de manejar a arma. Em seus cabelos havia uma pequena tiara de folhas douradas e ele usava também os braceletes da regência, feitos em couro. Nenhum dos adornos era realmente necessário, visto que todos conheciam a face de Glórien, mas por respeito à tradição ele ainda usava-os, e parecia bastante incomodado com isto.
– Milorde.
– Sim, Sigélof – respondeu Glórien, voltando-se para o sentinela – o que houve?
– Há um senhor no portão querendo falar-lhe.
– Quem?
– É um forasteiro, milorde; um humano. Ele disse que conhecia-o e pediu para anunciar-se como Aurin.
– Aurin…
As palavras de Glórin se perderam em suas lembranças, mal podia ocultar a surpresa ou a alegria enquanto caminhava ao portão, apressado. Não esperararia até que Aurin fosse até ele, de maneira alguma. Mas logo a surpesa se transformou em espanto. Diante do portão, curvado sobre sua bengala adornada, o velho homem mal conseguia caminhar.
Ergueu os olhos para o alto procurando pela fisionomia do amigo, e sob o capuz pode-se ver sua face enrugada, as sombrancelas grossas e a barba alva e comprida. Ela tinha pelo menos a metade do tamanho na última vez que Glórien o havia visto. Em seu olhar já se perdera o brilho de vivacidade e curiosidade que ostentava com tanto orgulho, agora substituído por um cinza opaco, daqueles que demonstra um profundo conhecimento, e uma exaustão proporcional. Glórien fitou o amigo por um breve momento e teve pena. Não havia calculado o quanto o tempo corria depressa para os humanos.
– Olá meu amigo – disse com esforço o ancião – faz muito tempo não?
– Muito, muito tempo Aurin. Dias que não mais voltarão.
– Mas as velhas batalhas retornaram, meu amigo, retornaram. Trago notícias de seu interesse.

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set 5 2003

Resumo da Semana:

Eu tenho trabalhado preocupado com a semana que ainda vai vir. Tenho muito trabalho que só vai ser resolvido na semana que vem.
Ainda jogando RPG com a galera nova, e possivelmente nesta semana ainda vou ter uma sessão de Lobisomen e Vampiro. Acabou minha vida boêmia pelo jeito.
O Ferio me deu o cano e o Dai está bastante isolado, mas a Karol resolveu aparecer. Estava realmente precisando conversar e eu adorei isto. recebi e-mail da minha estrela noturna.
Planos? Otakuseikatsu para este final de semana… os Cavaleiros também. Quem sabe alguma coisa de Conto de Natal (já) e o Walhalla!

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set 2 2003

Tempo de Mártires

O vento soprava entre as árvores retorcidas de Thornwoods, erguendos as folhas secas que o outono deixara. As árvores pareciam chorar ante os golpes da ar, estalando e contorcendo seus galhos. Tudo ao alcance da vista era pardo e amarelado, a não ser pelas duas figuras montadas no centro de uma clareira.
De um lado, a silhueta imponente e estática de um cavaleiro real. Ele e seu holsteiner estão quase totalmente cobertos por placas de metal escuro, e portam as cores da guarda real em suas vestes e escudo. Os olhos verdes brilham inquisitores entre as fendas do elmo de Mikal.
No extremo oposto, Honus, bem mais humilde, tenta controlar sua montaria, tão impaciente quanto ele próprio. Traja uma capa de couro curtido e tem os cabelos negros sobre os olhos.
Ambos possuem suas espadas desmbainhadas brilhando, entre pequenos pontos de luz solar que foge a cobertura espessa das folhas dos carvalhos e olmos que os rodeiam. Eles hesitam por um momento, inertes.
E então disparam rapidamente, os cascos batendo com força contra o solo, erguendo nuvens de poeira que brincam no ar, tomando as mais variadas formas. As montarias se cruzam num breve momento, e o choque das espadas provoca um som metálico alto e grave.
Mikal avança alguns metros ainda, com o estômago latejando. Honus obviamente havia tentado golpeá-lo entre as placas da armadura e falhou, mas o golpe foi preciso o suficiente para chocar as placas contra as outras, e contra seu ventre. Sua espada, ao contrário, está coberta pelo sangue do oponente.

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ago 15 2003

As últimas da Mostra:

Assisti somente uma peça ontem: Crepúsculo. E gostei. Atirem pedras se quiserem, afinal conheço nada de teatro; mas eu gostei. É melancólia, depressiva, violenta… como eu ás vezes. Mas não por isto que gostei. Se fosse eu, amaldiçoado a viver a eternidade em Greywaste, faria o mesmo.

Estranho as pessoas que não dizem o que pensam. Têm seus motivos, é verdade… mas ainda assim estranhas.
Não assisti a primeira peça porque fui resolver problemas de família. Cada vez mais eu admiro o meu pai, quando comparo-o aos irmãos.
Encontrei a garota de sobretudo, também. É engraçado como algumas pessoas pensam na exclusividade e disponibilidade de meus ouvidos. Estas não ganham meu apreço.
E a lua, fugiu de mim ontem, escondeu-se. Saudade do toque gélido e dos lábios incinerantes.
E saudade da galera… Thor, Toni, dados espalhados pela sala e livro de GURPS aberto no capítulo de Armas e Equipamentos. Motocicletas e Cartas Selvagens.
E de uma estrelinha que me faz muita falta.

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