jul
28
2011
- Minha mãe perguntou qual o livro você estava lendo.
É bom ser reconhecido pelos meus hábitos novamente, sejam os literários, poéticos ou boêmios. Isto me remete a uma época em que o frio imperava durante as manhãs e as noites e eu poderia ser visto vagando em silêncio, com um livro em mãos, imerso em um mundo que não o vosso.
E hoje a lembrança se aviva: há novamente um livro com páginas marcadas ao meu lado e um agasalho para as manhãs mais gélidas. Enquanto sigo errante para ou do trabalho leio contos do Neil Gaiman em Coisas Frágeis ao som melódico do Sonata Arctica.

- Ela disse que você estava bonito em claro.
Nunca me admirei em verdade. Não me acho narcisista ou devotado a aparência e, neste caso não acredito que era ao meu cabelo desgrenhado e barba por fazer que se referia. Mas vestia uma camisa de flanela branca e cinzenta e acredito seguramente, que o elogio se deve a meu porte e a aura que irradio quando confronto esse saudosismo envergando minhas cores cinzentas, o branco sobre negro, as virtudes sobre meus ressentimentos…
nenhum comentário | tags: frio, gaiman, lembranças, silêncio, sonata | em pessoal
out
7
2010
trecho da música The Misery – Sonata Arctica
…
Seven lonely lies written on Deadwinter’s night,
open the only book with the only poem I can read
In blood I sign my name and seal the midnight with a tear,
burn the paper, every line for them I cried…
If you fall I’ll catch, if you love I’ll love,
and so it goes, my dear, don’t be scared, you’ll be safe,
this I swear. If you only love me back
…
nenhum comentário | tags: sentimentos, sonata | em citação, música
fev
17
2010
Finalmente os dias cinzentos. Trazem consigo manchas negras aos meus olhos e fios opacos aos meus cabelos. A maturidade desperta a certeza de que o caminho há muito foi traçado, que a trama há muito foi tecida.
Muitas vezes a vida é limitada e sobram poucos mistérios além da morte. Os dias em que a luz fluiu radiante entre as nuvens ficaram para trás. Sinto o tempo em minhas veias, e já não posso mais correr tão rápido ou me erguer tão alto quanto outrora.
Em meus dias de orgulho, as fiandeiras julgaram-me criminoso e mentiroso, e assim declarado exigiram-me promessas e arrependimento. Promessas que devo manter, e pouco possa fazer em contrário. Apesar disto não haverá redenção ou reabilitação, nenhum caminho novo a seguir.
Como as nornas não percebem o que está errado? Como podem estar cegas à guerra sendo travada, às batalhas que me acompanham diariamente. Fecho meus olhos e imagino as glórias que não voltarão, os últimos raios de luz destacando as formas ao entardecer.
nenhum comentário | tags: cinzento, my dying, sonata | em prosa
jul
12
2007
relembrando o post de um ano atrás
› Continue lendo
1 comentário | tags: bela, lembranças, sonata | em música, pessoal
jun
1
2007
leia-se ouvindo Unia – Sonata Arctica
It’s hard for me to love myself right now,
I’ve waited, hated, blamed it all on you
› Continue lendo
nenhum comentário | tags: lobo, sonata | em música, pensamento