out
14
2005
Nesta rua, nesta rua tem um bosque,
que se chama, que se chama solidão;
dentro dele, dentro dele mora um anjo,
que roubou, que roubou meu coração.
…
Eu nunca gostei muito da cultura brasileira, mas o folclore em especial me atrai muito… descobri isto vendo “Hoje é dia de Maria” ontem. Pode parecer estranho, mas as cantigas, os personagens (mesmo aqueles estrangeirismos adaptados) eu considero muito ricos. Gosto de peças de teatro e concertos, porque em sua maioria evocam este foclore popular. É um vibe diferente, mas eu me sinto atraído.
Hoje tem mais
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ago
17
2003
das Margaridas: ótimo texto, interpretação perfeita, tão bom quanto o que o Ferio havia me comentado. Até mesmo o Trevisan gostou. Tem o melhor do Crepúsculo, com certeza.
A Lu acabou não aparecendo em nenhum dos espetáculos. Perdeu.
Matei a saudade da minha segunda família.
Bem, o final de semana geralmente me faz muito bem.
Mas o frio, ou a solidão me jogaram novamente contra o abismo. Eu olhei para baixo e ele olhou para mim… só que desta vez quem sorriu fui eu. Como pode alguém caminhar tão próximo do precipício. Por quanto tempo ainda será que eu consigo desafiá-los?
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ago
15
2003
Assisti somente uma peça ontem: Crepúsculo. E gostei. Atirem pedras se quiserem, afinal conheço nada de teatro; mas eu gostei. É melancólia, depressiva, violenta… como eu ás vezes. Mas não por isto que gostei. Se fosse eu, amaldiçoado a viver a eternidade em Greywaste, faria o mesmo.
Estranho as pessoas que não dizem o que pensam. Têm seus motivos, é verdade… mas ainda assim estranhas.
Não assisti a primeira peça porque fui resolver problemas de família. Cada vez mais eu admiro o meu pai, quando comparo-o aos irmãos.
Encontrei a garota de sobretudo, também. É engraçado como algumas pessoas pensam na exclusividade e disponibilidade de meus ouvidos. Estas não ganham meu apreço.
E a lua, fugiu de mim ontem, escondeu-se. Saudade do toque gélido e dos lábios incinerantes.
E saudade da galera… Thor, Toni, dados espalhados pela sala e livro de GURPS aberto no capítulo de Armas e Equipamentos. Motocicletas e Cartas Selvagens.
E de uma estrelinha que me faz muita falta.
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ago
14
2003
Quarta-feira teve Perras, uma peça argentina muito cômica sobre dois homens e seus cachorros (na verdade cadelas). Cara, eu realmente imaginava os cães correndo pelo palco.
Em compensação Revue é ruim… tipow, garotos punks de 13 anos: eles têm a ânsia, o desejo, a vontade… falta direção e técnica.
Outem eu vi Fulano e Sicrano, tão boa quanto Perras… uma encenação cômica que mais parecia um desenho animado. Troféu Monte Phyton.
E também o Pequeno Príncipe… adorei tanto quanto o Menino do Dedo Verde. A Cia. de Atores (ex -Infantil) é muito boa. Eu fiquei com vontade de levar a atriz que interpreta o príncipe para casa, a risada dela é muito… sei lá… é gostoso de ouvir sabem.
E a lua, denovo ela… ainda brilhando alta no céu. Dormi aos seus olhos, sonhando com outra.
Preciso viver. Sentir o frio, o coração acelerando… preciso da fantasia, sabe. Você pode conseguir viver o mundo real, mas eu não.
Eu tenho um amigo que eu considero elfo. Imaginem só, se todos deixarmos de acreditar na fantasia… ele pode deixar de ser o que ele é… ou até mesmo morrer.
Não vou parar de fantasiar, de sonhar acordado… porque ainda vejo olhinhos brilhando quando conto sobre os bosques e os elfos, sobre os dragões que voam sobre os vales, e as espadas que brilham. E sobre o amor que é verdadeiro.
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ago
12
2003
Eu nunca guardei rebanhos, mas é como se os guardasse
Orpheu surpreendeu, bem mais que a peça argentina. Fernando Pessoa era um louco e tanto.
O Menino do Dedo Verde eu já havia visto, mas repeti para acompanhar o pessoal. É sempre muito engraçado.
Conheci uma garota demais, totalmente meiga e nem um pouquinho tímida. Ela gosta de declamar, vejam só.
Corri para casa com os olhos voltados para o alto… as estrelas roddopiavam em minha frente mas a lua me instigava, acordando o lobo em mim… ele quer arrebentar as correntes e fugir, talvez se vingar. E eu não posso fazer muito para impedir.
A noite trouxe o frio, e o frio veio trazer prazer, e o prazer é doloroso, impulsiona o sangue, que me desperta a fúria, a fúria ao ver a lua alta contra o céu estrelado, estrelas que vieram com a noite. A noite trouxe o frio…
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ago
11
2003
O final de semana salvou os meus medos da semana que se passou. Claro que muitas das coisas ainda me incomodam: faculdade, dinheiro, saúde, amigos… amores.
Nada mais de promessas.
- Se ela morrer no fim, eu te mato!
Ontem iniciou-se a Mostra de teatro. A primeira performance “El Dragón y su Furia”, a despeito do nome, é uma peça um tanto filosófica. Um homem e uma mulher, discursando sobre a evolução humana e do intelecto. Não me agradou tanto como peça em si, mas posso ressaltar a expressividade dos atores, principalente nos momentos mais encalorados da discussão. Arrancou risos da platéia. Risos? Mas não era para ser sério? Creio que o excesso de expressividade e os textos castelianos pareceram cômicos, mas não se enganem… a peça é séria; mas não dramática.
Hoje tem Orpheu e O Menino do Dedo Verde.
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abr
22
2003
FErio voltou a falar comigo, ao menos é o que aparenta. Nada ainda foi explicado, o que me deixa um pouco receoso, mas tudo a seu tempo, não é mesmo? Pulga e Haruko se estranhando por causa dele… dele? Ergh!
A encenação foi muito boa… eu interpretei um “filho-da-puta” completo. Maldito narizinho-empinado. Mas estava show. Adorei o Toni e a Ciss aparecendo do meu lado no meio da procissão. E aí gente
Assistimos o “Menino do Dedo Verde” no domingo. Só me decidi dentro do ônibus… quer dizer, a moeda de 10 centavos que decidiu por mim: Cara!
Criei uns sketches para o Salão de Artes… vou tentar trabalhar neles hoje. Me desejem sorte.
Grande pensamento do final de semana: só um grande pássaro desajeitado, com as penas arrepiadas, grandes patas negras e um bico amarelado.
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