jan 25 2012

Sister named Desire

- Tori Amos

Got a sister named Desire
They don’t let you
Like those little boys
By their house
On the backyard swing
I know of it ’cause
I thought we told
Some little sweet stories
In the parking lot

They say that girl lost her sway
The say that girl lost her sway
That day (…)


jan 19 2012

Novos Links

Face ur fears. Live ur dreams.
Blog da Stéfani, que eu conheci este ano, adicionei e já fiz unsubscribe inclusive. E isso só nos tornou mais amigos!
Ela já teve outros blogs e começou a escrever este em inglês, aparentemente para treinar. Penso que talvez ela consiga se expressar ainda melhor no idioma não nativo.

Vacuum
Da Patrícia Kawamoto, amiga de uma amiga que eu admiro há bastante tempo. Deve ser dela cada acesso ao meu blog oriundo de Maringá.
Segundo ela, blogs são a melhor coisa que já inventaram na internet e embora não escrevesse em nenhum, lê vários. Decidiu se dedicar mais a escrever este ano, fato que eu vou cobrar insistentemente.

E, fora isto, esperando pelo novo blog da Amanda que deve despontar no próximo mês.

PS: não deixem de conferir os outros links ao lado.


jan 19 2012

A Contenda

Uma flâmula azul tremulando no horizonte foi o que me chamou atenção naquela tarde. Havia, é claro, nuvens de poeira e o clamor do aço contra o aço mas o cisne argênteo sobre o campo l’azure capturou meu olhar. Conhecia o estandarte, conhecia seu portador.

Saltei de sobre as muralhas e corri a seu resgate, temendo pelo pior. Mas sequer poderia se comparar ao que eu veria em campo: o cavaleiro, portando completa armadura de placas conduzia seu garrano violentamente contra um oponente idêntico a si.

O choque das lanças arremessava lascas de freixo, algumas tão extensas quanto meu antebraço, ao ar. Escudos tinham as tinturas gastas pelo embate e as placas aqui e ali apresentavam deformações diversos. Em lastimável estado se apresentavam os cavaleiros, ofegantes e exaustos da batalha.

Eu não podia ver suas faces e a falta de discernimento não permitiu-me tomar partido embora, nos movimentos de olhos e gestos de ambos os reconheci o guerreiro sob a armadura. Meu amigo duelava contra si, indeciso sobre desistir ou subjugar a si mesmo. De imediato, larguei a espada e adotei meu papel na contenda: seria eu a confortar o derrotado.


jan 11 2012

Pressão

Enquanto a pressão aumenta,
enquanto os vasculares se dilatam,
ardem meus olhos sobre as velas,
lendo as palavras que escrevi
[ e nunca proferi.

Sinto minha mente ferver
em uma caçarola de tormentos
que me desfaz aos poucos
entre leite-de-coco, gengibre
[ e pimenta.

Não importando onde vou,
me persegue e me alcança,
tortura-me novamente os sentidos
devora-me novamente o sono
[ e digere-o.


Versos alimentados por uma receita tailandesa do Toni, uma música do Anathema e meus próprios escritos.


jan 4 2012

Mármore, pt.1

Queen… By aaronpocockHá algo especial na maneira que sorri,
e uma beleza lacrimosa em seu olhar.
Há um jeito todo particular de me reger,
que envolve orgulho, responsabilidade
[ e pesar.


jan 3 2012

in the Shroud (remembering Bones)

(…)

I dont have the time for a drink from the cup
Let’s rest for a while ’til our souls catch us up

Bring on the wonder
Bring on the song
I pushed you down deep in my soul for too long

- Bring On The Wonder, by Susan Enan


dez 26 2011

Self-recognition

In some folklore fairies (or sidhe) have green eyes and often bite. Though they can confuse one with their words, fairies cannot lie. They hate being told ‘thank you’, as they see it as a sign of one forgetting the good deed done, and, instead, want something that will guarantee remembrance.

- verbete Faerie, na Wikipedia (EN)


dez 22 2011

Palavras não ditas…

In my dreams I can see you
I can tell you how I feel
In my dreams I can hold you
And it feels so real

I still feel the pain
I still feel your love

- trecho de One Last Goodbye, Anathema


dez 19 2011

Doom Metal

A gaveta de madeira emitiu um som denso ao ser arrastada para fora. Estava abarrotada. Quando escriturário, adquiriu o hábito de coletar todos os papeis que parecessem meramente importantes. Diversas contas já pagas ou vencidas, algumas das quais protestadas; certificados de diversos cursos e aptidões, as cópias de certidões das duas filhas, de vacinação do gato, e no fundo, bem ao fim da gaveta um envelope pardo amassado envolvia um peso de papel incomum.

Era denso e pesado, e enquanto desembrulhava-o era possível sentir o frio do metal contra o papel. Mesmo sem vislumbrá-lo era possível sentir a ansiedade e desesperança que invocava. A empunhadura não era tão fria, em material que imitava madeira encaixava-se de modo débil na mão que tremia. Parkinson o doutor lhe dissera.

Algumas folhas voaram gaveta abaixo, espalhando-se pelo chão enquanto ele o puxava para fora. Papel contra a pele provoca o som arrastado e distinto, que lembrava o trovejar distante do prenunciar da tempestade. Mas não haveria chuva; a tempestade iminente tinha outra origem, num orifício de metal próximo de um centímetro de diâmetro que despeja pólvora, fogo e destruição.


dez 15 2011

Sob a cama

Você é meu silêncio,
decomposto e esquecido
sob o estrado da cama…