Stand by
Life will knock us down, but we can choose whether or not to stand back up.
Ou, no meu caso, permanecer de pé…
Life will knock us down, but we can choose whether or not to stand back up.
Ou, no meu caso, permanecer de pé…
Percorro as ruas de calçadas fragmentadas entre as quais cresce a erva daninha. Apesar do que o nome sugere, a planta não é verde, ao invés tão cinzenta quanto a calçada. Cinzento também o asfalto, os muros e os panfletos neles colados.
Grisalhos e opacos os cabelos e os olhares dos transeuntes, alheios ao germinar da erva e das árvores cinzentas. Nem mesmo o gato que atravessa a estrada em disparada é completamente negro.
Ao subir a ladeira me deparo com o único ponto colorido em meu universo: os céus, acima dos edifícios e telhados exprime uma suave cor púrpura que se mescla ao horizonte banhado pela suave radiância de nossa lua argêntea.
Estou morrendo.
A cada dia, a cada sopro de ar que aspiro, mais me aproximo do final de minha vida. Pois que nascemos com um número finito de alentos, e cada uma de minhas inspirações conduz a luz do sol que é minha vida rumo ao inevitável crepúsculo.
(…)
Du hast ihn getötet, hast ihn erstickt mit deinen Taten
Ihn verstoßen, ausgenutzt und sein Gefühl verraten
Er liebte doch so stark, wie ein Mensch nur lieben kann
5 Jahre lang, hab ich dich geliebt
5 Jahre lang, gegen alles, was es gibt
5 Jahre lang, meiner Liebe Untertan
zur Hölle fahr’n
- trecho de 5 Jahre, L’Âme Immortelle
- publicado originalmente em 29 de julho de 2008
Ela se foi; nas últimas horas de Julho partiu, levando consigo o frio e a paz. Silenciosamente, a noite se foi…
em 16 de março de 2010, às 22:53 por Véxo
Em meio as névoas farejei meus fantasmas. Caminhavam mãos dadas sem perceberem minha presença, e eu lentamente os segui. O branco leitoso encobria a visão ou talvez os próprios fantasmas, alvos na névoa tornaram-se invisíveis. Mas ainda podia farejá-los. Ao menos assim o pensava.
Poucos metros tinha adentrado quando também o odor dissipou-se. Erguendo as narinas busquei um resquício de sua presença e não encontrei. Fora ludibriado, para a…
[ inacabado ]
Quase uma Era se foi. Para os elfos não pareceu mais que meia década, mas para os humanos toda uma geração envelheceu e partiu. Para a maioria dos humanos ao menos.
Apesar dos anos permaneço de pé, com as costas retas, a face altiva. A velhice me atingiu de sua maneira arrebatadora, tingindo em prata meus cabelos e ofuscando o brilho do olhar.
Mas a morte não veio, não levou consigo a vivacidade e o ardor de um guerreiro.
Mas isto porque, e somente porque, me nego a desistir, me agarrando aos últimos fiapos de esperança, às promessas e àquela vontade de vislumbrar o fim…

A nostalgia é, talvez, a maior de das mentiras que todos nós contamos a nós mesmos. É o lustro do passado a se adaptar às sensibilidades do presente. Para alguns, isso traz um certo consolo, um sentido de identidade e origem, mas outros, acho eu, exageram essas lembranças alteradas e, por causa disso, ficam paralisados diante da realidade.
Quantas pessoas anelam por aquele “mundo passado, mais simples e melhor”, eu me pergunto, sem jamais reconhecer a verdade de que talvez elas é que eram mais simples e melhores, e não o mundo ao seu redor?
Acordamos no alvorecer perfeito de Lughnasa. Houve ocasiões de pura felicidade em minha vida, e aquela foi uma. São ocasiões, acho, em que o amor está no mesmo passo da existência, ou talvez quando os Deuses querem que sejamos tolos, e nada é tão doce quanto a tolice de Lughnasa. (…)
- Derfel em O Rei do Inverno, das Crônicas de Artur de Bernard Cornwell
Algumas vezes surge no meu peito um grito que eu mantenho abafado. É um grasnado gutural, › Continue lendo