ago 1 2009

5 Jahre lang

Du hast ihn getötet, hast ihn erstickt mit deinen Taten
Ihn verstoßen, ausgenutzt und sein Gefühl verraten
Er liebte doch so stark, wie ein Mensch nur lieben kann
5 Jahre lang, hab ich dich geliebt
5 Jahre lang, gegen alles, was es gibt
5 Jahre lang, meiner Liebe Untertan
zur Hölle fahr’n

- trecho de 5 Jahre, L’Âme Immortelle


jul 9 2009

I’m losing

inspirado em Cardigans’ – My Favorite Game

Pegou o carro, o mustang velho de guerra com a lataria carcomida pela ferrugem e uma única calota restante. Acelerou; tanto quanto podia. Poeira e pequenas pedras do asfalto voavam para trás, para o passado. Á frente somente o negro do asfalto, o vermelho do deserto e o horizonte azulado.

Chegaria a tempo? Chegaria inteiro? Chegaria..?

Seu jogo favorito era lutar contra o tempo, contra as expectativas contrárias. Mas perdia. Sabia que lutava, perdia, e gostava. Um clube da luta, que nada, tornou-se membro exclusivo de um clube para os caídos. Mas agora, caindo ao horizonte só havia uma direção a tomar.

Para frente, para o horizonte. Para ela?

Conforme o sol descia ao horizonte e o azul se tornava negro, viu as lágrimas dela pontilhando o céu. O ponteiro do velocímetro continuava no máximo, mas o de combustível reduzia lentamente. Uma a uma apareciam em sua negra tez. Quis tocá-la, mas sua velocidade não era suficiente.

Ele nunca foi o suficiente para ela.

Manteve o pé firme no acelerador quando ela surgiu, de faróis altos e ofuscantes. Vinha do horizonte tão rapidamente que ele mal pôde abrir os braços para recebê-la. Ela o arrematou e jogou ao ar. Parecia voar, finalmente para os braços da Noite.


jun 4 2009

É junho e faz frio…

É junho e faz frio, finalmente o frio. Tive saudades e temi que ele não viesse outra vez, mas cumpriu o prometido.
Ano sim, ano não, me faz tirar do armário o sobretudo, minha segunda pele e sentir novamente prazer em caminhar pela noite.

A lua, meio encoberta pelas nuvens (ou seria névoa?) me observa curiosa, atenta. Sua luz argêntea não chega a tocar-me na escuridão. Pertenço a ela, creio. E ao frio, e me criaram como pai e mãe pouco zelosos, arremessando-me para o seio da vida. Dolorosa e doce vida.

Filha da escuridão também a morte. Minha irmã, minha cara-metade, anseio dos meus dias, fonte do meu desejo. Se esgueira pela noite e foge, correndo por vielas que não aquelas que freqüento. Certo dia ainda a encontro, ou me encontra, não sei ao certo.

Enquanto isso a noite avança vagarosamente, cobrindo de lágrimas brilhantes o negrume da escuridão e trazendo o toque do pai para junto de meu peito. Dedos como adagas, sopro como o hálito de um dragão; sua voz me perturba e atordoa. Pai.

Renasço do frio….


mai 17 2009

Folkie

São eras que se passam, milênios enfim,
sucedem-se  deixando um legado maior
que os monumentos em ruínas.

As histórias de um povo, contos de outrora,
são passados de pai a filho
como se meras recordações.

Mas são os fantasmas nas sombras,
a ouvir as histórias mais uma vez
que se regozijam pela lembrança.

 Nem mortos nem vivos,
desejam nada mais enfim
que reviver as eras que se foram.


abr 15 2009

Achei você

Graças ao Patch Adams, e por Paulo Neruda, encontrei estes versos:

A Dança

Não te amo como se fosses a rosa de sal, topázio
Ou flechas de cravos que propagam o fogo:
Te amo como se amam certas coisas obscuras,
Secretamente, entre a sombra e a alma.
Te amo como a planta que não floresce e leva
Dentro de si, oculta, a luz daquelas flores,
E graças a teu amor vive escuro em meu corpo
O apertado aroma que ascendeu da terra.
Te amo sem saber como, nem quando, nem onde,
Te amo assim simplesmente sem problemas nem orgulho:
Assim te amo porque não sei amar de outra maneira,
Senão assim deste modo que não sou nem és,
Tão perto que tua mão sobre o meu peito é minha,
Tão perto que se fecham teus olhos com meu sonho.
Antes de amar-te, amor, nada era meu:
Vacilei pelas ruas e as coisas:
Nada contava nem tinha nome:
O mundo era do ar que esperava.
E conheci salões cinzentos,
Túneis habitados pela lua,
Hangares cruéis que se dependiam,
Perguntas que insistiam na areia.
Tudo estava vazio, morto e mudo,
Caído, abandonado, decaído,
Tudo era inalianavelmente alheio,
Tudo era dos outros e de ninguém,
Até que tua beleza e tua pobreza
De dádivas encheram o outono.


abr 10 2009

Tal Mãe…

Deixou a mortalidade no último dia 23 Nicholas Hughes, filho da poetisa a quem muito admiro Sylvia Plath. Sylvia era uma pessoa melancólica e depressiva que partiu deste mundo inalando gás em sua cozinha, quando Nicholas ainda possuía somente um ano de vida. Tal como a mãe, batalhou contra a depressão e apesar disto, optou finalmente por seguir o exemplo de Sylvia, enforcando-se.

Me leva a questionar sobre a hereditariedade de certos aspectos psicológicos, ou a influência que um fato desta magnitude sobre a vida de uma pessoa. Possivelmente, ainda jovem, Nicholas fora severamente questionado sobre a atitude de sua mãe ou mesmo taxado como o “filho de Plath”. Teria isto causado ou potencializado a aparente desordem psicológica?

Ou haverá realmente um fator genético associado e, sendo assim, podemos também nós tansmitir estes aspectos a nossos decendentes?


mar 23 2009

Um Bárbaro entre Cavaleiros

Só porque eu encontrei esta imagem perdida por aí. Outras em: http://lutasmedievais.com.br/web/galeria.html


mar 5 2009

2009 – 2015

2015 parece um bom ano.
Mas para aqueles que amam a morte,
todo ano pode ser bom.


mar 3 2009

O que o Futuro Reserva…

Início de março, início das aulas; e muitos dos meus amigos estão fazendo seus caminhos, abrindo passagens, buscando horizontes. Alguns terminaram seus estudos, alguns começam a estudar agora; uns ficam, outros partem.

A Mari fará Física na UFSC, o Grim também; o Jefferson foi para o seminário semana passada. Pedro não fará faculdade, mas continua com o chinês e o Matheus começará Design por aqui enquanto o Ferio o termina este ano. A Ruko se foi para Floripa também. Logo talvez o Paulo se decida.

Eu permaneço, sem saber se isto é bom ou ruim. Se desejo asas para voar para longe ou para estar sempre por perto.


fev 17 2009

Sobre meu túmulo

Noite passada tive um pesadelo,
onde um lobo e um corvo negro juntos
montavam guarda junto a meu túmulo
posto no alto de uma  colina fria.

Pouco além, a oeste da laje branca,
duas árvores altas cresceram entrelaçadas:
a primeira era verdejante e coberta de musgo
e a segunda, cinzenta e estéril.

Fato mais surpreendente no entanto,
a imensidão de pequenas gaiolas penduradas
que continham as mais variadas fadas e sprites.

Umas debatiam-se, outras há muito silenciaram,
sabe-se aguardando um fim ainda vindouro
ou velando uma alma outrora derrotada?